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Qual é a filosofia e a convicção em relação a “Jinzai”? A gestão do capital humano de Daisuke Inazawa

Daisuke Inazawa, presidente da INA&Associates Inc., organiza sua filosofia e convicção em relação a “Jinzai” sob a ótica da gestão do capital humano. Ele explica por que as pessoas são tratadas como patrimônio e como isso é aplicado na prática.

Última atualização: Leitura de cerca de 4 min

A filosofia e a convicção em relação a “Jinzai” significam uma postura de tratar as pessoas não como força de trabalho ou custo, mas como o capital mais importante que gera valor para a empresa. Na INA&Associates Inc., eu mesmo, como presidente, coloco a ideia de que “Jinzai é o maior ativo” no centro da gestão.

O termo “gestão do capital humano” passou a ser muito usado no contexto de divulgações de empresas listadas e de sistemas de RH. Mas a essência não está apenas em organizar regras ou relatórios. Está em criar um ambiente em que as pessoas possam assumir desafios com segurança, aprender com os erros e lidar com clientes e colegas com honestidade. Neste artigo, explico por que escrevo “Jinzai” não como simples “pessoal”, mas como “capital/patrimônio humano”, e como na INA colocamos o capital humano como eixo da gestão.

Pontos principais deste artigo

  • Para a INA, Jinzai não é medido por número de contratações ou horas de trabalho, mas como um capital de gestão que gera confiança.
  • A gestão do capital humano começa não apenas com a criação de sistemas, mas com a construção de uma cultura em que desafio e aprendizado continuem acontecendo.
  • No setor imobiliário, é a postura das pessoas que acolhem a insegurança do cliente até o fim que determina o valor da empresa.
  • A tecnologia não é um instrumento para substituir pessoas, mas uma base que amplia o discernimento e a integridade de Jinzai.

O que é a filosofia e a convicção em relação a Jinzai?

Para mim, a filosofia e a convicção em relação a Jinzai significam a ideia de que “a pessoa existe não como algo a ser desenvolvido primeiro, mas como alguém em quem se deve confiar e a quem se deve delegar”. A empresa não existe para controlar pessoas; ela existe como um recipiente para que as pessoas possam exercer suas capacidades.

A palavra “Jinzai” tem, em japonês, uma nuance que pode soar como “material”. É claro que se trata de uma expressão comum, mas na INA escrevemos deliberadamente “Jinzai” como “patrimônio humano”. As pessoas não são material consumível; são ativos que aumentam de valor ao acumular experiência, perspectiva, integridade e relações.

Essa forma de pensar não tem sentido se ficar apenas como uma bela filosofia. Só quando se traduz em decisões do dia a dia sobre contratação, avaliação, treinamento, delegação de autoridade e tratamento dos erros é que se torna gestão. Por isso, eu encaro o motivo de usarmos “Jinzai” em vez de “pessoal” não como uma questão de linguagem, mas de postura de gestão.

Por que dar tanta importância à gestão do capital humano?

A razão para dar tanta importância à gestão do capital humano é que o crescimento sustentável da empresa acaba acompanhando a velocidade do crescimento das pessoas. Receita e lucro são resultados; antes deles há a qualidade das pessoas que lidam com clientes, a capacidade de aprender no campo e a cultura que sustenta os colegas.

No “Relatório Ito para Recursos Humanos 2.0”, publicado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, também se destaca a importância de conectar estratégia de gestão e estratégia de Jinzai. Além disso, nas regras de divulgação da Agência de Serviços Financeiros, informações sobre capital humano e diversidade são tratadas como elementos importantes para que investidores entendam a empresa. Em outras palavras, o capital humano deixou de ser um tema apenas do RH e passou a ser um tema da própria gestão.

No entanto, eu não acredito que a gestão do capital humano deva ser feita apenas para fins de divulgação. A divulgação é consequência. O que precisa existir antes é um ciclo em que as pessoas percebam o próprio crescimento, entreguem mais valor aos clientes e façam a empresa ficar mais forte no longo prazo. As formas práticas de gestão do capital humano também não se resumem a listar sistemas; elas precisam ser desenhadas até o ponto em que mudem o comportamento no dia a dia.

Qual é o valor de Jinzai no setor imobiliário?

O valor de Jinzai no setor imobiliário aparece não na quantidade de informação, mas na forma de construir confiança. Informações sobre imóveis, preços de mercado e condições contratuais podem ser digitalizadas. Mas acolher as inseguranças do cliente, comunicar com honestidade inclusive os pontos negativos e construir relações de longo prazo só o ser humano consegue fazer.

Imóveis envolvem valores altos e afetam a vida ou os negócios por muito tempo. Por isso, considero arriscado perseguir apenas o fechamento rápido. Mesmo quando a informação é difícil de ouvir, ela deve ser dita com honestidade se for necessária. Se não for a hora certa para decidir, isso também deve ser dito. Essa postura é o que constrói confiança.

Na INA, o que valorizamos não é apenas a força de vendas. Administração, contratos, atendimento a moradores, relacionamento com proprietários e integração interna também constroem, juntos, a experiência do cliente. Não são apenas as pessoas mais visíveis que geram valor; os Jinzai que fazem o trabalho menos aparente com cuidado é que sustentam a base da empresa.

Que práticas são valorizadas na INA&Associates Inc.?

A primeira prática valorizada na INA é garantir segurança psicológica. Segurança psicológica não significa permissividade. Significa poder compartilhar erros sem escondê-los, poder dizer quando não se sabe algo e poder trazer opiniões para melhorar.

Em uma cultura que pune o erro, as pessoas entram em modo defensivo. Numa organização assim, pequenas frustrações dos clientes e pontos de melhoria operacional não aparecem. Por isso, vemos uma cultura que não teme o fracasso não apenas como clima organizacional, mas como parte do controle de qualidade.

Outra coisa é entregar autoridade e responsabilidade em conjunto. Se você diz que vai delegar, mas controla cada detalhe, a pessoa não cresce. Por outro lado, largar tudo sem acompanhamento é irresponsável. Delegamos depois de compartilhar objetivo, critérios de decisão e o momento de procurar orientação. Assim, a pessoa passa a ver o próprio trabalho não como mera execução, mas como tomada de decisão.

Como equilibrar tecnologia e força humana?

A tecnologia não reduz o valor de Jinzai. Pelo contrário, quando bem usada, ela ajuda Jinzai a se concentrar no trabalho que realmente exige atuação humana. Quanto mais a tecnologia assume tarefas rotineiras e organização de informações, mais tempo as pessoas têm para diálogo, julgamento, criatividade e construção de confiança.

Mas adotar tecnologia não torna automaticamente a empresa melhor. Que informações serão registradas? Quais decisões cabem às pessoas? Em que momentos é necessário explicar diretamente ao cliente? Se esse desenho estiver errado, a conveniência vira frieza.

O objetivo da INA é integrar tecnologia e força humana. Usamos IA e sistemas para organizar processos, mas, no fim, é a integridade humana que constrói confiança. Na minha visão, o valor de Jinzai na era da IA aparece mais em como decidimos o que é importante do que na quantidade de conhecimento que temos.

Como levar essa visão de capital humano para a contratação?

Essa visão de capital humano aparece de forma mais clara na contratação. Eu não avalio pessoas apenas por experiência ou habilidades. A especialização é importante, claro. Mas dou ainda mais valor à integridade, à disposição para aprender, ao respeito pelos colegas e à capacidade de se levantar após o fracasso.

A pessoa adequada para a empresa não é apenas alguém obediente. É alguém que concorda com a filosofia, mas também tem as próprias ideias e consegue expressá-las com franqueza quando necessário. O perfil de Jinzai que a INA busca não é o de alguém que empilha frases bonitas, mas o de alguém capaz de agir com honestidade diante do cliente e do colega à sua frente. Isso também está organizado em o perfil de Jinzai e os critérios de contratação na INA.

Contratar é, ao mesmo tempo, um lugar em que a empresa escolhe pessoas e em que as pessoas escolhem a empresa. Por isso, sou cauteloso com recrutamentos que mostram apenas o lado positivo. Ser honesto sobre o estilo de trabalho esperado, as dificuldades e o esforço necessário para crescer é o que constrói confiança depois da entrada.

Por que empresas que investem em Jinzai permanecem fortes por muito tempo

O motivo de empresas que investem em Jinzai permanecerem fortes por muito tempo é que a capacidade de adaptação fica dentro da própria organização. Produtos e serviços mudam com o tempo. O ambiente de mercado também muda. Mas, se houver Jinzai que continue aprendendo, a empresa poderá evoluir e se ajustar à mudança quantas vezes forem necessárias.

No curto prazo, desenvolver Jinzai custa tempo e dinheiro. Os resultados nem sempre aparecem imediatamente nos números. Mas, no longo prazo, o investimento em Jinzai retorna em satisfação do cliente, capacidade de contratação, cultura organizacional e valor de marca. Isso não é mera idealização; é um investimento realista para sustentar a empresa.

Na gestão do capital humano, o que considero importante não é “desenvolver pessoas como bem entendemos”, mas que empresa e pessoas se enfrentem com honestidade e devolvam valor tanto aos clientes quanto à sociedade. A INA&Associates Inc. continuará colocando Jinzai no centro e buscando crescimento sustentável.

Perguntas frequentes

P1. Qual é a diferença entre Jinzai e pessoal?

R. “Pessoal” trata as pessoas como força de trabalho ou capacidade; “Jinzai” como patrimônio humano trata as pessoas como ativo que gera valor para a empresa. Na INA, tratamos a diferença de termos como diferença de postura de gestão.

P2. Gestão do capital humano é só para grandes empresas?

R. Não, não é só para grandes empresas. Na verdade, para pequenas e médias empresas, o crescimento e a retenção de cada pessoa têm impacto direto na força do negócio, então a importância da gestão do capital humano é ainda maior.

P3. Que tipo de Jinzai a INA valoriza?

R. Valorizamos integridade, disposição para aprender, respeito aos colegas e capacidade de melhorar após o fracasso. Além de experiência e habilidades, damos valor a pessoas que conseguem construir confiança no longo prazo.

P4. Com o avanço da tecnologia, o valor das pessoas diminui?

R. Não diminui. As tarefas padronizadas ficam mais fáceis de delegar à tecnologia, mas a capacidade de acolher a insegurança do cliente, julgar com honestidade e construir confiança torna-se ainda mais valiosa.

Citações e referências

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito