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Como resolver disputas de locação no juizado sumário|Custos, procedimentos e cuidados na ação de pequenas causas

Este artigo explica como a ação de pequenas causas pode ser usada em disputas de locação, como atraso no aluguel e devolução de depósito. Para proprietários de imóveis, aborda custos de protocolo no juizado sumário, formas de reduzir honorários advocatícios e o risco de migração para ação comum.

Última atualização: Leitura de cerca de 2 min

Na gestão de apartamentos e condomínios, conflitos envolvendo atraso de aluguel e devolução de depósito de garantia são riscos inevitáveis. Se a disputa financeira for de até 600 mil ienes, a ação de pequenas causas no Tribunal Sumário é o meio de resolução com melhor relação entre custo e tempo. Neste artigo, explicamos os procedimentos e os custos da ação de pequenas causas que proprietários de imóveis precisam conhecer.

Que tipo de órgão é o Tribunal Sumário?

O Tribunal Sumário é o tribunal que trata de causas cíveis com valor de até 1,4 milhão de ienes e conta com um sistema preparado para solucionar casos de forma mais rápida e com menor custo do que os tribunais comuns. Entre suas características estão o julgamento por um único juiz, a existência conjunta do sistema de conciliação e modelos padronizados de petição para iniciantes, o que facilita o uso.

A ação de pequenas causas pode ser aplicada, em princípio, a disputas financeiras de até 600 mil ienes, e a sentença é proferida em uma única audiência.

Quais problemas tendem a ocorrer em locações?

Atraso no pagamento do aluguel

Este é o problema mais comum na gestão imobiliária. Se a inadimplência continuar por vários meses, a receita de aluguel diminui significativamente e pode até comprometer o pagamento do financiamento. O ideal é notificar formalmente desde cedo, por exemplo com uma carta de cobrança com comprovação de conteúdo, e, se não houver solução, considerar a ação de pequenas causas.

Devolução do depósito de garantia

São muito frequentes os conflitos sobre quem deve arcar com os custos de restauração do imóvel no momento da desocupação. O ponto central da disputa costuma ser a distinção entre danos causados por dolo ou culpa do inquilino e o desgaste natural pelo tempo. É importante fundamentar a alegação com base nas diretrizes do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo.

Quais custos são necessários para ajuizar uma ação no Tribunal Sumário?

Item de custoValor estimado
Selo fiscal (taxa de protocolo)1.000 ienes para cada 100 mil ienes do valor da ação (ex.: 150 mil ienes → 2.000 ienes)
Valor de cupons postais antecipados3.000 a 5.000 ienes
Honorários de consulta com advogadoO valor de mercado é de 5.000 ienes por 30 minutos a 1 hora (consultas gratuitas também podem ser utilizadas)

As despesas diretas totais de uma ação de pequenas causas ficam em torno de alguns milhares a cerca de 10 mil ienes, o que faz dela uma opção com excelente custo-benefício em relação ao valor que pode ser recuperado.

Quais são as 3 formas de reduzir custos?

Aproveitar consultas jurídicas gratuitas

Ao utilizar os balcões de consulta gratuita da Ordem dos Advogados, do Houterasu e dos municípios, é possível avançar sem custo inicial de consulta. Há também escritórios que isentam a consulta quando a contratação formal é realizada, por isso vale confirmar com antecedência.

Preparar os documentos por conta própria

Se você entrar em contato com o tribunal, poderá receber orientações detalhadas sobre como redigir a petição inicial. Ao elaborar a documentação por conta própria, é possível reduzir os custos de contratação de advogado ou escrivão judicial.

Evitar a migração para o processo comum

Se o caso migrar para o processo comum, os honorários advocatícios aumentam rapidamente, elevando o risco de que o custo supere o benefício. Como essa migração ocorre quando o réu apresenta objeção, vale considerar previamente se não há possibilidade de resolver a questão por negociação com a outra parte.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o limite máximo que pode ser cobrado em uma ação de pequenas causas?

Ela se limita a pedidos de pagamento em dinheiro de até 600 mil ienes. Se o valor ultrapassar 600 mil ienes, deve-se recorrer a uma ação cível comum ou a um procedimento de ordem de pagamento.

O que acontece se eu vencer a ação de pequenas causas, mas a outra parte não pagar?

É possível requerer a execução forçada com base na sentença. Você pode penhorar a conta bancária ou o salário da outra parte.

É possível entrar com uma ação de pequenas causas sem advogado?

Sim, é possível. O tribunal disponibiliza modelos padronizados de petição, e também fornece orientação sobre como preencher os documentos. No entanto, se a outra parte constituir advogado, recomendamos considerar a contratação de um advogado.

Quantas vezes por ano é possível ajuizar uma ação de pequenas causas?

É possível utilizá-la até 10 vezes por ano no mesmo Tribunal Sumário. Para conflitos frequentes, é eficaz combinar medidas como ação comum e cobrança formal por carta com comprovação de conteúdo.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito