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O que é genjō-kaifuku (原状回復)? Diferença para genjō-fukki e o uso incorreto 現状回復 na administração de locação no Japão

Explicamos, sob a ótica prática da administração de locação no Japão, a diferença entre genjō-kaifuku (原状回復), genjō-fukki (原状復帰) e o uso incorreto 現状回復. Organizamos, com tabelas de referência e modelos de frase, qual termo usar no acerto de contas de saída, na explicação ao inquilino e no orçamento de obra — com o respaldo do Artigo 621 do Código Civil e das diretrizes do MLIT.

Última atualização: Leitura de cerca de 9 min

Genjō-kaifuku (原状回復) — a restauração do imóvel ao estado original — é um conceito jurídico exclusivamente japonês, sem equivalente direto no direito imobiliário brasileiro: define até onde vai a responsabilidade do locatário ao devolver o imóvel alugado. Ao final do contrato, o locatário só precisa reparar os danos que a lei ou o contrato exigem — não devolvê-lo exatamente como era no dia da entrada. O desgaste natural do uso cotidiano (tsūjō songō, 通常損耗) e a deterioração pela passagem do tempo (keinen rekka, 経年劣化) ficam, em regra, fora da conta do locatário. Confundir esse ponto compromete toda a explicação do acerto de contas na saída (taikyo seisan).

No dia a dia da administração de imóveis no Japão, três termos quase idênticos circulam nos documentos: genjō-kaifuku (原状回復), genjō-fukki (原状復帰) e uma terceira grafia, 現状回復, que também se lê "genjō-kaifuku" em voz alta — mas com um kanji trocado que muda o sentido. Quando a escolha da palavra é imprecisa, a explicação ao inquilino, o orçamento da obra e a base do acerto de contas ficam igualmente imprecisos. A grafia errada 現状回復 nunca deveria aparecer em um contrato ou em uma planilha de acerto de contas. Este artigo é um guia prático para quem administra imóveis no Japão — e um mapa para investidores estrangeiros sobre por que um erro de um único kanji pode virar motivo de disputa em uma saída de locação.

Os pontos deste artigo

  • O termo correto para a prática de saída de locação residencial no Japão é genjō-kaifuku (原状回復).
  • Genjō-fukki (原状復帰) é sinônimo, mas usado principalmente em obras de construção e reforma de interiores.
  • 現状回復 (que soa exatamente como "genjō-kaifuku" ao ser pronunciado) é um erro por troca de kanji homófono e deve ser evitado em contratos e planilhas de acerto de contas.
  • O Artigo 621 do Código Civil japonês exclui o desgaste natural do uso e o envelhecimento do imóvel do dever de restauração do locatário.
  • Explicar juntos o termo correto, a causa do dano e a divisão de responsabilidade é o que traz tranquilidade ao acerto de contas na saída.

Genjō-kaifuku é o princípio de reparar, no momento da saída, os danos causados pela intenção ou negligência do locatário (koi/kashitsu, 故意・過失), pela violação do dever de diligência do bom administrador (zenkan-chūi-gimu, 善管注意義務) ou por um uso que ultrapassa o uso normal do imóvel. As diretrizes de restauração do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (国土交通省, MLIT) definem genjō-kaifuku como "recuperar, dentre a redução do valor do imóvel decorrente da moradia e do uso pelo locatário, apenas o desgaste e o dano causados por dolo, culpa, violação do dever de diligência do bom administrador, ou por uso que exceda o uso normal do locatário".

Esse princípio também está expresso em lei. O Artigo 621 do Código Civil japonês estabelece o dever de restauração do locatário nos seguintes termos:

Caso haja dano ao bem locado, ocorrido após seu recebimento pelo locatário — excluindo-se o desgaste e a deterioração resultantes do uso e do gozo normais, bem como o envelhecimento natural do bem —, o locatário, ao término da locação, tem o dever de restaurar esse dano ao estado original. Esta obrigação, contudo, não se aplica quando o dano decorrer de causa não imputável ao locatário.

O artigo traz dois pontos centrais. Primeiro, o desgaste e o envelhecimento natural decorrentes do uso normal ficam fora do dever de restauração. Segundo, danos pelos quais o locatário não tem responsabilidade também ficam de fora. Ou seja: genjō-kaifuku não é devolver o quarto como novo — é reparar apenas os danos que decorrem da forma como o locatário usou o imóvel. Para o leitor brasileiro, a lógica pode soar familiar em linhas gerais — desgaste normal não é culpa do inquilino —, mas o Japão formaliza essa divisão em uma diretriz nacional detalhada, aplicada caso a caso.

Vale destacar que a diretriz do MLIT não é, em si, uma norma com força legal vinculante — é um material de referência organizado para prevenir conflitos e orientar uma solução amigável. É exatamente por isso que a administradora tem o papel de traduzir o texto legal e o espírito da diretriz para uma linguagem que o inquilino compreenda. O conteúdo prático do dever de diligência do bom administrador é detalhado em O que é o dever de cuidado do inquilino? Explicamos casos de violação, a relação com a restauração do imóvel e como a administradora deve agir.

Qual a diferença entre genjō-kaifuku (原状回復), genjō-fukki (原状復帰) e a grafia errada 現状回復?

O termo que a administração de locação deve usar com precisão é genjō-kaifuku (原状回復). Genjō-fukki (原状復帰) também aparece com sentido próximo, mas, em contratos de locação e em acertos de contas de saída, genjō-kaifuku é a expressão alinhada à lei e à prática do setor. Os três termos parecem semelhantes à primeira vista, mas têm origens e contextos de uso diferentes — e essa diferença é ainda mais sutil do que parece, porque dois deles são homófonos perfeitos em japonês falado.

Termo Significado e origem Onde é usado principalmente Uso permitido no acerto de contas de locação
原状回復 (genjō-kaifuku) Restaurar, na medida necessária, tendo como referência o "genjō" (原状, estado original) Contrato de locação, acerto de contas de saída, legislação, diretrizes oficiais Recomendado. Termo oficial
原状復帰 (genjō-fukki) Fazer retornar ao "genjō" (原状, estado original) Obras de construção e reforma de interiores, termo de campo usado na desocupação de escritórios Sentido equivalente, mas o acerto de contas deve padronizar em genjō-kaifuku
現状回復 (grafia incorreta, também lida "genjō-kaifuku") Expressão contraditória: restaurar o "genjō" (現状, estado atual) — mas o estado atual já é o que está sendo restaurado Aparece por erro de digitação ou de conversão de teclado Não usar. É um uso incorreto

Por que 現状回復 é um uso incorreto?

現状回復 é um erro de grafia que troca 原状 (genjō, estado original) pelo homófono 現状 (genjō, estado atual) — no japonês falado, os dois soam exatamente igual, o que é justamente o motivo pelo qual o erro se infiltra com tanta facilidade em documentos escritos. 原状 designa o estado do imóvel antes da entrada do locatário; 現状 designa o estado que está diante dos olhos agora. No momento da saída, o estado com danos também é um "estado atual" (現状) — por isso, escrever 現状回復 torna impossível saber a qual estado, exatamente, o imóvel deveria ser restaurado.

Tanto o Artigo 621 do Código Civil quanto as diretrizes do MLIT usam, de forma consistente, o termo 原状. Se o contrato, o documento de explicação de itens importantes, o acerto de contas de saída, o orçamento de obra ou o e-mail ao inquilino usarem 現状回復, a conexão com a terminologia legal se rompe e a base da explicação fica menos clara. Como é um erro de digitação que passa despercebido com facilidade — o corretor ortográfico não o sinaliza, porque 現状 é uma palavra japonesa válida —, o mais seguro é fixar "原状回復" (genjō-kaifuku) como termo padrão em todos os modelos e templates internos da administradora.

Qual termo usar em cada situação? Tabela de referência por contexto

Definir de antemão qual termo usar em cada documento e em cada situação evita hesitação. Organizamos abaixo o termo correto e o termo a evitar em três contextos centrais da rotina de administração: o acerto de contas de saída, a explicação ao inquilino e o texto do orçamento de obra. Compartilhar essa tabela de referência internamente reduz a variação de linguagem entre a equipe — importante também para inquilinos e proprietários estrangeiros, para quem o vocabulário japonês já é, por si, uma barreira adicional.

Situação / documento Termo a usar Termo a evitar Motivo
Contrato de locação e cláusulas especiais 原状回復 (genjō-kaifuku) 原状復帰 / 現状回復 Padronizar com o Artigo 621 do Código Civil e com as diretrizes oficiais
Acerto de contas de saída Custo de genjō-kaifuku, ônus do locatário, ônus do locador "Genjō-kaifuku em pacote fechado" (現状回復一式) Vincular a base do ônus financeiro ao texto da lei
Orçamento de obra Obra de genjō-kaifuku (detalhada em reparo, troca de revestimento, limpeza) 現状回復 Alinhar o vocabulário do acerto de contas com o vocabulário da obra
Explicação e e-mail ao inquilino Genjō-kaifuku, com o desgaste normal e o envelhecimento explicados em linguagem do dia a dia 現状回復 Traduzir o termo técnico para a linguagem cotidiana e obter concordância
Conversa com a empreiteira de reforma 原状復帰 (genjō-fukki) é compreendido em campo, mas retorna a genjō-kaifuku no acerto de contas 現状回復 Evitar confundir o vocabulário de campo com o vocabulário do acerto de contas
Manual interno da administradora Padronizar em 原状回復 (genjō-kaifuku) 原状復帰 / 現状回復 Reduzir a variação na qualidade da explicação entre diferentes responsáveis

Com essa tabela em mãos, evita-se a situação em que o orçamento usa "genjō-fukki", o acerto de contas usa "現状回復" e o e-mail usa "custo para deixar como estava" — cada documento com um termo diferente. Padronizar a terminologia não é uma tarefa de resposta a reclamação: é um trabalho de prevenção. O impacto da reforma do Código Civil sobre a devolução do depósito-caução (shikikin, 敷金) e sobre o acerto de contas é detalhado, com a estrutura legal completa, em Como a reforma do Código Civil mudou o depósito-caução (shikikin) e a restauração (genjō-kaifuku)? Medidas práticas para locadores.

Por que o uso incorreto do termo provoca conflitos na saída do imóvel?

O uso incorreto do termo se torna um problema porque dificulta a compreensão do locatário sobre "o que exatamente" ele está pagando. Na saída, o valor de devolução do depósito-caução e eventuais cobranças adicionais estão em jogo — por isso, qualquer ambiguidade na linguagem se transforma diretamente em desconfiança.

Por exemplo, se o orçamento traz apenas "genjō-kaifuku em pacote fechado" (現状回復一式), o locatário não consegue saber a que se refere o valor. É troca de papel de parede? Reparo de piso? Limpeza? Além disso, não dá para saber se aquilo é desgaste normal ou dano por dolo ou culpa do locatário. Cobrar com um termo forte, sem uma base visível, não gera aceitação — só reforça a sensação de que a cobrança não tem lastro.

Preparar substituições como as do quadro abaixo torna a base da cobrança mais fácil de entender. O objetivo não é favorecer o locatário — é organizar, com fundamento, exatamente aquilo que o locador tem o direito de cobrar, e cobrá-lo com serenidade.

Expressão a evitar Por que é arriscada Exemplo de substituição
Genjō-kaifuku em pacote fechado (現状回復一式) Não fica claro o quê está sendo restaurado, nem para qual estado Discriminar, dentro da obra de genjō-kaifuku, a parte que é ônus do locatário
"Devolva exatamente como estava antes da entrada" Soa como se incluísse até o desgaste normal e o envelhecimento natural Confirmar os danos que ultrapassam o uso normal
"Está sujo, então é tudo por conta do locatário" Ignora a causa do dano e o tempo de uso Confirmar a causa da sujeira e o estado na entrada para organizar a divisão do ônus
"Está no contrato, por isso vamos cobrar" Não transmite se o locatário de fato entendeu e concordou com o conteúdo Confirmar conforme o escopo da cláusula especial explicada no momento da contratação

Cobrar com força usando uma linguagem vaga rende menos, na prática, do que explicar com calma usando uma linguagem precisa. Uma explicação honesta e transparente é a base que preserva a confiança na administradora.

Modelos de explicação ao inquilino: traduzindo o jargão jurídico para a linguagem do dia a dia

Ao explicar ao inquilino, alinhar termos jurídicos em sequência transmite menos do que traduzi-los para a linguagem da vida cotidiana. Cabe à equipe de administração compreender corretamente o termo técnico e depois convertê-lo em uma expressão que o outro lado aceite com naturalidade. Os termos básicos podem ser traduzidos assim:

  • Genjō-kaifuku (原状回復): não é a parte que envelheceu naturalmente com o uso cotidiano, e sim a ideia de reparar a parte danificada além do uso normal
  • Desgaste normal (tsūjō songō, 通常損耗): é o desgaste que ocorre naturalmente com a vida cotidiana, portanto, em regra, não é cobrado do inquilino
  • Envelhecimento natural (keinen rekka, 経年劣化): é a parte que envelhece naturalmente com a passagem dos anos
  • Dever de diligência do bom administrador (zenkan-chūi-gimu, 善管注意義務): é o dever de usar o imóvel com o cuidado geralmente exigido, durante o período da locação

A partir daí, ter modelos de frase prontos para cada situação garante que a qualidade da explicação se mantenha mesmo quando o responsável muda. Veja a seguir modelos utilizáveis da vistoria de saída até o acerto de contas.

Situação Modelo de explicação ao inquilino
Aviso da vistoria de saída Na vistoria de saída, vamos verificar juntos o estado do apartamento. Comparando com as fotos do momento da entrada, vamos separar o que resultou do uso normal daquilo que ultrapassa esse uso.
Comunicar o ônus do locatário Este dano não aparece nas fotos da entrada e parece decorrer da movimentação de móveis durante a locação. Por se tratar de dano que ultrapassa o uso normal, o orçamento do custo de genjō-kaifuku está sendo feito como ônus do(a) senhor(a), locatário(a).
Comunicar o ônus do locador Este desbotamento do papel de parede é um envelhecimento natural decorrente do uso normal. Não está incluído no escopo do genjō-kaifuku, portanto será tratado como ônus do locador. Não há necessidade de arcar com esse custo.
Comunicar o rateio proporcional Este equipamento já tem vários anos de uso e seu valor já está reduzido. Por isso, em vez do valor integral, vamos apresentar o rateio proporcional ao tempo de uso.
Responder dúvida sobre o termo Nos nossos documentos, padronizamos o termo "genjō-kaifuku" (原状回復). Significa restaurar, tendo o estado original como referência, apenas a parte que ultrapassa o uso normal — não é o "現状回復" que devolveria o imóvel ao estado atual.

O objetivo da explicação não é vencer uma discussão. É alinhar a percepção entre locatário e locador e conduzir a um acerto de contas de saída que ambos aceitem com naturalidade. É aqui que se revela a capacidade humana da administradora. Consultas sobre acerto de contas de saída também são atendidas pela equipe de administração de locação da INA.

Como registrar corretamente o orçamento e o acerto de contas

No orçamento e no detalhamento do acerto de contas, é essencial não encerrar tudo em "obra de genjō-kaifuku em pacote fechado". Descrever separadamente o item da obra, o local, a quantidade, o valor unitário, a divisão do ônus e o motivo da decisão facilita a conferência tanto pelo inquilino quanto pelo proprietário. Na prática, organizam-se, no mínimo, os itens a seguir.

Item Exemplo de descrição
Local Papel de parede do quarto ocidental, piso do lavabo, porta da cozinha
Conteúdo Troca de revestimento, reparo, limpeza
Causa Mancha de fumo, dano por objeto, desgaste normal, envelhecimento natural
Divisão do ônus Ônus do locatário, ônus do locador, rateio proporcional
Fundamento Foto da entrada, registro da vistoria de saída, cláusula especial do contrato

Vale compartilhar internamente exemplos de boa e má redação, para manter o mesmo nível de detalhe entre diferentes membros da equipe.

Redação a evitar Redação recomendada
Obra de "現状回復" em pacote fechado — ¥80.000 (aprox. R$ 3.080) Obra de genjō-kaifuku (troca de papel de parede do quarto ocidental / mancha de fumo, ônus do locatário) — ¥ (aprox. R$ ) valor a especificar
Limpeza e reparo em pacote fechado Descrever separadamente: limpeza residencial (ônus do locador) / reparo de esquadrias (dano por objeto, ônus do locatário)
Descontado do depósito-caução como custo de genjō-kaifuku Detalhar a parte do genjō-kaifuku que é ônus do locatário e devolver o saldo do depósito-caução após o abatimento

Ao receber o orçamento, a administradora confere, no mínimo: se os itens da obra estão separados por parte do imóvel; se quantidade, valor unitário e escopo podem ser verificados; se o nível de detalhe permite separar o ônus do locatário do ônus do locador; se é possível conferir com as fotos da entrada e o registro da vistoria de saída; e se não há itens de desgaste normal ou envelhecimento natural misturados na conta. Quando o orçamento é genérico, o detalhamento do acerto de contas também fica genérico — e a explicação ao inquilino também. O escopo da obra e a lógica de precificação de mercado são tratados em detalhe em O que é a obra de restauração (genjō-kaifuku kōji)? Conteúdo, custos e prevenção de conflitos que o proprietário precisa saber.

Checklist para a administradora padronizar internamente

O vocabulário de genjō-kaifuku só se firma na rotina quando é padronizado internamente. Se cada responsável usa uma expressão diferente, a qualidade da explicação varia até mesmo para o mesmo imóvel. Convém que a administradora padronize os seguintes pontos:

  • Padronizar em "genjō-kaifuku" (原状回復) no contrato e no documento de explicação de itens importantes
  • Não usar a grafia incorreta "現状回復" no orçamento e no acerto de contas
  • Guardar as fotos da entrada e da saída no mesmo local de arquivamento
  • Compartilhar a tabela de classificação entre desgaste normal, envelhecimento natural e dolo/culpa
  • Registrar a causa e o fundamento sempre que um custo for atribuído ao locatário
  • Manter registro da explicação dada no momento da contratação, quando se aplicar uma cláusula especial
  • Redigir o detalhamento do acerto de contas em linguagem que o locatário consiga entender ao ler

Na revisão interna, verificar o acerto de contas de saída e o texto dos e-mails sob os seguintes pontos de vista ajuda a colocar isso em prática.

Item de revisão O que verificar
Terminologia Se genjō-kaifuku, genjō-fukki e a grafia incorreta 現状回復 não estão misturados
Causa Se a causa do dano está descrita
Divisão do ônus Se ônus do locatário, ônus do locador e rateio proporcional estão separados
Fundamento Se há vínculo com a foto da entrada, a cláusula especial do contrato e o registro da vistoria
Texto de explicação Se a linguagem é compreensível para o locatário

Pode parecer um detalhe pequeno, mas é esse tipo de padrão que reduz os conflitos na saída do imóvel. Na INA, entendemos a administração de locação não como uma tarefa administrativa qualquer, mas como um trabalho de construção contínua de confiança. Padronizar o vocabulário permite que até um membro novo da equipe explique com um nível de qualidade consistente, o que também reduz o custo de treinamento. Quem está avaliando revisar a administradora de seus imóveis pode recorrer à consultoria de administração de locação da INA.

Perguntas frequentes (FAQ)

P1. Genjō-fukki e genjō-kaifuku têm o mesmo significado?

R. O sentido é próximo, mas, na prática da saída de locação residencial, o adequado é usar "genjō-kaifuku" (原状回復). Genjō-fukki (原状復帰) é mais usado em obras de construção e reforma de interiores; em contratos e acertos de contas de saída, é mais seguro padronizar em "genjō-kaifuku", o mesmo termo do Artigo 621 do Código Civil.

P2. Não se pode usar o termo 現状回復?

R. Deve-se evitar "現状回復", pois é um uso incorreto que troca 原状 pelo homófono 現状. Isso não o torna imediatamente inválido do ponto de vista legal, mas, como 現状 designa o estado atual, escrever "現状回復" no acerto de contas de saída torna ambíguo a qual estado o imóvel deve ser restaurado.

P3. O custo de genjō-kaifuku é sempre integralmente do locatário?

R. Não, não é sempre do locatário. Pelo Artigo 621 do Código Civil, o desgaste normal e o envelhecimento natural ficam fora do escopo de genjō-kaifuku e, em regra, são ônus do locador. Para que o custo seja do locatário, é preciso um fundamento: dolo, culpa, dano que ultrapasse o uso normal, ou uma cláusula especial do contrato.

P4. O que a administradora deve manter registrado?

R. Deve manter fotos da entrada, fotos da saída, histórico de reparos, histórico de comunicação com o locatário, orçamentos e o detalhamento do acerto de contas. Quanto mais registros existirem, mais objetiva fica a explicação do acerto de contas de saída, e mais fácil é demonstrar o fundamento da terminologia e da divisão do ônus.

Fontes e referências

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito