Os preços dos condomínios, que vinham subindo principalmente na região metropolitana de Tóquio, começam a mostrar múltiplos sinais de queda, como diminuição da população, alta dos juros e redução da taxa de contratos de imóveis novos. Para os proprietários que consideram vender, é importante entender em que fase o mercado se encontra neste momento.
Os preços dos condomínios vinham subindo continuamente no longo prazo
Tendo como pano de fundo a política de afrouxamento monetário do Banco do Japão, os preços dos condomínios subiram 69% em cerca de nove anos desde 2013. A alta do valor oficial dos terrenos, o aumento dos custos de construção devido às Olimpíadas de Tóquio e o crescimento da demanda da camada de alta renda se sobrepuseram, levando especialmente a região metropolitana de Tóquio a uma faixa de preços comparável à do período da bolha.
Quais são os sinais de que os preços dos condomínios podem cair daqui para frente?
Queda da taxa de contratos de condomínios novos
A taxa de contratos de condomínios novos, que permaneceu elevada por muito tempo, está em tendência de queda. Além das mudanças na demanda causadas pela pandemia de coronavírus, o patamar elevado dos preços vem reduzindo o interesse de compra.
Aceleração da diminuição da população, do envelhecimento e da queda dos casamentos
Em 2021, a população de Tóquio ficou negativa pela primeira vez em 26 anos. Se a redução populacional continuar, a demanda por condomínios, sobretudo na região metropolitana, tende a encolher, aumentando a pressão de queda sobre os preços. Soma-se a isso o aumento da oferta de venda decorrente do envelhecimento e a redução da demanda de compra provocada pela diminuição dos casamentos.
Aumento do peso dos financiamentos com a alta dos juros
Com o fim do afrouxamento monetário e a alta dos juros, mais proprietários tendem a optar pela venda devido ao aumento do valor das prestações mensais, enquanto o poder de compra dos compradores diminui. Esse descompasso entre oferta e demanda pressiona os preços dos condomínios para baixo.
Qual é o melhor momento para vender um condomínio?
Embora haja sinais de queda de preços, em muitos casos o mercado ainda se mantém em uma faixa elevada neste momento. Se você está considerando vender, começar a agir antes que a queda se torne mais evidente é uma decisão racional. Três pontos para avaliar o momento da venda:
- Verificar continuamente os dados mais recentes do mercado: indicadores de valor imobiliário do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, número de contratos fechados, tendência dos juros etc.
- Entender o preço de mercado para venda: solicitar avaliações a várias empresas para confirmar o preço adequado
- Não confiar excessivamente apenas nas próprias informações: o futuro do mercado é incerto. Utilize a orientação de profissionais
Quais são as características de um condomínio cujo valor patrimonial tende a cair menos?
Mesmo com mudanças no mercado, os condomínios que tendem a preservar melhor seu valor têm características como boa localização, resistência a desastres naturais, maior número de unidades e adaptação às necessidades da época. Escolher com base nesses critérios desde a compra contribui para a manutenção do valor patrimonial no longo prazo.
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Perguntas frequentes (FAQ)
Q. Quando se prevê que os preços dos condomínios irão cair?
É difícil fazer uma previsão precisa, mas entende-se que, se continuarem a diminuição da população, a alta dos juros e a queda da taxa de contratos de imóveis novos, a pressão de queda tende a aumentar gradualmente. É importante acompanhar continuamente os dados do mercado.
Q. Como a alta dos juros afeta os preços dos condomínios?
Ela aumenta o peso do financiamento para os compradores e reduz seu poder de compra. Ao mesmo tempo, a oferta cresce quando proprietários com dificuldade para pagar o financiamento optam pela venda, o que leva à queda dos preços.
Q. Devo vender meu condomínio agora?
Não é possível generalizar, mas o atual patamar elevado é uma fase favorável para a venda. Recomendamos consultar várias imobiliárias, levando em conta seu plano de vida e sua situação patrimonial.
Q. Como escolher um condomínio cujo valor patrimonial tende a cair menos?
Imóveis em boa localização com alta conveniência de transporte, áreas com baixo risco de desastres naturais, grandes condomínios bem administrados e propriedades alinhadas às necessidades atuais (eficiência energética, smart home etc.) tendem a ser mais vantajosos.