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Pára-raios em condomínios e proteção contra raios: tipos, obrigatoriedade de instalação e como proteger o edifício contra surtos elétricos

Tudo sobre para-raios em condomínios: tipos Franklin, PDCE e ESE, obrigatoriedade, proteção contra surtos, inspeção e comunicação aos moradores.

Última atualização: Leitura de cerca de 2 min

O para-raios é um equipamento importante que protege os condomínios contra raios, mas mesmo com sua instalação não é possível prevenir completamente os danos causados por descargas elétricas. Explicamos as informações que os administradores de condomínios devem conhecer sobre o funcionamento e os tipos de para-raios, a obrigatoriedade de instalação, as medidas contra surtos de raio, e os métodos de inspeção e manutenção.

Qual é o princípio básico e o funcionamento do para-raios?

O para-raios não "desvia" os raios, mas sim os "atrai". A forma pontiaguda da haste facilita a descarga elétrica, e por meio de uma "descarga ascendente" vinda do solo, conduz a corrente do raio com segurança para a terra. Foi inventado por Benjamin Franklin em 1752 e tem mais de 270 anos de história. O sistema de para-raios é composto por três partes: receptor, condutor de descida e aterramento.

Quais são os tipos de para-raios?

Tipo Franklin (convencional)

Instalado no ponto mais alto do edifício, induz o raio por meio de descarga ascendente e conduz a corrente para o solo. A área de proteção é definida pelo método da esfera rolante.

Para-raios PDCE

É um tipo de para-raios que "não atrai" raios. Ao contrário do tipo convencional, que atrai ativamente os raios, o para-raios PDCE não realiza indução de raios. Tem se destacado como um modelo de supressão de descargas atmosféricas.

Para-raios ESE

Do tipo "emissão de streamers antecipada", consegue realizar a descarga ascendente mais rapidamente que o tipo convencional. Tem uma área de proteção maior que o tipo Franklin e apresenta a vantagem de requerer menos unidades instaladas.

Para-raios de capacidade de ionização neutralizante

Neutraliza internamente as cargas negativas do céu e positivas do solo, sendo um modelo de próxima geração que suprime a própria ocorrência de raios. A área de proteção tem um raio de aproximadamente 100 m a partir do ponto de instalação. Na França, há o registro de zero descargas atmosféricas nas proximidades da instalação durante 5 anos.

Há obrigatoriedade de instalação de para-raios em condomínios?

De acordo com o Código de Construção, edificações com altura superior a 20 m são obrigadas a instalar para-raios. Os 20 m incluem condicionadores de ar na cobertura, torres de publicidade e chaminés. Mesmo em edificações abaixo de 20 m, recomenda-se a instalação quando não há construções altas nas proximidades ou em regiões com alto risco de raios.

Qual é o custo de instalação e substituição do para-raios?

  • Nova instalação: de R$ 100.000 a R$ 400.000 (varia conforme o tamanho do edifício)
  • Reparo/realocação: aproximadamente R$ 40.000 como referência

Incluem-se os custos de obras de aterramento, fiação e medição da resistência de aterramento.

O que é o "surto de raio" que ocorre mesmo com para-raios instalado?

Surto de raio é o fenômeno em que a corrente elétrica de um raio penetra no interior de um imóvel por meio de linhas de comunicação ou de energia. Mesmo sem uma descarga direta, há o risco de geração de tensão de 100.000 volts a partir de um ponto a 100 m de distância. Equipamentos digitais como computadores e televisores são especialmente suscetíveis a danos.

Medidas contra surtos de raio

  • Ajuste do potencial de aterramento para dificultar diferenças de potencial
  • Instalação de dispositivos de proteção contra surtos (DPS)
  • Instalação de transformadores de isolamento para bloquear apenas os surtos de raio

Quais medidas de proteção contra raios devem ser comunicadas aos moradores?

  • Utilizar filtros de linha com proteção contra surtos de raio
  • Conectar fio terra em eletrodomésticos de grande porte
  • Desligar tomadas de equipamentos que não estão em uso
  • Realizar backup de dados regularmente
  • Ao se aproximar de uma tempestade, manter distância de eletrodomésticos e instalações hidráulicas

Perguntas frequentes (FAQ)

P. Com que frequência o para-raios deve ser inspecionado?

R. De acordo com as normas JIS, é obrigatória a realização de inspeção ao menos uma vez por ano.

P. Qual a diferença entre para-raios e dispositivo de proteção contra surtos (DPS)?

R. O para-raios protege diretamente o edifício e as pessoas contra descargas atmosféricas, enquanto o DPS protege equipamentos eletrônicos contra surtos de raio.

P. Os filtros de linha com proteção contra surtos podem ser reutilizados?

R. Uma vez que absorvem uma sobretensão, a função de proteção é perdida, sendo necessária a substituição periódica.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
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