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Por que gerenciamos aluguéis além do lucro: a filosofia fundadora da INA&Associates

A INA&Associates foi fundada na crença de que fazer o certo para as pessoas leva ao sucesso sustentável. A filosofia fundadora por trás de nossa abordagem de gestão.

Última atualização: Leitura de cerca de 5 min

Você realmente pode confiar na administradora que cuida do seu patrimônio?

Muitos proprietários de imóveis para locação carregam uma inquietação difusa em relação à empresa que administra seu patrimônio. "Não sei se o orçamento da obra é justo." "Não entendo de onde vêm os valores cobrados na taxa de administração." "Cada vez que troca o responsável pelo atendimento, o tratamento muda." Essas queixas não são casos isolados: nascem de um problema estrutural profundamente enraizado em todo o setor imobiliário.

No Brasil, quem administra um imóvel alugado costuma contratar uma administradora de imóveis, e a relação entre as partes é regida pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91). A lei trata dos direitos e deveres contratuais, mas não obriga a administradora a detalhar quanto ela cobra ao intermediar um reparo. Por isso, a desconfiança que motiva este texto soa familiar a quem já administrou um imóvel por aqui.

A INA&Associates é uma administradora imobiliária que assumiu, como bandeira, cobrar taxas de administração a partir de 0 ienes por mês — um dos valores mais baixos do setor — e tornar totalmente transparente a comissão sobre serviços de obra. Por que abrir mão de tanto lucro? A resposta remonta a um episódio que presenciei aos 15 anos de idade.

A origem: as lágrimas da minha mãe

Quando eu tinha 15 anos, minha mãe era proprietária de um edifício comercial. Um dia, a administradora enviou um orçamento para a instalação de equipamentos de ar-condicionado. O valor: 30 milhões de ienes. O preço de mercado para o mesmo serviço, porém, girava em torno de 9 milhões de ienes. A administradora havia embutido mais de 20 milhões de ienes de diferença como comissão e cobrado esse valor da minha mãe, a proprietária.

"Por que um setor que não coloca o cliente em primeiro lugar continua existindo assim, sem que ninguém mude nada?" — essa pergunta ficou gravada fundo em mim. E, aos 15 anos, tomei a decisão: "aos 30 anos vou abrir minha própria empresa e transformar esse mercado."

Essa experiência de origem não foi apenas raiva passageira. A imagem da minha mãe, enganada pela administradora, chorando — essa lembrança é, até hoje, a energia que move Inazawa. A missão de "construir uma sociedade em que quem se esforça é recompensado" nasce exatamente desse ponto.

Quem já lidou com uma administradora de imóveis no Brasil talvez reconheça uma versão local do mesmo desconforto: a suspeita de que a comissão cobrada sobre um reparo esconde uma margem nunca explicada ao proprietário. O detalhamento desse tipo de cobrança fica, na prática, a critério de cada administradora — exatamente o vácuo que a história da minha mãe expõe.

Questionar o "óbvio" do setor foi o ponto de partida

O setor de administração imobiliária carrega uma estrutura de receita que se tornou costume ao longo de décadas. Quando a administradora contrata um prestador de serviços para uma obra, é comum que uma comissão seja embutida no valor sem que o proprietário seja informado. O proprietário paga acreditando estar pagando um "preço justo", mas, na prática, o valor muitas vezes está significativamente inflado.

Essa estrutura se tornou uma "fonte de receita principal" para as administradoras. É justamente por isso que poucas empresas decidem se tornar transparentes: transparência tende a significar menos receita. Esse dilema mantém o setor inteiro amarrado ao status quo.

Ainda assim, a INA&Associates escolheu questionar esse "óbvio". A carreira construída ao longo de anos e a realidade observada de dentro do setor deram o impulso final para essa decisão.

Guardadas as diferenças entre os dois mercados, o dilema é parecido no Brasil: uma administradora que vive de taxa de administração e de intermediação de serviços tem pouco incentivo espontâneo para abrir a planilha de custos ao proprietário. A diferença é que, aqui, essa opacidade aparece com frequência também na prestação de contas de reparos ao final do contrato de locação.

Minha carreira: a "capacidade de transformar" forjada na prática

Antes de abrir a própria empresa, construí carreira em diferentes frentes do setor imobiliário e de negócios. Em uma incorporadora ligada a um grande grupo, participei da estruturação da administradora de um empreendimento residencial. Depois, atuei em uma empresa de capital aberto no negócio de compra e revenda de imóveis, migrando do departamento jurídico para desafios de novos negócios em processos internos de competição de ideias, o que me deu experiência real de tirar um negócio do papel.

Aos 29 anos, ao mudar de emprego, assumi a chefia de uma divisão em uma empresa de capital aberto, o que me deu uma visão de conjunto sobre a gestão de uma empresa. Aos 30 anos, cumpri a promessa feita aos 15: abri minha própria empresa e fundei a INA&Associates.

Uma diferença nossa em relação a outras administradoras é não terceirizar o desenvolvimento de sistemas para empresas externas: construímos nossos próprios sistemas internamente, o que reduz de forma significativa o custo de desenvolvimento. Essa economia é revertida em qualidade de serviço e em preços mais competitivos.

No Brasil, boa parte das administradoras ainda depende de sistemas de terceiros ou planilhas para controlar contratos e repasses — o que dificulta oferecer ao proprietário o mesmo nível de clareza sobre cada valor cobrado.

O modelo "centrado no cliente" que a INA&Associates coloca em prática

O plano principal de administração de locação custa 1.000 ienes por mês. Como isso é sustentável?

O plano de administração de locação mais contratado pela INA&Associates cobra, por unidade, 1.000 ienes por mês (sem impostos). O custo operacional gira em torno de 600 ienes, o que significa que esse negócio, isoladamente, praticamente não gera lucro. Como isso é possível? Porque o lucro vem do negócio de intermediação de compra e venda de imóveis, e a administração de locação é tratada como um meio para realizar a missão da empresa, não como fonte de lucro.

"Não administramos para lucrar; administramos para construir uma relação de confiança com o proprietário" — esse pensamento está na base de todo o modelo de negócio da INA&Associates. O número de cancelamentos de contratos de administração é, atualmente, zero. Esse número, para nós, é a prova concreta da confiança dos proprietários.

No Brasil, a taxa de administração de locação costuma ser um percentual do aluguel recebido, não um valor fixo por unidade. Um modelo tão baixo quanto o da INA&Associates dificilmente sobreviveria isolado em uma administradora local — o que reforça que essa estrutura só funciona dentro de um negócio maior, sustentado por outra frente de receita.

Transparência total na comissão sobre obras

Em contraposição a comissões opacas, a INA&Associates estabeleceu uma tabela clara de comissões — 10%, 5% ou 3%, conforme o porte da obra. No momento em que recebe o orçamento, o proprietário já sabe exatamente quanto está pagando de comissão.

Essa transparência é, no curto prazo, uma escolha que reduz a receita da empresa. Ainda assim, acreditamos nisto: "a confiança só nasce da transparência; o lucro obtido ao esconder algo sempre acaba corroendo a relação em algum momento." Em uma visão de longo prazo, temos a convicção de que a transparência é a maior vantagem competitiva possível.

Uma administradora brasileira que cobra comissão sobre serviços raramente publica uma tabela de percentuais tão explícita. Aqui, o proprietário costuma descobrir o valor da comissão só ao receber a nota do serviço — não no momento do orçamento, como propõe a INA&Associates.

Por que contratar talentos do interior do Japão em regime totalmente remoto

Outra característica da INA&Associates é a política de contratar talentos de regiões fora dos grandes centros, em regime totalmente remoto. Mantendo um critério de seleção rigoroso — apenas 1 contratado a cada 60 candidatos —, a empresa oferece oportunidades a profissionais qualificados que não têm base em Tóquio.

A missão de "construir uma sociedade em que quem se esforça é recompensado" não se dirige apenas aos clientes. Entendemos que eliminar a barreira de acesso a oportunidades de trabalho de Tóquio simplesmente por não morar lá também é um problema que nos cabe enfrentar. Criar um ambiente em que talentos qualificados do interior possam atuar plenamente, independentemente de onde estejam, também molda a forma como pensamos a própria organização.

É um desafio análogo ao de muitas administradoras no Brasil, onde a concentração de bons profissionais nas grandes capitais deixa cidades menores com menos acesso a atendimento especializado — ainda que, aqui, o modelo totalmente remoto seja bem menos difundido.

Valores centrais e filosofia de gestão da INA&Associates

Os cinco valores centrais que Inazawa preza servem de critério para as decisões do dia a dia.

  • As pessoas são o maior ativo: não abrimos mão do critério de seleção e investimos continuamente no crescimento de quem faz parte da empresa.
  • Cultura de não temer o erro: continuar arriscando é a fonte do crescimento.
  • Visão de longo prazo: priorizamos ser uma empresa confiável daqui a dez, vinte anos, mais do que o lucro imediato.
  • Felicidade de todos os envolvidos: não esquecemos de nenhuma parte interessada — proprietários, inquilinos, equipe e comunidade.
  • Confiança e honestidade: a transparência da comissão e da taxa de administração é a expressão concreta desse valor.

Esses não são apenas princípios de discurso. O preço da administração de locação, a divulgação da comissão de obras, a política de contratação — todas as decisões partem desses cinco valores.

Resumo: por que a INA&Associates opta por "deixar o lucro em segundo plano"

  • A origem da empresa remonta a um episódio presenciado aos 15 anos: "uma cobrança indevida e inflada por parte da administradora, e as lágrimas da minha mãe."
  • Os 1.000 ienes mensais (com custo de 600 ienes) da administração de locação não são uma busca por lucro, mas um meio para realizar a missão da empresa.
  • A comissão sobre obras, antes calculada sem critério claro, foi tornada transparente em faixas de 10%, 5% e 3%, conquistando a confiança dos proprietários.
  • Zero cancelamentos de contratos de administração comprovam, na prática, uma gestão centrada no cliente.
  • A contratação totalmente remota de talentos fora dos grandes centros é a aplicação, dentro da própria organização, da missão de "uma sociedade em que quem se esforça é recompensado."
  • A capacidade técnica do próprio fundador de construir sistemas sustenta, ao mesmo tempo, a redução de custos e a qualidade do serviço.

O objetivo da INA&Associates não é, simplesmente, ser "a administradora mais barata". É encarar de frente o problema estrutural do setor imobiliário e continuar sendo, de fato, um parceiro em quem o proprietário pode confiar. E, por trás disso, existe uma visão maior: "uma sociedade em que quem se esforça é recompensado."

Perguntas frequentes (FAQ)

P1. É possível receber um serviço de administração realmente adequado pagando apenas 1.000 ienes por mês?

Sim. Como a INA&Associates garante sua receita pelo negócio de intermediação de compra e venda de imóveis, o negócio de administração foi desenhado para não perseguir lucro imediato. O fato de os cancelamentos de contrato de administração estarem, atualmente, em zero é a prova da qualidade do serviço.

P2. O que significa, na prática, a transparência da comissão sobre obras?

De acordo com o valor da obra contratada, a taxa de comissão é informada de forma explícita: 10%, 5% ou 3%. No setor em geral, é comum que uma comissão de 20% a 30% seja embutida no valor sem que o proprietário seja informado; na INA&Associates, toda comissão é divulgada ao proprietário. Já na fase do orçamento, fica claro quanto está sendo pago e para quê.

P3. É possível contratar a INA&Associates morando fora dos grandes centros?

Sim. A INA&Associates opera com uma equipe totalmente remota, o que permite atender proprietários de qualquer região com a mesma qualidade. Além disso, por contar com muitos talentos baseados em regiões fora de Tóquio, a empresa oferece suporte com conhecimento real das particularidades de cada localidade.

P4. Que tipo de proprietário combina com a INA&Associates?

A empresa é escolhida, sobretudo, por proprietários que valorizam uma relação de confiança de longo prazo com a administradora, que buscam transparência nos custos de obra e de administração, e que se identificam com a proposta de uma "administração imobiliária centrada no cliente". Independentemente do porte do patrimônio, o que importa para a INA&Associates é construir uma parceria honesta.

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Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito