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Como criar um sistema que desenvolve pessoas em uma imobiliária|Formação de talentos conectando recrutamento, campo, avaliação e oportunidades de desafio

A gestão e o desenvolvimento de talentos em uma imobiliária japonesa exigem mais do que treinamentos isolados: este artigo explica como integrar recrutamento, acompanhamento em campo, mentoria, conversas de carreira, avaliação e oportunidad

Última atualização: Leitura de cerca de 9 min

A gestão e o desenvolvimento de talentos em uma imobiliária japonesa exigem mais do que treinamentos isolados: este artigo explica como integrar recrutamento, acompanhamento em campo, mentoria, conversas de carreira, avaliação e oportunidades de desafio em um sistema contínuo de crescimento.

Desenvolvimento de talentos não é “aumentar treinamentos”, mas criar um sistema em que o crescimento continue

Ao pensar em métodos de desenvolvimento de talentos, o primeiro ponto a organizar não é “o que ensinar”, mas “como criar uma condição em que as pessoas cresçam”.

No contexto específico do mercado imobiliário japonês, simplesmente aumentar o número de treinamentos nem sempre se traduz em resultados no campo. Mesmo que uma pessoa entenda o conteúdo em sala, a formação não se consolida se ela não conseguir reproduzir esse aprendizado em atividades práticas, como conversas com clientes, pesquisa de imóveis, coordenação interna, elaboração de materiais de proposta e verificações antes e depois do contrato.

Especialmente em uma empresa imobiliária no Japão, não basta ter conhecimento técnico. Também são necessárias uma postura que construa confiança, capacidade de ler o contexto local, compreensão básica de aspectos jurídicos, tributários e financeiros, e habilidade para colaborar com especialistas dentro e fora da empresa. Em outras palavras, o desenvolvimento de talentos precisa ser desenhado não como uma ação educacional pontual, mas como um sistema de gestão que conecta recrutamento, alocação, experiência em campo, avaliação, conversas de carreira e oportunidades de desafio.

Para investidores brasileiros que observam empresas imobiliárias japonesas, esse ponto é relevante porque a qualidade da equipe afeta diretamente a consistência do atendimento, a transparência na explicação de riscos e a capacidade de apoiar decisões patrimoniais em ienes, reais ou outras moedas. Diferentemente do que muitos brasileiros podem esperar em mercados mais relacionais e flexíveis, no Japão a confiança costuma ser construída por processos, documentação, previsibilidade e cuidado nos detalhes.

A INA usa a palavra jinzai como 人財, e não apenas 人材. Ambas podem ser lidas como “jinzai” e se referem a pessoas ou recursos humanos, mas 人財 enfatiza a ideia de pessoas como “patrimônio” ou fonte de valor, não como mão de obra temporária. Ainda assim, a organização não muda apenas pela escolha das palavras. Uma empresa só se torna um lugar onde as pessoas crescem quando transforma a ideia de valorizar pessoas em decisões e sistemas do dia a dia.

Por que o desenvolvimento de talentos se torna importante em uma empresa imobiliária

O setor imobiliário parece, à primeira vista, um negócio que lida com imóveis. Na prática, porém, é um trabalho de compreender as inseguranças e objetivos dos clientes, acumular confiança com as partes envolvidas, organizar condições complexas e apoiar a tomada de decisão.

Por exemplo, mesmo em uma consulta sobre a venda de um apartamento no mesmo edifício, o que cada cliente valoriza pode ser diferente. Há quem queira maximizar o preço, enquanto outros priorizam uma venda rápida. Dependendo do contexto, como sucessão, mudança de residência, reorganização patrimonial ou decisão empresarial de uma pessoa jurídica, a proposta necessária muda. Se o responsável olhar apenas para condições superficiais, a proposta ficará rasa.

No desenvolvimento de talentos de uma empresa imobiliária, é necessário desenvolver as seguintes capacidades.

Capacidade a desenvolver Situação exigida no campo Ponto de atenção na formação
Compreensão do cliente Atendimento a consultas sobre venda, compra, administração, sucessão e temas semelhantes Desenvolver a postura de ouvir o contexto, não apenas memorizar itens de entrevista
Capacidade de pesquisa Pesquisa do imóvel, restrições legais, entorno, relações de direitos Não terminar apenas no checklist; formar a capacidade de explicar o significado dos riscos
Capacidade de proposta Avaliação, propostas de uso, decisão de investimento, melhoria de gestão Valorizar a capacidade de organizar elementos para a decisão do cliente, não a conveniência da empresa
Capacidade de colaboração Trabalho conjunto com profissionais licenciados, instituições financeiras, construtoras e administradoras Avaliar a conduta de consultar e confirmar adequadamente, sem carregar tudo sozinho
Senso ético Explicação de pontos importantes, contrato, publicidade, julgamento de conflitos de interesse Clarificar critérios de decisão que protejam a confiança acima da receita

No Japão, termos como jūyō jikō setsumei(重要事項説明)indicam a “explicação de assuntos importantes” antes de uma transação imobiliária, feita com base nas regras aplicáveis e normalmente ligada ao profissional habilitado conhecido como 宅地建物取引士(takuchi tatemono torihikishi, agente de transações imobiliárias licenciado). Para um investidor brasileiro, vale notar que a formalidade e o peso documental desse processo podem ser maiores do que em negociações nas quais a conversa comercial domina a percepção de segurança.

Os talentos de uma empresa imobiliária não podem ser medidos apenas pelo resultado comercial de curto prazo. Quanto mais pessoas forem confiáveis para os clientes e tranquilas de se confiar também para parceiros internos e externos, mais estável será a qualidade do serviço da empresa.

O ponto de partida do desenvolvimento de talentos é clarificar os critérios de recrutamento

O desenvolvimento de talentos não começa depois da entrada na empresa. O ponto de partida é clarificar, já na etapa de recrutamento, com que tipo de pessoa a empresa quer crescer.

Naturalmente, experiência prática no setor imobiliário e certificações são importantes. Takuchi tatemono torihikishi(宅地建物取引士), que pode ser entendido como a licença japonesa de agente de transações imobiliárias; chintai fudōsan keiei kanrishi(賃貸不動産経営管理士), profissional ligado à gestão de imóveis para locação; e conhecimentos de finanças e tributação são elementos que sustentam a especialização. No entanto, se a contratação olhar apenas para habilidades, a empresa pode contratar pessoas que não combinam com seus valores ou com a forma de se relacionar com os clientes.

Em uma organização como a INA, que valoriza 人財 como patrimônio humano, é importante verificar os seguintes pontos no recrutamento.

Ponto observado no recrutamento O que se deseja confirmar Exemplo de pergunta na entrevista
Integridade A pessoa consegue lidar com fatos inconvenientes sem escondê-los? Quando você cometeu um erro no passado, como reportou e melhorou a situação?
Vontade de crescer Existe uma postura de aprendizado contínuo? Recentemente, o que você fez para elevar a qualidade do seu trabalho?
Orientação ao cliente Consegue priorizar confiança em vez de resultado de curto prazo? Como você agiria se o desejo do cliente fosse diferente da orientação profissional adequada?
Postura colaborativa Consegue gerar resultado como organização, sem depender apenas de jogo individual? Conte uma experiência em que você envolveu outras pessoas para alcançar um resultado.
Identificação com a filosofia A direção da empresa se conecta com o propósito de trabalho da pessoa? Que tipo de valor você deseja oferecer nesta empresa?

Se os critérios de contratação forem vagos, a formação depois da entrada também será vaga. Por outro lado, se comportamentos e valores esperados forem compartilhados desde a contratação, o feedback e a avaliação após a alocação se tornam mais consistentes.

Para desenvolver pessoas no campo, é preciso desenhar acompanhamento, revisão e escopo de autonomia

No desenvolvimento de talentos em uma empresa imobiliária, a experiência em campo é indispensável. Porém, apenas levar alguém para acompanhar reuniões ou simplesmente entregar casos não transforma automaticamente experiência em aprendizado.

O ponto essencial é decompor a experiência e delegar em etapas. Por exemplo, no início, a pessoa acompanha uma negociação conduzida por um colega sênior e registra a ata; depois, assume a pesquisa prévia; em seguida, fica responsável por uma parte da explicação; por fim, estrutura a proposta como um todo. Quando essas etapas são claras, tanto a pessoa quanto o gestor conseguem verificar com mais facilidade o grau de crescimento.

Também é importante fazer a revisão após o campo. Em vez de uma pergunta vaga como “como foi?”, é melhor concretizar a reflexão da seguinte forma.

  • Qual era o ponto que realmente deixava o cliente inseguro?
  • Que informação faltou na preparação prévia?
  • A explicação ficou excessivamente baseada em termos técnicos?
  • Que pontos precisam ser confirmados até a próxima vez?
  • Como um colega sênior teria estruturado a proposta?

Ao acumular esse tipo de revisão, os funcionários não apenas executam casos, mas conseguem elevar a qualidade do próprio julgamento.

Para brasileiros acostumados a ambientes comerciais em que a autonomia individual aparece cedo, a prática japonesa pode parecer mais gradual. Essa gradualidade, porém, reduz risco operacional em temas como documentação, pesquisa de direitos e comunicação de riscos ao cliente.

Um sistema de mentoria não funciona apenas colocando “alguém para consultar”

O sistema de mentoria é frequentemente citado como exemplo concreto de desenvolvimento de talentos. No entanto, apenas introduzir o nome do sistema tem efeito limitado. É necessário esclarecer o que o mentor apoia e como divide papéis com o superior direto.

O superior direto é responsável por resultados de trabalho e avaliação. Por outro lado, o mentor funciona como alguém mais fácil de consultar sobre preocupações diárias, forma de conduzir o trabalho, construção de relações dentro da empresa e dúvidas de carreira. Quando existe um canal de consulta separado do avaliador, jovens funcionários conseguem verbalizar inseguranças desde uma etapa mais inicial.

Ainda assim, o sistema de mentoria também exige cuidado. Se ele depender apenas da experiência pessoal do mentor, a forma de ensinar ficará desigual. Também há questões de compatibilidade. Por isso, se o sistema for operado como制度(seido, sistema ou política institucional), é necessário definir frequência das conversas, temas de consulta, informações que podem ser compartilhadas, informações que devem permanecer confidenciais e para onde escalar problemas.

O objetivo da mentoria não é mimar funcionários jovens. É criar uma condição em que eles possam pensar de forma autônoma e crescer enquanto fazem as consultas necessárias.

Conversas de carreira são o espaço para alinhar o desejo da pessoa e a expectativa da empresa

As conversas de carreira são um mecanismo importante para dar continuidade ao desenvolvimento de talentos. Apenas a avaliação do trabalho diário não permite enxergar com clareza em que direção a pessoa quer crescer nem que papel a empresa espera dela.

A carreira em uma empresa imobiliária não é única. Há o caminho de aprofundar a especialização em intermediação de compra e venda, o caminho de fortalecer locação e gestão patrimonial, o caminho de avançar para vendas corporativas ou atendimento a investidores, o caminho de assumir marketing e uso de TI, e o caminho de gestão. É necessário confirmar a direção de crescimento conectando a aptidão da pessoa à estratégia de negócios da empresa.

Nas conversas de carreira, os seguintes temas tendem a se conectar melhor com a prática.

  • O ponto em que a pessoa mais sente crescimento no trabalho atual
  • Ao contrário, a causa de resultados difíceis de alcançar
  • A especialização que deseja adquirir nos próximos seis meses
  • Os casos ou papéis que deseja desafiar
  • Os comportamentos e resultados esperados pela empresa
  • Aprendizados, certificações e experiências externas necessárias

A conversa de carreira não é apenas um espaço para ouvir desejos. É um espaço para respeitar os desejos da pessoa e, ao mesmo tempo, comunicar de forma direta o nível e os desafios que a empresa espera. Não deixar expectativas vagas faz parte da integridade no apoio ao crescimento.

O sistema de avaliação precisa avaliar não só receita, mas também “comportamentos que fazem crescer”

Mesmo que a empresa declare valorizar o desenvolvimento de talentos, se o sistema de avaliação olhar apenas para receita de curto prazo, o comportamento dos funcionários se aproximará dos resultados de curto prazo. Naturalmente, por ser uma empresa, é necessário avaliar resultados. Porém, para elevar a competitividade de longo prazo de uma imobiliária, também é preciso avaliar comportamentos que acumulam confiança.

Por exemplo, as seguintes ações podem não aparecer facilmente nos números de curto prazo, mas se tornam ativos da empresa.

  • Identificar riscos importantes cedo e evitar problemas contratuais
  • Explicar cuidadosamente informações desfavoráveis ao cliente e ganhar confiança
  • Apoiar a preparação de casos de colegas mais novos e elevar a qualidade de toda a equipe
  • Melhorar fluxos de trabalho e reduzir falhas de verificação
  • Compartilhar internamente informações regionais e conhecimento sobre mudanças legais

Em uma organização que não avalia esse tipo de comportamento, torna-se difícil para os funcionários usar tempo com formação e melhoria de qualidade. O sistema de avaliação é uma mensagem que mostra quais valores a empresa realmente considera importantes.

Do ponto de vista da gestão de capital humano, ou jinteki shihon keiei(人的資本経営), também se pergunta como o investimento nas pessoas e a capacidade organizacional se conectam ao valor empresarial. Não basta organizar sistemas; é importante confirmar se avaliação e desenvolvimento estão de fato interligados.

Para o investidor brasileiro, esse ponto também tem implicação patrimonial: uma imobiliária que incentiva apenas fechamento rápido pode gerar mais risco de informação incompleta, enquanto uma empresa que avalia condutas de qualidade tende a proteger melhor a confiança e a continuidade do relacionamento.

Sem oportunidades de desafio, o talento não se desenvolve por completo

As pessoas não crescem muito apenas recebendo explicações. Elas crescem ao desafiar papéis um pouco acima de seu nível atual, depois de receber certa preparação e apoio.

Em uma empresa imobiliária, podem ser consideradas oportunidades como deixar um funcionário jovem assumir a responsabilidade principal por um caso pequeno, torná-lo responsável pela elaboração de materiais de proposta, pedir que crie relatórios para proprietários, confiar a ele o papel de instrutor em um estudo interno ou encarregá-lo de uma nova iniciativa de captação de clientes.

O ponto importante aqui é não transformar o desafio em “abandono”. É necessário esclarecer o escopo delegado, o momento de consulta, a pessoa responsável pela verificação final e o acompanhamento em caso de erro. Uma oportunidade de desafio só se torna formação quando combina responsabilidade e apoio.

Também é importante não concentrar oportunidades de desafio apenas em uma parte dos profissionais de alto desempenho. Não é necessário dar a todos a mesma oportunidade, mas definir desafios de crescimento de acordo com o ponto atual de cada pessoa e preparar o próximo passo contribui para elevar o nível da organização inteira.

Exemplos concretos de desenvolvimento de talentos considerados pela INA

Na INA, o desenvolvimento de talentos não se limita a falar de filosofia. A empresa valoriza criar, dentro da prática, uma condição em que as pessoas cresçam. Por exemplo, no recrutamento, verifica não só habilidades, mas também integridade e vontade de crescer; depois da entrada, busca elevar a capacidade de julgamento por meio de experiência em campo e revisão.

Nas conversas de carreira, a empresa confirma que especialização a pessoa deseja desenvolver e compartilha os papéis esperados pela organização. O sistema de mentoria e uma cultura em que é fácil consultar os outros servem de apoio para que jovens profissionais verbalizem inseguranças e desafios cedo. Apoio à obtenção de certificações e a seminários externos é posicionado como meio para ampliar a especialização da pessoa.

Ainda assim, sistemas não são o objetivo. O ponto essencial é se eles levam ao crescimento dos funcionários, à entrega de valor aos clientes e ao crescimento sustentável da organização.

Por trás da ênfase da INA em 人財 está a ideia de ser uma empresa em que pessoas que se esforçam sejam avaliadas de forma justa e recebam oportunidades de crescimento. Em um setor imobiliário baseado em confiança, a postura e a especialização de cada funcionário se tornam, diretamente, a marca corporativa.

As ideias relacionadas estão organizadas em mais detalhes em O crescimento dos talentos fortalece a empresa|A importância do desenvolvimento de talentos na gestão de capital humano.

Pontos em que o desenvolvimento de talentos costuma falhar

Ao avançar no desenvolvimento de talentos, o que se deve evitar é ficar satisfeito apenas por ter criado sistemas. Treinamentos, mentoria, conversas de carreira e sistemas de avaliação não funcionam suficientemente de forma isolada. É necessário revisar se estão conectados aos comportamentos no campo.

Falhas comuns incluem as seguintes.

  • O conteúdo do treinamento não se conecta aos desafios práticos
  • O papel do mentor é vago e a consulta termina como conversa informal
  • A conversa de carreira ouve desejos, mas não se transforma em próximas ações
  • O sistema de avaliação se inclina para receita de curto prazo, e formação ou melhoria de qualidade não são avaliadas
  • Oportunidades de desafio se concentram em poucas pessoas, e a organização como um todo não cresce
  • A forma de ensinar e os critérios de julgamento variam muito conforme o superior direto

Especialmente no setor imobiliário japonês, a experiência individual pode ser uma força, mas também há tendência de a formação virar apenas “aprender olhando as costas dos mais experientes”. Não é necessário negar o conhecimento prático acumulado, mas critérios importantes de julgamento e processos de confirmação devem ser verbalizados e compartilhados tanto quanto possível.

A perspectiva que gestores e gerentes devem ter

O desenvolvimento de talentos não é trabalho apenas do departamento de recursos humanos. Gestores e gerentes precisam manter a perspectiva de desenvolver pessoas dentro das decisões do dia a dia.

O gestor tem o papel de mostrar que tipo de talento criará o futuro da empresa. Se recrutamento, avaliação, alocação e prioridades de investimento não tiverem consistência, o campo ficará confuso. Se a empresa diz valorizar pessoas, mas avalia apenas resultados de curto prazo, os funcionários percebem rapidamente essa contradição.

O gerente assume o papel de apoiar o crescimento no campo. Delegar casos, revisar, comunicar pontos de melhoria, desenhar oportunidades de desafio. Tudo isso é formação. Quanto mais ocupado o campo, mais a formação tende a ficar para depois; porém, se ela for sempre adiada, o trabalho continuará concentrado em pessoas específicas.

O desenvolvimento de talentos não é idealismo; ele também se conecta à eficiência de gestão. Quando aumenta o número de pessoas que crescem, a qualidade do atendimento aos casos se estabiliza, a dependência de indivíduos diminui e a carga dos gestores também cai. Como resultado, há impacto na satisfação do cliente, na força de recrutamento e na retenção.

Para investidores brasileiros, isso se aproxima de uma due diligence qualitativa: além de indicadores financeiros convertidos para BRL, vale observar se a organização depende de poucos profissionais-chave ou se possui processos para formar equipes capazes de sustentar a operação.

Sobre a relação entre divisão de trabalho e formação em operações imobiliárias, veja também Divisão das operações de intermediação imobiliária e desenvolvimento de talentos|Estratégia organizacional para realizar crescimento sustentável.

O desenvolvimento de talentos também se conecta à marca corporativa.

O desenvolvimento de talentos não é um tema apenas interno. A forma como os funcionários crescem e a postura com que lidam com os clientes se tornam a própria marca corporativa.

Em transações imobiliárias, quando o cliente escolhe uma empresa, a confiança no responsável pelo atendimento acaba sendo um grande elemento de decisão. A pessoa explica com cuidado? Não deixa pontos obscuros em aberto? Não esconde riscos? Pensa no futuro do cliente, e não apenas no próprio interesse? Essas experiências se acumulam como confiança na empresa.

Também no mercado de recrutamento, é importante saber se a empresa desenvolve pessoas. Quanto mais jovens as gerações, maior tende a ser a importância dada não só a salário e reconhecimento do nome, mas também a oportunidades de crescimento, sensação de justiça na avaliação, relação com superiores e significado do trabalho. Empresas que possuem mecanismos de desenvolvimento de talentos tendem a ter mais competitividade também no recrutamento.

O impacto do investimento em pessoas sobre a marca corporativa é explicado em 5 mecanismos pelos quais o investimento em talentos fortalece a marca corporativa|Força de recrutamento, lealdade do cliente e avaliação ESG.

FAQ

P. Como método de desenvolvimento de talentos, por onde começar primeiro?

O primeiro passo não é adicionar novos treinamentos, mas clarificar o perfil de talento que se deseja desenvolver. É preciso organizar quais comportamentos, especializações e valores serão valorizados e refletir isso em recrutamento, orientação em campo, avaliação e conversas de carreira. Se o perfil de talento permanecer vago e a empresa apenas aumentar sistemas, o campo não saberá o que deve desenvolver.

P. Quais são exemplos concretos de desenvolvimento de talentos em uma empresa imobiliária?

Exemplos incluem revisão após acompanhamento em campo, checagem da pesquisa de imóveis, correção de materiais de proposta, sistema de mentoria, conversas regulares de carreira, apoio à obtenção de certificações, grupos internos de estudo e oportunidades para jovens assumirem a responsabilidade principal por casos pequenos. O ponto importante é não executar essas ações isoladamente, mas combiná-las conforme os desafios de crescimento de cada pessoa.

P. Quais cuidados tomar ao introduzir um sistema de mentoria?

É necessário clarificar o papel do mentor. Se ele tiver o mesmo papel da conversa de avaliação com o superior direto, ficará difícil consultar. Por outro lado, se terminar apenas em conversas informais, o efeito formativo será limitado. É preciso definir frequência das conversas, temas de consulta, escopo de compartilhamento e rota de resposta quando houver problemas, além de compartilhar com os próprios mentores como oferecer apoio.

P. O que deve ser discutido em uma conversa de carreira?

Não apenas o desejo da pessoa, mas também seus pontos fortes e desafios atuais, a especialização a desenvolver em seguida, o papel esperado pela empresa, o trabalho que ela quer desafiar e os aprendizados ou certificações necessários. A conversa de carreira não é um espaço que termina depois de ouvir desejos. É importante alinhar a direção da pessoa com as expectativas da empresa e transformar isso nas próximas ações.

Referências

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito