O para-raios é um equipamento importante que protege os condomínios contra raios, mas mesmo com sua instalação não é possível prevenir completamente os danos causados por descargas elétricas. Explicamos as informações que os administradores de condomínios devem conhecer sobre o funcionamento e os tipos de para-raios, a obrigatoriedade de instalação, as medidas contra surtos de raio, e os métodos de inspeção e manutenção.
Qual é o princípio básico e o funcionamento do para-raios?
O para-raios não "desvia" os raios, mas sim os "atrai". A forma pontiaguda da haste facilita a descarga elétrica, e por meio de uma "descarga ascendente" vinda do solo, conduz a corrente do raio com segurança para a terra. Foi inventado por Benjamin Franklin em 1752 e tem mais de 270 anos de história. O sistema de para-raios é composto por três partes: receptor, condutor de descida e aterramento.
Quais são os tipos de para-raios?
Tipo Franklin (convencional)
Instalado no ponto mais alto do edifício, induz o raio por meio de descarga ascendente e conduz a corrente para o solo. A área de proteção é definida pelo método da esfera rolante.
Para-raios PDCE
É um tipo de para-raios que "não atrai" raios. Ao contrário do tipo convencional, que atrai ativamente os raios, o para-raios PDCE não realiza indução de raios. Tem se destacado como um modelo de supressão de descargas atmosféricas.
Para-raios ESE
Do tipo "emissão de streamers antecipada", consegue realizar a descarga ascendente mais rapidamente que o tipo convencional. Tem uma área de proteção maior que o tipo Franklin e apresenta a vantagem de requerer menos unidades instaladas.
Para-raios de capacidade de ionização neutralizante
Neutraliza internamente as cargas negativas do céu e positivas do solo, sendo um modelo de próxima geração que suprime a própria ocorrência de raios. A área de proteção tem um raio de aproximadamente 100 m a partir do ponto de instalação. Na França, há o registro de zero descargas atmosféricas nas proximidades da instalação durante 5 anos.
Há obrigatoriedade de instalação de para-raios em condomínios?
De acordo com o Código de Construção, edificações com altura superior a 20 m são obrigadas a instalar para-raios. Os 20 m incluem condicionadores de ar na cobertura, torres de publicidade e chaminés. Mesmo em edificações abaixo de 20 m, recomenda-se a instalação quando não há construções altas nas proximidades ou em regiões com alto risco de raios.
Qual é o custo de instalação e substituição do para-raios?
- Nova instalação: de R$ 100.000 a R$ 400.000 (varia conforme o tamanho do edifício)
- Reparo/realocação: aproximadamente R$ 40.000 como referência
Incluem-se os custos de obras de aterramento, fiação e medição da resistência de aterramento.
O que é o "surto de raio" que ocorre mesmo com para-raios instalado?
Surto de raio é o fenômeno em que a corrente elétrica de um raio penetra no interior de um imóvel por meio de linhas de comunicação ou de energia. Mesmo sem uma descarga direta, há o risco de geração de tensão de 100.000 volts a partir de um ponto a 100 m de distância. Equipamentos digitais como computadores e televisores são especialmente suscetíveis a danos.
Medidas contra surtos de raio
- Ajuste do potencial de aterramento para dificultar diferenças de potencial
- Instalação de dispositivos de proteção contra surtos (DPS)
- Instalação de transformadores de isolamento para bloquear apenas os surtos de raio
Quais medidas de proteção contra raios devem ser comunicadas aos moradores?
- Utilizar filtros de linha com proteção contra surtos de raio
- Conectar fio terra em eletrodomésticos de grande porte
- Desligar tomadas de equipamentos que não estão em uso
- Realizar backup de dados regularmente
- Ao se aproximar de uma tempestade, manter distância de eletrodomésticos e instalações hidráulicas
Perguntas frequentes (FAQ)
P. Com que frequência o para-raios deve ser inspecionado?
R. De acordo com as normas JIS, é obrigatória a realização de inspeção ao menos uma vez por ano.
P. Qual a diferença entre para-raios e dispositivo de proteção contra surtos (DPS)?
R. O para-raios protege diretamente o edifício e as pessoas contra descargas atmosféricas, enquanto o DPS protege equipamentos eletrônicos contra surtos de raio.
P. Os filtros de linha com proteção contra surtos podem ser reutilizados?
R. Uma vez que absorvem uma sobretensão, a função de proteção é perdida, sendo necessária a substituição periódica.