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Como desenvolver talentos que desafiam: prática da segurança psicológica e liderança servidora

Como cultivar "talentos que desafiam" por meio de uma cultura que tolera fracassos, segurança psicológica e um ambiente de aprendizado contínuo.

Última atualização: Leitura de cerca de 3 min

O ambiente de negócios atual é uma sucessão de mudanças imprevisíveis. Para crescer de forma sustentável, uma empresa não pode se apegar aos sucessos do passado: precisa ter a coragem de enfrentar territórios desconhecidos. E o combustível dessa coragem é justamente o profissional que age sem medo de errar — o que, no Japão, se descreve com o termo jinzai (人財), escrito com o ideograma de "tesouro" no lugar do ideograma comum de "material" ou "recurso".

Este artigo explica por que a INA&Associates Co., Ltd. considera que é esse "talento corajoso" quem constrói o futuro de uma organização, e como cultivar e consolidar esse tipo de talento como parte da cultura da empresa — trazendo também a filosofia e as práticas que adotamos internamente.

Por que, agora, o mercado busca "talento corajoso"?

Na era chamada de VUCA, para manter vantagem competitiva e crescer de forma sustentável, a inovação deixou de ser opcional. E inovação nasce justamente de ideias e tentativas que rompem com os moldes já estabelecidos.

O futuro de uma empresa depende diretamente de cada colaborador estar disposto, ou não, a arriscar na criação de novo valor sem medo do erro. As organizações que vão vencer os próximos anos precisam de profissionais que não fiquem esperando instrução — que identifiquem problemas por conta própria e ajam para resolvê-los. É esse tipo de "talento corajoso" que se tornou indispensável.

  Perfil tradicional Talento corajoso
Mentalidade Busca estabilidade, evita o erro Foco em crescimento, aprende com o erro
Comportamento Espera instrução, repete o padrão anterior Autônomo, toma a iniciativa
Contribuição à organização Mantém o status quo, busca eficiência Gera inovação, cria novo valor

Essa tabela descreve, com outras palavras, uma discussão que também é familiar no Brasil: a diferença entre um colaborador puramente operacional e o perfil chamado de "intraempreendedor", cada vez mais valorizado por empresas brasileiras que competem em mercados digitais e de alta rotatividade tecnológica.

Como se constrói uma cultura organizacional que cultiva esse "talento-tesouro"?

Para formar esse "talento corajoso", o mais importante é cultivar uma cultura empresarial em que o colaborador se sinta seguro para arriscar. No caminho da INA&Associates para se tornar "a maior empresa do mundo em investimento em talentos", dois pilares recebem atenção especial: a "cultura de tolerância ao erro" e a garantia da "segurança psicológica".

Uma cultura que tolera o erro

Não existe coragem sem risco de errar. Quem tem medo de errar não consegue dar o primeiro passo em direção ao novo. Na nossa empresa, entendemos o erro como combustível de crescimento: em vez de punir quem falhou depois de tentar, valorizamos justamente a coragem de ter tentado. Fazer com que essa lógica — aprender com o erro e transformá-lo no próximo acerto — circule por toda a organização é o que cria terreno fértil para a inovação.

No Brasil, esse discurso ainda enfrenta bastante resistência cultural: o medo do erro costuma estar ligado ao medo de ser demitido ou mal avaliado, o que faz da "cultura de tolerância ao erro" um discurso relativamente recente por aqui, mais associado a startups e ambientes de inovação do que à cultura corporativa tradicional.

Segurança psicológica

Ter um ambiente onde o colaborador possa expor suas opiniões e ideias sem constrangimento — ou seja, ter "segurança psicológica" — também é essencial para estimular a coragem de arriscar. Só quando ninguém tem medo de ser criticado ou rejeitado por opinar é que diferentes pontos de vista conseguem se cruzar e gerar ideias criativas. Na nossa empresa, promovemos uma estrutura organizacional horizontal, em que qualquer pessoa pode opinar em pé de igualdade, independentemente de cargo ou posição hierárquica.

O conceito de "segurança psicológica" (do inglês psychological safety, tema popularizado pela pesquisa da Google chamada Projeto Aristóteles) já é bastante discutido também em empresas brasileiras, embora a hierarquia mais rígida de muitas organizações tradicionais do país ainda torne esse tipo de ambiente mais raro na prática do que no discurso.

O que é, na prática, o "investimento em talento" da INA&Associates?

A INA&Associates Co., Ltd. não é uma imobiliária comum. Nos definimos como uma "empresa de investimento em talento" (jinzai), partindo da crença de que o ativo mais importante de qualquer empresa é o seu talento — e não apenas "mão de obra" ou "recurso humano" a ser gerido. Em vez de perseguir lucro de curto prazo, temos a convicção de que buscar o crescimento e a prosperidade de todos os envolvidos é o caminho que sustenta o valor da empresa no longo prazo.

Em nossos processos seletivos, damos mais peso à identificação com nossa filosofia e visão, além de integridade e atitude positiva, do que apenas a habilidades técnicas e experiência prévia. Depois da contratação, investimos em programas de treinamento e mentoria para apoiar ao máximo o crescimento de cada pessoa, oferecendo um ambiente em que o colaborador constrói sua própria carreira de forma protagonista. Acreditamos que preparar o palco para que cada colaborador brilhe como esse "talento corajoso" é a responsabilidade mais importante de qualquer líder empresarial.

Essa distinção entre "recurso humano" e "talento-tesouro" é bastante específica da língua japonesa — no idioma original, o termo tradicional para "recurso humano" (人材, jinzai) usa o ideograma de "material" ou "matéria-prima", enquanto o termo que a INA&Associates escolheu usar, também pronunciado jinzai mas escrito 人財, substitui esse ideograma pelo de "tesouro" ou "riqueza" (財, o mesmo caractere usado em palavras como "finanças"). É um jogo de palavras que só existe porque os dois termos soam exatamente igual em japonês, mudando apenas o ideograma escrito — algo sem tradução literal em português, mas que carrega uma mensagem clara: a empresa não vê seus colaboradores como um insumo substituível, e sim como um patrimônio a ser valorizado e multiplicado, no mesmo sentido em que se fala em "capital humano" no vocabulário de gestão usado no Brasil.

Conclusão

Neste artigo, explicamos a transformação que o "talento que não teme o erro" traz para uma organização, e a cultura empresarial indispensável para formar esse tipo de profissional. Para atravessar uma época de mudanças tão intensas e construir o futuro, é essencial que o líder tenha a determinação de incentivar a coragem de cada colaborador, apoiado por uma cultura organizacional que sustente essa postura. A INA&Associates Co., Ltd. seguirá investindo, sem hesitar, nesse "talento-tesouro", como uma empresa que cresce ao lado de todas as pessoas com quem se relaciona.

Se você é um líder que pensa de verdade sobre o futuro da sua organização, ou alguém em busca de um novo desafio na carreira, venha conhecer a INA&Associates Co., Ltd. Temos genuíno interesse em encontrar pessoas com quem construir esse futuro juntos.

Perguntas frequentes

P1. O que exatamente significa gestão de capital humano na prática?

Gestão de capital humano é a abordagem que trata o colaborador como "capital" da empresa, buscando extrair ao máximo o valor desse capital para elevar o valor da empresa no médio e longo prazo. Isso inclui apoio à qualificação dos colaboradores, melhoria do ambiente de trabalho e ações para aumentar o engajamento.

P2. Como construir uma cultura organizacional que incentive a coragem de arriscar?

É fundamental cultivar uma cultura que tolere o erro e valorize quem se arrisca. Também é indispensável construir um ambiente de alta segurança psicológica, em que o colaborador se sinta à vontade para expressar sua opinião. Ter o próprio líder assumindo a postura de arriscar primeiro também é uma medida eficaz.

P3. Que tipo de talento a INA&Associates procura?

Mais do que habilidade técnica ou experiência, buscamos pessoas que se identifiquem com nossa filosofia e que trabalhem com integridade e atitude positiva. Queremos construir o futuro ao lado de quem não tem medo de errar e busca sempre novos desafios.

P4. Qual é o primeiro passo que um líder deve dar para fortalecer a segurança psicológica?

O primeiro passo é o próprio líder compartilhar abertamente suas falhas, demonstrando na prática a mensagem de que "está tudo bem errar". Também é eficaz criar, de forma deliberada, mecanismos para que todos tenham espaço de fala em reuniões.

P5. Como conciliar uma cultura de coragem com a disciplina organizacional?

Incentivar a coragem não significa abrir mão de disciplina. Com uma visão clara e diretrizes de conduta bem definidas, a autonomia para arriscar passa a ser incentivada dentro desses limites. Quando valores compartilhados servem de eixo comum, disciplina e coragem deixam de ser opostos.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito