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Ningenryoku: as cinco forças humanas do Japão na era da IA

O Japão reúne sob o termo "ningenryoku" (人間力) aquilo que no Brasil chamamos de soft skills — e o trata como ativo de investimento. Este artigo explica os cinco elementos, a base formada por integridade e vontade de aprender, e mostra como a força humana se converte, na administração de locações japonesa, em permanência do inquilino, vacância e preservação de valor. Inclui o motivo de a INA&Associates escrever 人財 em vez de 人材.

Última atualização: Leitura de cerca de 11 min

O que ganha valor na era da IA tem, no mundo corporativo japonês, um nome próprio que não encontra equivalente exato em português: ningenryoku (人間力) — literalmente "força humana", o conjunto formado por empatia, capacidade criativa e iniciativa própria, ou seja, a habilidade de entregar resultados justamente onde a IA é fraca. Tarefas padronizadas e processamento de dados ficam com a IA. Mas quem está do outro lado, no fim da linha, continua sendo uma pessoa. É exatamente por isso que tem preço a capacidade de captar o contexto do outro, de dar resposta a problemas sem precedente e de acumular confiança camada por camada. Este artigo divide o ningenryoku em cinco elementos e mostra como eles aparecem na administração de imóveis para locação no Japão (賃貸管理, chintai kanri), como indivíduos e empresas os desenvolvem e como são avaliados. Para o investidor brasileiro ou português, isso é mais do que uma questão de recursos humanos: no Japão, a qualidade das pessoas que administram o imóvel se converte de forma mensurável em vacância, estabilidade de aluguel e preservação de valor.

Os pontos deste artigo

  • Ningenryoku na era da IA significa empatia, capacidade criativa e iniciativa própria — habilidades enraizadas em uma sensibilidade que dados e algoritmos não conseguem reproduzir.
  • São cinco as competências indispensáveis: capacidade de comunicação, criatividade e solução adaptativa de problemas, pensamento estratégico e liderança, habilidade interpessoal e sensibilidade, e letramento digital aliado ao cuidado com os detalhes.
  • A base que sustenta essas cinco competências é a integridade somada ao senso de responsabilidade, e ainda a vontade de aprender e a capacidade de adaptação. No curto prazo quase não aparecem; no longo prazo, fazem toda a diferença.
  • Na administração de locações no Japão, o ningenryoku se traduz diretamente em números: permanência longa dos inquilinos e renovação do contrato de administração com o proprietário.
  • Ningenryoku pode ser desenvolvido depois. As competências básicas levam de três a seis meses; o avanço real exige um trabalho contínuo.

O que é o "ningenryoku" que ganha valor na era da IA?

A essência do ningenryoku na era da IA é a capacidade de gerar valor exatamente onde a IA é fraca: empatia, criatividade e iniciativa própria. Essas qualidades estão enraizadas em uma "sensibilidade" tipicamente humana, que dados e algoritmos não reproduzem. Vale notar uma diferença cultural: enquanto no Brasil e em Portugal esse conjunto costuma ser tratado como "soft skills", isto é, um complemento à qualificação técnica, o Japão o organiza sob um termo próprio e consolidado, avaliado com o mesmo peso da competência técnica.

A IA supera o ser humano no processamento veloz de volumes enormes de dados, na dedução da solução ótima a partir do raciocínio lógico e na eficiência. Por outro lado, restam territórios difíceis de imitar. A empatia que percebe as nuances das emoções alheias, a criatividade que nasce de um salto para fora da lógica, a iniciativa que brota de um motivo interior. Todos são, a rigor, elementos ineficientes e pouco lógicos. Mesmo que a IA consiga reproduzi-los em parte, ela não compartilha o motivo e a filosofia que estão na origem — o "por que faço isso". Justamente porque vivemos uma era de eficiência crescente, cultivar deliberadamente essa sensibilidade aparentemente ineficiente se torna a fonte de um valor agregado insubstituível.

Essa virada muda os próprios critérios de avaliação do trabalho. Da fase em que se competia pelo domínio do conhecimento técnico para a fase em que técnica e humanidade caminham juntas. Da fase em que se perseguia o resultado individual para a que enxerga a criação de valor do time inteiro. Do foco no resultado de curto prazo para a orientação ao crescimento sustentável. Da diferenciação pela competição para a sinergia pela colaboração. A resposta à angústia "será que a IA vai tomar meu emprego?" também está aqui. A IA é uma ferramenta que expande a capacidade humana. Em vez de contar os empregos que se perdem, é muito mais fértil procurar, dentro do próprio trabalho, o espaço em que se pode fundir tecnologia e força humana.

Onde fica a divisão de papéis entre IA e ser humano?

A vantagem competitiva na era da IA não nasce de opor tecnologia e humanidade, mas de fundir as duas. O que a IA faz bem fica com a IA; os recursos humanos se concentram no que as pessoas fazem bem. Essa divisão gera, no conjunto, um valor mais alto. Diferentemente do debate brasileiro, em que a automação costuma ser discutida sobretudo como risco de substituição de postos de trabalho, o setor imobiliário japonês, pressionado por uma escassez aguda de mão de obra, precisa tratá-la como ganho de capacidade.

Área de competência Capacidade da IA Vantagem do ser humano Importância na era da IA Exemplo concreto no dia a dia
Tarefas padronizadas e processamento de dados Muito alta Baixa Média Rascunho de documentos, consolidação de aluguéis, extração de dados de mercado
Criatividade e imaginação Limitada Muito alta Altíssima Concepção de novos negócios, geração de inovação
Comunicação Limitada Muito alta Alta Atendimento ao cliente, articulação da equipe, negociação
Sensibilidade e empatia (inteligência emocional) Muito baixa Muito alta Alta Atendimento que acolhe a insegurança do inquilino
Solução de problemas não padronizados Média Alta Alta Contorno de ocorrências sem precedente
Pensamento crítico e decisão estratégica Baixa Muito alta Alta Formulação de estratégia, avaliação de risco, decisão de investimento
Liderança Baixa Muito alta Alta Apresentar uma visão, influenciar e mobilizar pessoas

Como a tabela mostra, a IA exerce uma força esmagadora em tarefas padronizadas e no processamento de dados, mas nos territórios em que entram o pensamento sofisticado e a emoção humana a vantagem das pessoas continua nítida. A tecnologia traz eficiência e precisão; a humanidade traz calor e criatividade. Nós, da INA&Associates Co., Ltd., também buscamos sustentar ao mesmo tempo a análise de mercado apoiada em IA e propostas que compreendam a fundo os valores de cada cliente.

Quais são os cinco elementos do ningenryoku que ganha valor na era da IA?

Para elevar o próprio valor de mercado numa era em que a IA se torna infraestrutura social, é indispensável desenvolver cinco pontos: capacidade de comunicação, criatividade e solução adaptativa de problemas, pensamento estratégico e liderança, habilidade interpessoal e sensibilidade, e letramento digital. E o que sustenta esses cinco por baixo é a integridade somada ao senso de responsabilidade.

1. Capacidade de comunicação de alto nível

Não se trata apenas de transmitir informação com exatidão. O núcleo está na empatia e na escuta: captar o contexto e o histórico que a IA não consegue ler, acolher a emoção do outro e, a partir disso, construir uma relação de confiança. Os jinzai de destaque — a INA&Associates escreve deliberadamente 人財 em vez do usual 人材; as duas grafias se pronunciam "jinzai", mas 材 significa "material, insumo" e 財 significa "patrimônio, riqueza", ou seja, a pessoa entendida como patrimônio e não como recurso — são excelentes em ouvir e recebem também a emoção e a intenção por trás do que é dito. No dia a dia, o primeiro passo é praticar a "escuta ativa", sem interromper o interlocutor, e demonstrar interesse genuíno pelo ponto de vista dele.

2. Criatividade e solução adaptativa de problemas

A IA é boa em deduzir a solução ótima a partir de dados passados, mas a criatividade de gerar do zero uma saída para um desafio sem precedente é própria das pessoas. O mesmo vale para a solução adaptativa de problemas, que enxerga a questão essencial em situações de mudança acelerada e responde com flexibilidade. Os jinzai que se destacam olham o problema por vários ângulos, buscam a solução de raiz em vez do tratamento sintomático e transformam o problema em oportunidade de crescimento. Essa força se desenvolve pela curiosidade por campos desconhecidos e pelo contato com pessoas e culturas diversas. Para o investidor estrangeiro, esse ponto é bem concreto: no Japão, boa parte da qualidade da administração não é determinada por cláusulas contratuais, mas pelo discernimento das pessoas envolvidas.

3. Pensamento estratégico e liderança

Liderança não é algo concedido por cargo ou título. É a capacidade de erguer uma visão clara, influenciar positivamente quem está ao redor e conduzir ao objetivo. Independentemente do nível hierárquico, todos os integrantes podem exercê-la. A IA consegue apresentar opções táticas, mas o pensamento estratégico que concebe o futuro da organização e inspira pessoas é um atributo humano. Começa por definir uma meta clara no próprio trabalho e tomar a dianteira para alcançá-la. Isso merece atenção especial no Japão, onde a tradição da senioridade por tempo de casa amarrou por décadas a liderança à idade funcional — um entendimento que hoje se dissolve de forma visível.

4. Habilidade interpessoal, sensibilidade e bom gosto

Em qualquer cena de negócios, quem decide e age no final é o ser humano. A habilidade interpessoal de construir e manter boas relações não perde o brilho nem na era da IA. Na sua raiz está uma sensibilidade que a lógica sozinha não explica. Emocionar-se ao entrar em contato com arte e cultura, ser tocado por algo belo. Essas experiências, aparentemente sem relação com os negócios, formam profundidade humana e ampliam a empatia pelo outro. No Japão, essa compreensão da sensibilidade como qualidade profissional é culturalmente profunda: da cerimônia do chá às tradições artesanais, a percepção educada é vista como qualificação de ofício, não como assunto de lazer.

5. Letramento digital e cuidado com os detalhes

O letramento para usar bem a tecnologia digital, a IA inclusive, é hoje cultura geral obrigatória. Só que o importante não é apenas saber operar a ferramenta. É ter o olhar para como a tecnologia pode servir ao desenvolvimento das pessoas e da sociedade. E o que decide a qualidade no fim é o cuidado com os detalhes: não usar como estão os textos e dados gerados pela IA, conferir com os próprios olhos e perseguir um padrão mais alto. É essa a diferença decisiva entre profissionais excelentes e os demais.

A base que sustenta os cinco elementos — integridade, responsabilidade, vontade de aprender e adaptação

As cinco competências não funcionam sem a base sobre a qual se apoiam. Essa base é a integridade e o senso de responsabilidade. Cumprir o combinado, levar o trabalho até o fim assumindo a responsabilidade. No curto prazo quase não se nota; no longo prazo, aparece como uma diferença enorme. A outra base é a vontade contínua de aprender e a capacidade de se adaptar à mudança. Damos valor à ideia de que o ruim não é falhar, e sim não agir por medo de falhar. Porque quem cresce não é quem não erra, mas quem aprende com o erro e recomeça. Numa cultura corporativa internacionalmente conhecida pela aversão ao erro, essa é uma contraposição deliberada.

Elemento do ningenryoku Exemplos concretos de comportamento Impacto no negócio Primeiro passo para desenvolver
Capacidade de comunicação Escuta ativa, feedback construtivo Aumento da satisfação do cliente Ouvir o interlocutor até o fim, sem interromper
Criatividade e solução adaptativa de problemas Análise da causa raiz, proposta de soluções criativas Geração de inovação Cultivar curiosidade por campos desconhecidos e conviver com pessoas e culturas diversas
Pensamento estratégico e liderança Contribuição às metas do time, exemplo pela própria conduta Fortalecimento da força organizacional Definir uma meta na própria função e agir primeiro
Habilidade interpessoal, sensibilidade e bom gosto Interesse pelos valores do outro, manutenção contínua da relação Relações de longo prazo baseadas em confiança Ampliar de propósito as ocasiões de se emocionar com arte, música e literatura
Letramento digital e cuidado com os detalhes Resposta flexível à mudança, aprendizado a partir do erro Manutenção da competitividade Conferir com os próprios olhos a saída final da IA
Integridade e responsabilidade (base) Cumprimento do combinado, responsabilidade até o fim Construção de relações de confiança Cumprir o prazo justamente nos compromissos pequenos

Como o ningenryoku aparece no dia a dia da administração de locações?

É na administração de locações que o ningenryoku vira número com mais clareza. A confiança do inquilino leva à permanência longa, o que reduz o risco de vacância e traz receita de aluguel estável. A confiança do proprietário é a base para a renovação do contrato de administração e para a expansão do negócio. Por mais que a digitalização avance, essa estrutura não muda. Para o leitor brasileiro, a diferença é relevante: enquanto a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) consagra no Brasil contratos residenciais tipicamente de 30 meses com garantias como fiador ou seguro-fiança, os contratos japoneses são em geral por prazo determinado de dois anos, e a renovação depende, na prática, sobretudo da satisfação com a administração.

Relação com o inquilino — a rapidez é o que gera tranquilidade

O que mais funciona na relação com o inquilino é a resposta rápida. Quando um equipamento apresenta defeito, o simples fato de a administradora entrar em contato imediatamente já traz tranquilidade. O que se exige não é processar ao pé da letra as palavras de reclamação ou pedido, mas captar a necessidade real que está por trás. Colocar-se no lugar do outro e entregar a informação adequada no momento adequado. Isso é entregar valor além da mera solução do problema. Diferentemente de mercados em que o contato entre administradora e inquilino passa quase inteiramente por sistemas de chamados, no Japão o retorno pessoal e rápido ainda é tido como marca de qualidade.

Relação com o proprietário — somar proposta ao relatório

Na relação com o proprietário, a confiança nasce quando, além do relatório periódico, se apresentam ativamente propostas concretas de aumento de receita e de valorização do ativo. Atendimento consistente, cumprimento do combinado e resposta rápida quando surge um problema: só com esses três juntos é que se forma uma parceria de longo prazo. Uma relação em que apenas os relatórios chegam em dia é facilmente substituída pela proposta de um concorrente. Sistemas como o nosso sistema de administração de locações sem estresse existem para reduzir o esforço com relatórios e transferir esse tempo para as propostas.

A fusão entre conhecimento técnico e humanidade

Defeito em equipamentos, conflito entre inquilinos, inadimplência de aluguel. Os problemas que surgem na administração de locações são variados. O que se exige é a capacidade de encontrar uma solução com a qual todos os envolvidos concordem. Ao mesmo tempo, a administração preventiva, que age antes de o problema surgir, é parte importante da capacidade de solução. E o conhecimento jurídico e tributário não chega ao destinatário se for entregue em jargão técnico. Traduzi-lo, do ponto de vista do outro, para uma forma com humanidade: nisso consiste a fusão entre conhecimento técnico e humanidade. Para o proprietário estrangeiro, que não conhece em detalhe o direito e a tributação japoneses, é justamente esse trabalho de tradução que constitui o valor real da administração.

Elemento do ningenryoku Competências concretas Efeito esperado
Capacidade de comunicação Escuta, clareza na explicação, empatia, articulação Aumento da satisfação de inquilinos e proprietários
Capacidade de construir confiança Integridade, consistência, transparência, responsabilidade Renovação de contratos longos, captação por indicação
Capacidade de solução de problemas Análise, criatividade, discernimento, execução Solução rápida de problemas, administração preventiva
Fusão entre conhecimento técnico e humanidade Especialização, capacidade de aplicação, consideração, atendimento individualizado Serviço de alto valor agregado

Quais são as cinco qualidades comuns aos melhores profissionais de administração de locações?

No recrutamento e na formação, olhamos para cinco pontos: capacidade de comunicação, conhecimento técnico com postura de aprendizado contínuo, adaptação à tecnologia digital, solução flexível de problemas, e identificação com a filosofia da empresa somada a uma personalidade íntegra. Pense nisso como a tradução do ningenryoku descrito até aqui para a profissão específica de administração de locações.

Primeiro, a capacidade de comunicação. Atendimento a reclamações de inquilinos, construção de confiança com proprietários, articulação com prestadores de serviço: os interlocutores são diversos. Mesmo diante de divergências de opinião e exigências duras, cobra-se a habilidade de articular e encontrar a melhor saída a partir de um diálogo construtivo.

Segundo, conhecimento técnico e postura de aprendizado. Conhecimento jurídico, a começar pela Shakuchi Shakuya Hō (借地借家法, Lei japonesa de locação de terrenos e edificações, que protege o inquilino bem mais do que o prazo determinado de dois anos sugere), além do conhecimento técnico de manutenção predial e da leitura das tendências de mercado. Soma-se a isso a capacidade de captar com exatidão dados como taxa de ocupação, rentabilidade e custo de reparos, e convertê-los em propostas concretas de melhoria para o proprietário. Terceiro, a adaptação à tecnologia digital. São necessários jinzai capazes de usar ativamente sistemas de administração em nuvem, contratos eletrônicos e ferramentas de automação. Quarto, a solução flexível de problemas. Falhas súbitas de equipamento, conflitos entre inquilinos, pedidos especiais de proprietários: surgem diariamente questões que não se resolvem pelo manual.

Quinto, a identificação com a filosofia da empresa e uma personalidade íntegra. A postura de tratar com honestidade inquilinos, proprietários, colegas e a comunidade local é a base de um crescimento empresarial sustentável. O fato de darmos tanto peso à identificação com a filosofia no recrutamento vem exatamente disso: não queremos inverter essa ordem.

Área de competência Nível exigido Capacidades concretas Forma de aquisição
Conhecimento jurídico Avançado Compreensão da Shakuchi Shakuya Hō e da Takken-gyō-hō (宅地建物取引業法, Lei do setor de corretagem imobiliária) Obtenção da licença profissional, treinamento especializado
Comunicação Avançado Atendimento a reclamações, negociação, clareza na explicação Dramatização de casos, experiência prática
Tecnologia digital Intermediário Operação dos sistemas de administração, análise de dados Treinamento de sistema, formação no posto de trabalho (OJT)
Solução de problemas Avançado Pensamento criativo, discernimento rápido Estudos de caso, mentoria

Como se desenvolve o ningenryoku?

O ningenryoku cresce de forma consistente com trabalho consciente e prática contínua. Não é algo definido pelo talento de nascença. A ordem tem três etapas.

Primeiro, aprofundar o autoconhecimento. Compreender com objetividade os próprios pontos fortes e fracos e concentrar-se em apenas um dos cinco elementos para desenvolver prioritariamente. Quem tenta melhorar tudo ao mesmo tempo termina tudo pela metade. Em seguida, a postura de aprender com os outros. Observar o comportamento dos jinzai que entregam resultados ao redor e pedir feedback ativamente. Os vícios que não percebemos em nós só se enxergam com os olhos de outra pessoa.

E, por fim, a prática contínua. Ningenryoku não se adquire só compreendendo como conhecimento: incorpora-se pela prática repetida em situações reais. Com a sensibilidade acontece o mesmo — visitar museus e entrar em contato com arte, ouvir música de gêneros variados, ler obras literárias são atividades que fazem efeito com o tempo. Dialogar com pessoas de valores diferentes e esforçar-se para compreender o modo de pensar delas também amplia a profundidade humana.

Vale notar que a prioridade entre ningenryoku e competências técnicas muda conforme a fase da carreira. No início, vem primeiro a aquisição das competências técnicas; à medida que se acumula experiência, o peso do ningenryoku aumenta. O ideal é desenvolver os dois de forma equilibrada. Quem estiver avaliando fazer um balanço da própria carreira pode conversar francamente conosco em uma entrevista de seleção da INA&Associates.

Como as empresas formam e avaliam o ningenryoku?

O investimento em pessoas não é custo de curto prazo, e sim investimento estratégico na elevação do valor da empresa no longo prazo. Ao elevar a especialização e o ningenryoku dos colaboradores, forma-se um círculo virtuoso de eficiência operacional, qualidade do serviço e satisfação do cliente, que maximiza o valor da empresa como um todo. O princípio de que "sem crescimento das pessoas não há crescimento da empresa" fica ainda mais evidente na era da IA.

Escrevemos "人財" (jinzai) em vez de 人材 porque enxergamos a pessoa não como mera força de trabalho, mas como um patrimônio insubstituível para a empresa. A INA&Associates Co., Ltd. tem como visão "tornar-se a empresa nº 1 do mundo em investimento em jinzai". Isso porque acreditamos que a força motriz do crescimento sustentável de uma empresa está, mais do que na tecnologia ou no capital, no crescimento e na paixão de cada colaborador.

Área do investimento em jinzai Iniciativas concretas Efeito esperado
Desenvolvimento de competências Programas de treinamento, apoio à obtenção de licenças, subsídio a seminários externos Ganho de eficiência operacional, fortalecimento da especialização
Apoio à carreira Reuniões individuais periódicas, elaboração de plano de carreira, programa de mentoria Aumento da motivação, queda da rotatividade
Reforma do modo de trabalhar Regime de trabalho flexível, oportunidade de participar de projetos entre áreas Ganho de produtividade, expressão da criatividade
Cultivo da cultura organizacional Ações de disseminação da filosofia, atividades de integração de equipe Senso de unidade, fortalecimento da colaboração

A formação é organizada por níveis. No treinamento de ingressantes aprendem-se o conhecimento jurídico básico e os fluxos de trabalho; para os profissionais intermediários, busca-se desenvolver a capacidade de solução de problemas e as habilidades de liderança; para os gestores, fortalecer a condução organizacional e o pensamento estratégico. Além disso, mantemos um programa de mentoria conduzido por colegas experientes, cujo conteúdo varia conforme as características e o estágio de desenvolvimento de cada pessoa. Distribuir o mesmo treinamento para todos não faz o ningenryoku crescer.

O desenho da avaliação é igualmente importante. É preciso explicitar o valor atribuído ao ningenryoku e refleti-lo no sistema de avaliação de desempenho. Quando essas duas peças não se encaixam, o colaborador escolhe o comportamento que é avaliado. Cultivar cultura organizacional não é palavra de ordem: é o próprio desenho de avaliação e remuneração.

No campo do ambiente setorial, o ganho de eficiência pela digitalização e a resposta à escassez de mão de obra seguem sendo desafios permanentes — no Japão de forma especialmente aguda, pois a população em idade produtiva encolhe há décadas. Usamos BPO (terceirização de processos de negócio) para delegar tarefas padronizadas a terceiros e criar uma estrutura em que os colaboradores possam se concentrar em atividades de alto valor agregado. Tecnologia e terceirização não substituem o ningenryoku: são meios para que o ningenryoku se manifeste com mais eficácia. Vale acrescentar que o investimento em jinzai independe do porte da empresa. Dá para começar pelo apoio individualizado ao crescimento, pela oferta de formas flexíveis de trabalho e pelo compartilhamento da filosofia. Proprietários que queiram rever a estrutura da administradora e a forma como ela desenvolve pessoas podem usar a consultoria gratuita da INA&Associates.

Conclusão: o investimento em ningenryoku é o que faz a diferença na era da IA

Por mais que a IA evolua, as qualidades propriamente humanas — empatia, criatividade, iniciativa — não perdem valor. Ao contrário: numa sociedade em que a colaboração com a IA passa a ser pressuposto, é esse ningenryoku que decide o crescimento de indivíduos e organizações. As cinco competências indispensáveis e a base que as sustenta — integridade, responsabilidade e vontade de aprender — só se formam pelo acúmulo diário de consciência e prática.

O negócio imobiliário parece lidar com "coisas", com o imóvel, mas sua essência está na comunicação com o cliente e na construção de relações de confiança. Um atendimento que acolhe a insegurança do cliente, uma negociação flexível que lê a conjuntura, uma confiança respaldada por anos de experiência. Quando jinzai de excelência tratam o cliente com seriedade, a satisfação de inquilinos e proprietários sobe, e isso se converte diretamente em queda da taxa de vacância e em preservação e valorização do ativo. É exatamente por isso que colocamos o investimento no ningenryoku que ganha valor na era da IA como a prioridade máxima da gestão.

Perguntas frequentes (FAQ)

P1. Qual é o ningenryoku mais importante na era da IA?

Os que mais ganham importância são a "capacidade de comunicação de alto nível" e a "capacidade adaptativa de solução de problemas". A IA é boa em processamento lógico e análise de dados, mas não consegue compreender as emoções e os contextos próprios do ser humano nem conduzir um diálogo baseado em empatia, e tampouco encontrar soluções criativas para problemas complexos sem precedente. Os jinzai que unem compreensão da tecnologia a criatividade e discernimento humano serão o centro daqui para frente.

P2. Qual é a diferença entre "人財" e "人材"?

Em geral, 人材 designa a pessoa enquanto força de trabalho ou detentora de competências; já 人財 carrega a ideia de que a pessoa é um patrimônio insubstituível para a empresa. As duas grafias se pronunciam igualmente "jinzai" e diferem apenas no segundo caractere: 材 significa material, 財 significa patrimônio e riqueza. Entendemos que a fonte da criação de valor na empresa não são só as competências e o conhecimento, mas a humanidade em si — a paixão, a integridade e a vontade de crescer de cada pessoa.

P3. Ningenryoku pode ser desenvolvido depois? Quanto tempo leva?

Pode ser desenvolvido depois, e bastante. Para as competências básicas, o parâmetro é de cerca de três a seis meses, mas o avanço real do ningenryoku exige um trabalho contínuo. Com a sensibilidade e o bom gosto acontece o mesmo: não dependem apenas do talento de nascença, mudam muito com a experiência posterior e com o esforço consciente. Também como organização, o pressuposto é conduzir a formação com um horizonte de longo prazo.

P4. É possível atuar em administração de locações sem experiência prévia?

É, sim. O que valorizamos é a identificação com a filosofia, a vontade de aprender e uma personalidade íntegra; com um programa de treinamento estruturado e formação no posto de trabalho, é possível adquirir as competências gradualmente mesmo sem experiência. Quanto à tecnologia digital, basta saber operar um computador no nível básico. O uso dos sistemas especializados é ensinado no treinamento.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito