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A empresa como plataforma para realizar propósitos | Gestão orientada por propósito

Na gestão orientada por propósito, para que a empresa existe? Refletimos sobre a empresa como plataforma para levar propósitos à sociedade e sobre uma gestão centrada em talentos.

Leitura de cerca de 5 min

Na gestão orientada por propósito, a empresa não é apenas um recipiente para gerar lucro. A empresa é uma plataforma para reunir os propósitos individuais, lapidá-los e transformá-los em algo que possa chegar à sociedade.

Eu entendo a empresa como "um espaço onde as pessoas realizam seus propósitos". A motivação de uma pessoa é valiosa, mas há limites para entregar valor à sociedade de forma contínua atuando sozinho. Por isso mesmo, é necessário um organismo capaz de reunir pessoas, estruturas, credibilidade, capital e relacionamento com os clientes.

Pontos principais deste artigo

  • Gestão orientada por propósito não significa apenas defender um ideal, mas conectar a tomada de decisões e as ações do dia a dia ao propósito.
  • A empresa funciona como uma plataforma que transforma o propósito individual em um negócio capaz de gerar valor para a sociedade.
  • Uma empresa que realiza propósitos precisa de capacidade para reunir pessoas, transformar ideias em estrutura e acumular credibilidade.
  • A gestão de talentos da INA busca não adaptar as pessoas à empresa, mas criar um ambiente em que o propósito de cada pessoa possa amadurecer e se tornar um negócio.

Por que a empresa é uma plataforma para realizar propósitos?

A empresa é um amplificador para levar propósitos à sociedade. Também é o espaço que transforma a motivação individual em um negócio contínuo e em relações de confiança.

A palavra "propósito" pode soar um pouco grandiosa. Ainda assim, eu não acredito que ela pertença apenas a pessoas especiais. Querer ser sincero com o cliente que está à sua frente. Querer realizar um trabalho necessário para a comunidade. Querer criar um ambiente em que quem se esforça seja justamente reconhecido. Desejos assim, por mais simples que sejam, já são propósitos legítimos.

No entanto, um propósito não chega à sociedade apenas por existir dentro de alguém. Para chegar ao cliente na forma de valor, ele precisa virar serviço, precisa virar estrutura e precisa se tornar uma operação capaz de continuar no tempo. É por isso que a empresa se faz necessária.

A empresa não é um recipiente para limitar as pessoas. Ela é uma plataforma para que pessoas com propósito levem valor a lugares onde, sozinhas, não conseguiriam chegar. Eu quero que a INA&Associates株式会社 seja exatamente esse tipo de espaço.

O que é gestão orientada por propósito? Só declarar princípios não basta

Gestão orientada por propósito significa conectar a razão de existir da empresa às decisões de gestão e às ações do dia a dia. Não basta apresentar princípios em palavras bonitas.

No "Value Co-Creation Guidance 2.0" do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, destaca-se a importância de a empresa organizar de forma integrada sua filosofia de gestão, modelo de negócios, estratégia, governança e outros elementos, posicionando tudo isso dentro de sua narrativa de criação de valor. Eu entendo essa abordagem como a necessidade de traduzir a razão de existir da empresa para a visão completa da gestão, em vez de tratá-la apenas como um slogan.

Em "Creating a Meaningful Corporate Purpose", da Harvard Business School, também se aponta a dificuldade de refletir o grande propósito da empresa nas decisões e na operação cotidiana. Falar sobre propósito é relativamente fácil. O difícil é conseguir escolhê-lo de fato no meio da correria diária.

Por exemplo, existem escolhas que geram receita no curto prazo, mas não favorecem o interesse de longo prazo do cliente. Nesses momentos, conseguimos retomar a pergunta: "Para que nós existimos?" É aí que está a essência da gestão orientada por propósito.

Como escrevi também em A filosofia corporativa e a política de gestão da INA&Associates, princípios não são algo para decorar. Eles são o critério ao qual voltamos quando surge a dúvida. Por isso, a empresa deve ser uma plataforma para realizar propósitos.

É difícil transformar um propósito em realidade social sozinho

O propósito começa dentro de cada pessoa. Porém, para se transformar em valor que chega à sociedade, ele precisa de pessoas ao redor e de estrutura.

O que uma pessoa consegue fazer sozinha tem limite. Mesmo uma boa ideia não ganha forma se não houver quem a execute no trabalho do dia a dia. Se não existir um sistema para manter a relação com o cliente, tudo termina como um gesto pontual de boa vontade. Se não houver mecanismos para preservar a qualidade, a intenção pode até existir, mas não se converte em confiança.

No setor imobiliário, isso fica ainda mais claro. Proprietários, moradores, instituições financeiras, empresas de obras, equipes de gestão e equipes comerciais. Há muitos envolvidos. Só a dedicação de uma pessoa não é suficiente para continuar atendendo às expectativas de todos.

Por isso, a empresa é necessária. A empresa é o lugar que impede que um propósito termine apenas como paixão individual e o torna reproduzível como negócio. Quando falo em plataforma aqui, não me refiro apenas a um serviço de TI. Refiro-me a uma base onde pessoas, informações, credibilidade e experiência se reúnem para dar origem ao próximo valor.

Quando penso também em um trabalho movido por uma motivação profunda, chego à mesma conclusão. A paixão é importante. No entanto, a paixão sozinha não sustenta nada. É preciso existir um organismo que acolha essa paixão, a desenvolva e a leve para a sociedade.

Três funções essenciais de uma empresa como plataforma

Uma empresa que realiza propósitos precisa de pelo menos três funções. Capacidade de reunir pessoas, capacidade de transformar em estrutura e capacidade de acumular credibilidade.

A primeira é a capacidade de reunir pessoas. Enquanto permanece fechada dentro de uma única pessoa, a força do propósito é limitada. Quando pessoas voltadas para a mesma direção se reúnem e somam suas forças, ele se torna realmente poderoso. Antes de ser um lugar que paga salários, a empresa deve ser um espaço onde se reúnem pessoas comprometidas com um objetivo comum.

A segunda é a capacidade de transformar em estrutura. Um bom trabalho não pode depender do acaso. Explicações ao cliente, compartilhamento de informações, controle de qualidade, formação e revisão. Quando tudo isso vira estrutura, o propósito deixa de depender apenas da intensidade de algumas pessoas e se torna padrão da organização.

A terceira é a capacidade de acumular credibilidade. A empresa não é um lugar que retira a credibilidade individual. Ao contrário, é o lugar que transforma o trabalho sincero de cada pessoa em credibilidade para a empresa como um todo e, ao mesmo tempo, devolve a credibilidade da empresa para apoiar os desafios de cada indivíduo. Quando esse ciclo existe, as pessoas conseguem enfrentar desafios maiores.

Quando essas três funções estão presentes, a empresa deixa de ser apenas um local de pertencimento. Ela se torna a base para que pessoas com propósito levem valor a lugares onde não conseguiriam chegar sozinhas.

O tipo de organização que a INA busca: onde o propósito dos talentos se torna negócio

A gestão de talentos que a INA busca não consiste em moldar as pessoas para caber na empresa. Ela consiste em criar um estado no qual o propósito de cada pessoa chega à sociedade por meio dos negócios da empresa.

Naturalmente, toda empresa precisa de disciplina. Só a liberdade não sustenta uma organização. Cumprir promessas, olhar para os números, reportar, continuar aprendendo. Sem esse básico, o propósito se torna autocentrado.

No entanto, a disciplina não existe para diminuir as pessoas. Ela existe para que as pessoas possam desafiar a si mesmas com segurança. Uma cultura em que se pode compartilhar o fracasso, estruturas que apoiam o recomeço do aprendizado e um ambiente em que o esforço sincero é reconhecido. Só com isso as pessoas conseguem sobrepor seu propósito ao próprio trabalho.

Nos materiais do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão sobre gestão de capital humano, também se destaca a importância de alinhar a estratégia de gestão à estratégia de talentos. Eu entendo essa ideia como uma forma de enxergar a empresa como um lugar que investe no potencial das pessoas.

Como escrevi em O desafio de uma empresa de investimento em talentos, para a INA as pessoas são o maior ativo. Por isso, a empresa não deve ser um lugar que usa as pessoas, mas um lugar onde o propósito das pessoas se transforma em negócio.

Por exemplo, imagine que um membro jovem da equipe pense: "Quero oferecer serviços imobiliários de alto padrão mesmo fora dos grandes centros". Se a empresa conseguir sustentar esse propósito com contratação, formação, tecnologia, estrutura de gestão e pontos de contato com o cliente, a motivação individual se transforma em negócio. Essa é a empresa como plataforma na forma como eu a entendo.

Conclusão | A empresa é o veículo que leva o propósito das pessoas à sociedade

A empresa não é apenas um recipiente para gerar lucro. Ela é o veículo que leva o propósito das pessoas à sociedade.

O lucro é importante. Sem lucro, não é possível sustentar um propósito. Também não é possível investir em pessoas nem continuar entregando valor aos clientes. No entanto, o lucro não é o objetivo em si. Ele é o combustível que sustenta o propósito.

Gestão orientada por propósito não significa levantar princípios bonitos. Significa continuar conectando as decisões do dia a dia à razão de existir da empresa. Significa escolher, em vez da opção que traz ganho imediato, a opção que acumula confiança no longo prazo.

A INA&Associates株式会社 deseja ser uma empresa em que o propósito dos talentos se transforma em negócio, o negócio entrega valor à sociedade e esse valor volta a desenvolver talentos.

A empresa é uma plataforma para realizar propósitos. Eu quero continuar desenvolvendo esse organismo com solidez, sinceridade e visão de longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Q1. Em termos simples, o que é gestão orientada por propósito?

A. Gestão orientada por propósito é um modelo de gestão que conecta a razão de existir da empresa às decisões e ações do dia a dia. Só declarar princípios não é suficiente.

Q2. Quais são as vantagens de pensar a empresa como uma plataforma?

A. Isso permite que o propósito das pessoas não termine apenas como uma intenção individual, mas seja transformado, por meio de pessoas, estrutura e credibilidade, em um negócio que chega à sociedade.

Q3. Propósito e lucro podem coexistir?

A. Podem, sim. O lucro é o combustível que sustenta o propósito. O importante não é um lucro sem direção, mas um lucro que permita continuar entregando valor.

Q4. Como isso se relaciona com a gestão de talentos valorizada pela INA?

A. A gestão de talentos é a forma de criar um estado em que o propósito das pessoas chega à sociedade por meio dos negócios da empresa. Não se trata de usar pessoas, mas de desenvolvê-las.

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Citações e referências

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito