O que ganha valor na era da IA tem, no mundo corporativo japonês, um nome próprio que não encontra equivalente exato em português: ningenryoku (人間力) — literalmente "força humana", o conjunto formado por empatia, capacidade criativa e iniciativa própria, ou seja, a habilidade de entregar resultados justamente onde a IA é fraca. Tarefas padronizadas e processamento de dados ficam com a IA. Mas quem está do outro lado, no fim da linha, continua sendo uma pessoa. É exatamente por isso que tem preço a capacidade de captar o contexto do outro, de dar resposta a problemas sem precedente e de acumular confiança camada por camada. Este artigo divide o ningenryoku em cinco elementos e mostra como eles aparecem na administração de imóveis para locação no Japão (賃貸管理, chintai kanri), como indivíduos e empresas os desenvolvem e como são avaliados. Para o investidor brasileiro ou português, isso é mais do que uma questão de recursos humanos: no Japão, a qualidade das pessoas que administram o imóvel se converte de forma mensurável em vacância, estabilidade de aluguel e preservação de valor.
Os pontos deste artigo
- Ningenryoku na era da IA significa empatia, capacidade criativa e iniciativa própria — habilidades enraizadas em uma sensibilidade que dados e algoritmos não conseguem reproduzir.
- São cinco as competências indispensáveis: capacidade de comunicação, criatividade e solução adaptativa de problemas, pensamento estratégico e liderança, habilidade interpessoal e sensibilidade, e letramento digital aliado ao cuidado com os detalhes.
- A base que sustenta essas cinco competências é a integridade somada ao senso de responsabilidade, e ainda a vontade de aprender e a capacidade de adaptação. No curto prazo quase não aparecem; no longo prazo, fazem toda a diferença.
- Na administração de locações no Japão, o ningenryoku se traduz diretamente em números: permanência longa dos inquilinos e renovação do contrato de administração com o proprietário.
- Ningenryoku pode ser desenvolvido depois. As competências básicas levam de três a seis meses; o avanço real exige um trabalho contínuo.
O que é o "ningenryoku" que ganha valor na era da IA?
A essência do ningenryoku na era da IA é a capacidade de gerar valor exatamente onde a IA é fraca: empatia, criatividade e iniciativa própria. Essas qualidades estão enraizadas em uma "sensibilidade" tipicamente humana, que dados e algoritmos não reproduzem. Vale notar uma diferença cultural: enquanto no Brasil e em Portugal esse conjunto costuma ser tratado como "soft skills", isto é, um complemento à qualificação técnica, o Japão o organiza sob um termo próprio e consolidado, avaliado com o mesmo peso da competência técnica.
A IA supera o ser humano no processamento veloz de volumes enormes de dados, na dedução da solução ótima a partir do raciocínio lógico e na eficiência. Por outro lado, restam territórios difíceis de imitar. A empatia que percebe as nuances das emoções alheias, a criatividade que nasce de um salto para fora da lógica, a iniciativa que brota de um motivo interior. Todos são, a rigor, elementos ineficientes e pouco lógicos. Mesmo que a IA consiga reproduzi-los em parte, ela não compartilha o motivo e a filosofia que estão na origem — o "por que faço isso". Justamente porque vivemos uma era de eficiência crescente, cultivar deliberadamente essa sensibilidade aparentemente ineficiente se torna a fonte de um valor agregado insubstituível.
Essa virada muda os próprios critérios de avaliação do trabalho. Da fase em que se competia pelo domínio do conhecimento técnico para a fase em que técnica e humanidade caminham juntas. Da fase em que se perseguia o resultado individual para a que enxerga a criação de valor do time inteiro. Do foco no resultado de curto prazo para a orientação ao crescimento sustentável. Da diferenciação pela competição para a sinergia pela colaboração. A resposta à angústia "será que a IA vai tomar meu emprego?" também está aqui. A IA é uma ferramenta que expande a capacidade humana. Em vez de contar os empregos que se perdem, é muito mais fértil procurar, dentro do próprio trabalho, o espaço em que se pode fundir tecnologia e força humana.
Onde fica a divisão de papéis entre IA e ser humano?
A vantagem competitiva na era da IA não nasce de opor tecnologia e humanidade, mas de fundir as duas. O que a IA faz bem fica com a IA; os recursos humanos se concentram no que as pessoas fazem bem. Essa divisão gera, no conjunto, um valor mais alto. Diferentemente do debate brasileiro, em que a automação costuma ser discutida sobretudo como risco de substituição de postos de trabalho, o setor imobiliário japonês, pressionado por uma escassez aguda de mão de obra, precisa tratá-la como ganho de capacidade.
| Área de competência | Capacidade da IA | Vantagem do ser humano | Importância na era da IA | Exemplo concreto no dia a dia |
|---|---|---|---|---|
| Tarefas padronizadas e processamento de dados | Muito alta | Baixa | Média | Rascunho de documentos, consolidação de aluguéis, extração de dados de mercado |
| Criatividade e imaginação | Limitada | Muito alta | Altíssima | Concepção de novos negócios, geração de inovação |
| Comunicação | Limitada | Muito alta | Alta | Atendimento ao cliente, articulação da equipe, negociação |
| Sensibilidade e empatia (inteligência emocional) | Muito baixa | Muito alta | Alta | Atendimento que acolhe a insegurança do inquilino |
| Solução de problemas não padronizados | Média | Alta | Alta | Contorno de ocorrências sem precedente |
| Pensamento crítico e decisão estratégica | Baixa | Muito alta | Alta | Formulação de estratégia, avaliação de risco, decisão de investimento |
| Liderança | Baixa | Muito alta | Alta | Apresentar uma visão, influenciar e mobilizar pessoas |
Como a tabela mostra, a IA exerce uma força esmagadora em tarefas padronizadas e no processamento de dados, mas nos territórios em que entram o pensamento sofisticado e a emoção humana a vantagem das pessoas continua nítida. A tecnologia traz eficiência e precisão; a humanidade traz calor e criatividade. Nós, da INA&Associates Co., Ltd., também buscamos sustentar ao mesmo tempo a análise de mercado apoiada em IA e propostas que compreendam a fundo os valores de cada cliente.
Quais são os cinco elementos do ningenryoku que ganha valor na era da IA?
Para elevar o próprio valor de mercado numa era em que a IA se torna infraestrutura social, é indispensável desenvolver cinco pontos: capacidade de comunicação, criatividade e solução adaptativa de problemas, pensamento estratégico e liderança, habilidade interpessoal e sensibilidade, e letramento digital. E o que sustenta esses cinco por baixo é a integridade somada ao senso de responsabilidade.
1. Capacidade de comunicação de alto nível
Não se trata apenas de transmitir informação com exatidão. O núcleo está na empatia e na escuta: captar o contexto e o histórico que a IA não consegue ler, acolher a emoção do outro e, a partir disso, construir uma relação de confiança. Os jinzai de destaque — a INA&Associates escreve deliberadamente 人財 em vez do usual 人材; as duas grafias se pronunciam "jinzai", mas 材 significa "material, insumo" e 財 significa "patrimônio, riqueza", ou seja, a pessoa entendida como patrimônio e não como recurso — são excelentes em ouvir e recebem também a emoção e a intenção por trás do que é dito. No dia a dia, o primeiro passo é praticar a "escuta ativa", sem interromper o interlocutor, e demonstrar interesse genuíno pelo ponto de vista dele.
2. Criatividade e solução adaptativa de problemas
A IA é boa em deduzir a solução ótima a partir de dados passados, mas a criatividade de gerar do zero uma saída para um desafio sem precedente é própria das pessoas. O mesmo vale para a solução adaptativa de problemas, que enxerga a questão essencial em situações de mudança acelerada e responde com flexibilidade. Os jinzai que se destacam olham o problema por vários ângulos, buscam a solução de raiz em vez do tratamento sintomático e transformam o problema em oportunidade de crescimento. Essa força se desenvolve pela curiosidade por campos desconhecidos e pelo contato com pessoas e culturas diversas. Para o investidor estrangeiro, esse ponto é bem concreto: no Japão, boa parte da qualidade da administração não é determinada por cláusulas contratuais, mas pelo discernimento das pessoas envolvidas.
3. Pensamento estratégico e liderança
Liderança não é algo concedido por cargo ou título. É a capacidade de erguer uma visão clara, influenciar positivamente quem está ao redor e conduzir ao objetivo. Independentemente do nível hierárquico, todos os integrantes podem exercê-la. A IA consegue apresentar opções táticas, mas o pensamento estratégico que concebe o futuro da organização e inspira pessoas é um atributo humano. Começa por definir uma meta clara no próprio trabalho e tomar a dianteira para alcançá-la. Isso merece atenção especial no Japão, onde a tradição da senioridade por tempo de casa amarrou por décadas a liderança à idade funcional — um entendimento que hoje se dissolve de forma visível.
4. Habilidade interpessoal, sensibilidade e bom gosto
Em qualquer cena de negócios, quem decide e age no final é o ser humano. A habilidade interpessoal de construir e manter boas relações não perde o brilho nem na era da IA. Na sua raiz está uma sensibilidade que a lógica sozinha não explica. Emocionar-se ao entrar em contato com arte e cultura, ser tocado por algo belo. Essas experiências, aparentemente sem relação com os negócios, formam profundidade humana e ampliam a empatia pelo outro. No Japão, essa compreensão da sensibilidade como qualidade profissional é culturalmente profunda: da cerimônia do chá às tradições artesanais, a percepção educada é vista como qualificação de ofício, não como assunto de lazer.
5. Letramento digital e cuidado com os detalhes
O letramento para usar bem a tecnologia digital, a IA inclusive, é hoje cultura geral obrigatória. Só que o importante não é apenas saber operar a ferramenta. É ter o olhar para como a tecnologia pode servir ao desenvolvimento das pessoas e da sociedade. E o que decide a qualidade no fim é o cuidado com os detalhes: não usar como estão os textos e dados gerados pela IA, conferir com os próprios olhos e perseguir um padrão mais alto. É essa a diferença decisiva entre profissionais excelentes e os demais.
A base que sustenta os cinco elementos — integridade, responsabilidade, vontade de aprender e adaptação
As cinco competências não funcionam sem a base sobre a qual se apoiam. Essa base é a integridade e o senso de responsabilidade. Cumprir o combinado, levar o trabalho até o fim assumindo a responsabilidade. No curto prazo quase não se nota; no longo prazo, aparece como uma diferença enorme. A outra base é a vontade contínua de aprender e a capacidade de se adaptar à mudança. Damos valor à ideia de que o ruim não é falhar, e sim não agir por medo de falhar. Porque quem cresce não é quem não erra, mas quem aprende com o erro e recomeça. Numa cultura corporativa internacionalmente conhecida pela aversão ao erro, essa é uma contraposição deliberada.
| Elemento do ningenryoku | Exemplos concretos de comportamento | Impacto no negócio | Primeiro passo para desenvolver |
|---|---|---|---|
| Capacidade de comunicação | Escuta ativa, feedback construtivo | Aumento da satisfação do cliente | Ouvir o interlocutor até o fim, sem interromper |
| Criatividade e solução adaptativa de problemas | Análise da causa raiz, proposta de soluções criativas | Geração de inovação | Cultivar curiosidade por campos desconhecidos e conviver com pessoas e culturas diversas |
| Pensamento estratégico e liderança | Contribuição às metas do time, exemplo pela própria conduta | Fortalecimento da força organizacional | Definir uma meta na própria função e agir primeiro |
| Habilidade interpessoal, sensibilidade e bom gosto | Interesse pelos valores do outro, manutenção contínua da relação | Relações de longo prazo baseadas em confiança | Ampliar de propósito as ocasiões de se emocionar com arte, música e literatura |
| Letramento digital e cuidado com os detalhes | Resposta flexível à mudança, aprendizado a partir do erro | Manutenção da competitividade | Conferir com os próprios olhos a saída final da IA |
| Integridade e responsabilidade (base) | Cumprimento do combinado, responsabilidade até o fim | Construção de relações de confiança | Cumprir o prazo justamente nos compromissos pequenos |
Como o ningenryoku aparece no dia a dia da administração de locações?
É na administração de locações que o ningenryoku vira número com mais clareza. A confiança do inquilino leva à permanência longa, o que reduz o risco de vacância e traz receita de aluguel estável. A confiança do proprietário é a base para a renovação do contrato de administração e para a expansão do negócio. Por mais que a digitalização avance, essa estrutura não muda. Para o leitor brasileiro, a diferença é relevante: enquanto a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) consagra no Brasil contratos residenciais tipicamente de 30 meses com garantias como fiador ou seguro-fiança, os contratos japoneses são em geral por prazo determinado de dois anos, e a renovação depende, na prática, sobretudo da satisfação com a administração.
Relação com o inquilino — a rapidez é o que gera tranquilidade
O que mais funciona na relação com o inquilino é a resposta rápida. Quando um equipamento apresenta defeito, o simples fato de a administradora entrar em contato imediatamente já traz tranquilidade. O que se exige não é processar ao pé da letra as palavras de reclamação ou pedido, mas captar a necessidade real que está por trás. Colocar-se no lugar do outro e entregar a informação adequada no momento adequado. Isso é entregar valor além da mera solução do problema. Diferentemente de mercados em que o contato entre administradora e inquilino passa quase inteiramente por sistemas de chamados, no Japão o retorno pessoal e rápido ainda é tido como marca de qualidade.
Relação com o proprietário — somar proposta ao relatório
Na relação com o proprietário, a confiança nasce quando, além do relatório periódico, se apresentam ativamente propostas concretas de aumento de receita e de valorização do ativo. Atendimento consistente, cumprimento do combinado e resposta rápida quando surge um problema: só com esses três juntos é que se forma uma parceria de longo prazo. Uma relação em que apenas os relatórios chegam em dia é facilmente substituída pela proposta de um concorrente. Sistemas como o nosso sistema de administração de locações sem estresse existem para reduzir o esforço com relatórios e transferir esse tempo para as propostas.
A fusão entre conhecimento técnico e humanidade
Defeito em equipamentos, conflito entre inquilinos, inadimplência de aluguel. Os problemas que surgem na administração de locações são variados. O que se exige é a capacidade de encontrar uma solução com a qual todos os envolvidos concordem. Ao mesmo tempo, a administração preventiva, que age antes de o problema surgir, é parte importante da capacidade de solução. E o conhecimento jurídico e tributário não chega ao destinatário se for entregue em jargão técnico. Traduzi-lo, do ponto de vista do outro, para uma forma com humanidade: nisso consiste a fusão entre conhecimento técnico e humanidade. Para o proprietário estrangeiro, que não conhece em detalhe o direito e a tributação japoneses, é justamente esse trabalho de tradução que constitui o valor real da administração.
| Elemento do ningenryoku | Competências concretas | Efeito esperado |
|---|---|---|
| Capacidade de comunicação | Escuta, clareza na explicação, empatia, articulação | Aumento da satisfação de inquilinos e proprietários |
| Capacidade de construir confiança | Integridade, consistência, transparência, responsabilidade | Renovação de contratos longos, captação por indicação |
| Capacidade de solução de problemas | Análise, criatividade, discernimento, execução | Solução rápida de problemas, administração preventiva |
| Fusão entre conhecimento técnico e humanidade | Especialização, capacidade de aplicação, consideração, atendimento individualizado | Serviço de alto valor agregado |
Quais são as cinco qualidades comuns aos melhores profissionais de administração de locações?
No recrutamento e na formação, olhamos para cinco pontos: capacidade de comunicação, conhecimento técnico com postura de aprendizado contínuo, adaptação à tecnologia digital, solução flexível de problemas, e identificação com a filosofia da empresa somada a uma personalidade íntegra. Pense nisso como a tradução do ningenryoku descrito até aqui para a profissão específica de administração de locações.
Primeiro, a capacidade de comunicação. Atendimento a reclamações de inquilinos, construção de confiança com proprietários, articulação com prestadores de serviço: os interlocutores são diversos. Mesmo diante de divergências de opinião e exigências duras, cobra-se a habilidade de articular e encontrar a melhor saída a partir de um diálogo construtivo.
Segundo, conhecimento técnico e postura de aprendizado. Conhecimento jurídico, a começar pela Shakuchi Shakuya Hō (借地借家法, Lei japonesa de locação de terrenos e edificações, que protege o inquilino bem mais do que o prazo determinado de dois anos sugere), além do conhecimento técnico de manutenção predial e da leitura das tendências de mercado. Soma-se a isso a capacidade de captar com exatidão dados como taxa de ocupação, rentabilidade e custo de reparos, e convertê-los em propostas concretas de melhoria para o proprietário. Terceiro, a adaptação à tecnologia digital. São necessários jinzai capazes de usar ativamente sistemas de administração em nuvem, contratos eletrônicos e ferramentas de automação. Quarto, a solução flexível de problemas. Falhas súbitas de equipamento, conflitos entre inquilinos, pedidos especiais de proprietários: surgem diariamente questões que não se resolvem pelo manual.
Quinto, a identificação com a filosofia da empresa e uma personalidade íntegra. A postura de tratar com honestidade inquilinos, proprietários, colegas e a comunidade local é a base de um crescimento empresarial sustentável. O fato de darmos tanto peso à identificação com a filosofia no recrutamento vem exatamente disso: não queremos inverter essa ordem.
| Área de competência | Nível exigido | Capacidades concretas | Forma de aquisição |
|---|---|---|---|
| Conhecimento jurídico | Avançado | Compreensão da Shakuchi Shakuya Hō e da Takken-gyō-hō (宅地建物取引業法, Lei do setor de corretagem imobiliária) | Obtenção da licença profissional, treinamento especializado |
| Comunicação | Avançado | Atendimento a reclamações, negociação, clareza na explicação | Dramatização de casos, experiência prática |
| Tecnologia digital | Intermediário | Operação dos sistemas de administração, análise de dados | Treinamento de sistema, formação no posto de trabalho (OJT) |
| Solução de problemas | Avançado | Pensamento criativo, discernimento rápido | Estudos de caso, mentoria |
Como se desenvolve o ningenryoku?
O ningenryoku cresce de forma consistente com trabalho consciente e prática contínua. Não é algo definido pelo talento de nascença. A ordem tem três etapas.
Primeiro, aprofundar o autoconhecimento. Compreender com objetividade os próprios pontos fortes e fracos e concentrar-se em apenas um dos cinco elementos para desenvolver prioritariamente. Quem tenta melhorar tudo ao mesmo tempo termina tudo pela metade. Em seguida, a postura de aprender com os outros. Observar o comportamento dos jinzai que entregam resultados ao redor e pedir feedback ativamente. Os vícios que não percebemos em nós só se enxergam com os olhos de outra pessoa.
E, por fim, a prática contínua. Ningenryoku não se adquire só compreendendo como conhecimento: incorpora-se pela prática repetida em situações reais. Com a sensibilidade acontece o mesmo — visitar museus e entrar em contato com arte, ouvir música de gêneros variados, ler obras literárias são atividades que fazem efeito com o tempo. Dialogar com pessoas de valores diferentes e esforçar-se para compreender o modo de pensar delas também amplia a profundidade humana.
Vale notar que a prioridade entre ningenryoku e competências técnicas muda conforme a fase da carreira. No início, vem primeiro a aquisição das competências técnicas; à medida que se acumula experiência, o peso do ningenryoku aumenta. O ideal é desenvolver os dois de forma equilibrada. Quem estiver avaliando fazer um balanço da própria carreira pode conversar francamente conosco em uma entrevista de seleção da INA&Associates.
Como as empresas formam e avaliam o ningenryoku?
O investimento em pessoas não é custo de curto prazo, e sim investimento estratégico na elevação do valor da empresa no longo prazo. Ao elevar a especialização e o ningenryoku dos colaboradores, forma-se um círculo virtuoso de eficiência operacional, qualidade do serviço e satisfação do cliente, que maximiza o valor da empresa como um todo. O princípio de que "sem crescimento das pessoas não há crescimento da empresa" fica ainda mais evidente na era da IA.
Escrevemos "人財" (jinzai) em vez de 人材 porque enxergamos a pessoa não como mera força de trabalho, mas como um patrimônio insubstituível para a empresa. A INA&Associates Co., Ltd. tem como visão "tornar-se a empresa nº 1 do mundo em investimento em jinzai". Isso porque acreditamos que a força motriz do crescimento sustentável de uma empresa está, mais do que na tecnologia ou no capital, no crescimento e na paixão de cada colaborador.
| Área do investimento em jinzai | Iniciativas concretas | Efeito esperado |
|---|---|---|
| Desenvolvimento de competências | Programas de treinamento, apoio à obtenção de licenças, subsídio a seminários externos | Ganho de eficiência operacional, fortalecimento da especialização |
| Apoio à carreira | Reuniões individuais periódicas, elaboração de plano de carreira, programa de mentoria | Aumento da motivação, queda da rotatividade |
| Reforma do modo de trabalhar | Regime de trabalho flexível, oportunidade de participar de projetos entre áreas | Ganho de produtividade, expressão da criatividade |
| Cultivo da cultura organizacional | Ações de disseminação da filosofia, atividades de integração de equipe | Senso de unidade, fortalecimento da colaboração |
A formação é organizada por níveis. No treinamento de ingressantes aprendem-se o conhecimento jurídico básico e os fluxos de trabalho; para os profissionais intermediários, busca-se desenvolver a capacidade de solução de problemas e as habilidades de liderança; para os gestores, fortalecer a condução organizacional e o pensamento estratégico. Além disso, mantemos um programa de mentoria conduzido por colegas experientes, cujo conteúdo varia conforme as características e o estágio de desenvolvimento de cada pessoa. Distribuir o mesmo treinamento para todos não faz o ningenryoku crescer.
O desenho da avaliação é igualmente importante. É preciso explicitar o valor atribuído ao ningenryoku e refleti-lo no sistema de avaliação de desempenho. Quando essas duas peças não se encaixam, o colaborador escolhe o comportamento que é avaliado. Cultivar cultura organizacional não é palavra de ordem: é o próprio desenho de avaliação e remuneração.
No campo do ambiente setorial, o ganho de eficiência pela digitalização e a resposta à escassez de mão de obra seguem sendo desafios permanentes — no Japão de forma especialmente aguda, pois a população em idade produtiva encolhe há décadas. Usamos BPO (terceirização de processos de negócio) para delegar tarefas padronizadas a terceiros e criar uma estrutura em que os colaboradores possam se concentrar em atividades de alto valor agregado. Tecnologia e terceirização não substituem o ningenryoku: são meios para que o ningenryoku se manifeste com mais eficácia. Vale acrescentar que o investimento em jinzai independe do porte da empresa. Dá para começar pelo apoio individualizado ao crescimento, pela oferta de formas flexíveis de trabalho e pelo compartilhamento da filosofia. Proprietários que queiram rever a estrutura da administradora e a forma como ela desenvolve pessoas podem usar a consultoria gratuita da INA&Associates.
Conclusão: o investimento em ningenryoku é o que faz a diferença na era da IA
Por mais que a IA evolua, as qualidades propriamente humanas — empatia, criatividade, iniciativa — não perdem valor. Ao contrário: numa sociedade em que a colaboração com a IA passa a ser pressuposto, é esse ningenryoku que decide o crescimento de indivíduos e organizações. As cinco competências indispensáveis e a base que as sustenta — integridade, responsabilidade e vontade de aprender — só se formam pelo acúmulo diário de consciência e prática.
O negócio imobiliário parece lidar com "coisas", com o imóvel, mas sua essência está na comunicação com o cliente e na construção de relações de confiança. Um atendimento que acolhe a insegurança do cliente, uma negociação flexível que lê a conjuntura, uma confiança respaldada por anos de experiência. Quando jinzai de excelência tratam o cliente com seriedade, a satisfação de inquilinos e proprietários sobe, e isso se converte diretamente em queda da taxa de vacância e em preservação e valorização do ativo. É exatamente por isso que colocamos o investimento no ningenryoku que ganha valor na era da IA como a prioridade máxima da gestão.
Perguntas frequentes (FAQ)
P1. Qual é o ningenryoku mais importante na era da IA?
Os que mais ganham importância são a "capacidade de comunicação de alto nível" e a "capacidade adaptativa de solução de problemas". A IA é boa em processamento lógico e análise de dados, mas não consegue compreender as emoções e os contextos próprios do ser humano nem conduzir um diálogo baseado em empatia, e tampouco encontrar soluções criativas para problemas complexos sem precedente. Os jinzai que unem compreensão da tecnologia a criatividade e discernimento humano serão o centro daqui para frente.
P2. Qual é a diferença entre "人財" e "人材"?
Em geral, 人材 designa a pessoa enquanto força de trabalho ou detentora de competências; já 人財 carrega a ideia de que a pessoa é um patrimônio insubstituível para a empresa. As duas grafias se pronunciam igualmente "jinzai" e diferem apenas no segundo caractere: 材 significa material, 財 significa patrimônio e riqueza. Entendemos que a fonte da criação de valor na empresa não são só as competências e o conhecimento, mas a humanidade em si — a paixão, a integridade e a vontade de crescer de cada pessoa.
P3. Ningenryoku pode ser desenvolvido depois? Quanto tempo leva?
Pode ser desenvolvido depois, e bastante. Para as competências básicas, o parâmetro é de cerca de três a seis meses, mas o avanço real do ningenryoku exige um trabalho contínuo. Com a sensibilidade e o bom gosto acontece o mesmo: não dependem apenas do talento de nascença, mudam muito com a experiência posterior e com o esforço consciente. Também como organização, o pressuposto é conduzir a formação com um horizonte de longo prazo.
P4. É possível atuar em administração de locações sem experiência prévia?
É, sim. O que valorizamos é a identificação com a filosofia, a vontade de aprender e uma personalidade íntegra; com um programa de treinamento estruturado e formação no posto de trabalho, é possível adquirir as competências gradualmente mesmo sem experiência. Quanto à tecnologia digital, basta saber operar um computador no nível básico. O uso dos sistemas especializados é ensinado no treinamento.
