As casas repletas de lixo, tanto no interior quanto no exterior, têm se tornado um problema crescente nos últimos anos, e esse fenômeno não se limita a residências unifamiliares — também pode ocorrer em apartamentos.
O que fazer se um dos quartos de sua propriedade se transformar em uma "casa de lixo"?
Neste artigo, explicaremos detalhadamente por que as casas de lixo surgem, os riscos que esse problema pode causar e como proceder para despejar o inquilino responsável.
Também abordamos o que o proprietário pode e não pode fazer, além do fluxo de procedimentos adequados. Portanto, se você está enfrentando esse problema ou simplesmente quer se precaver, leia até o final.
O problema das casas de lixo ocorre em muitos municípios
Não são raros os casos em que o proprietário recebe uma reclamação de outro inquilino dizendo que "vem um cheiro horrível do quarto ao lado" ou que "o lixo está transbordando para fora da porta", e ao chegar ao local descobre que um dos apartamentos se tornou uma casa de lixo.
Além disso, esse problema não é exclusivo das grandes cidades — ele também ocorre em regiões rurais.
De acordo com um relatório publicado pelo Ministério do Território, Infraestrutura, Transportes e Turismo em 2009, 250 municípios em todo o Japão responderam que "há ocorrências de casas de lixo" em suas áreas.
Trata-se, portanto, de um problema sério que afeta muitos municípios.
No entanto, esse relatório foi baseado em uma pesquisa voltada exclusivamente para residências unifamiliares, excluindo apartamentos e condomínios.
Estima-se que o número de apartamentos e condomínios que se tornam casas de lixo seja significativamente maior do que o de residências unifamiliares.
No interior de uma casa de lixo, o chão fica completamente encoberto de detritos, a cozinha e o banheiro frequentemente se tornam inutilizáveis e, nos casos mais graves, há infestação de insetos e apodrecimento do piso.
Portanto, um dos quartos de sua propriedade se transformar em uma casa de lixo não é algo tão incomum quanto se imagina.
Por que uma casa de lixo se forma
Mas afinal, por que surgem as casas de lixo?
A seguir, apresentamos as principais razões pelas quais esse fenômeno ocorre.
Compras em excesso
Quando alguém ama fazer compras e adquire muito mais do que precisa, o acúmulo de objetos pode acabar transformando o imóvel em uma casa de lixo.
Pessoas que adoram promoções ou que usam as compras como válvula de escape para o estresse devem ter atenção redobrada.
Com a mentalidade de "é mais vantajoso comprar agora", a pessoa continua adquirindo itens mesmo tendo estoque em casa, e logo o espaço de armazenamento se esgota, deixando o imóvel repleto de objetos.
Além disso, quando os objetos se acumulam em excesso, torna-se difícil saber onde cada coisa está guardada, o que leva à compra repetida dos mesmos itens — um ciclo vicioso difícil de romper.
Entre os grandes apreciadores de compras, há aqueles que não conseguem se sentir bem sem comprar, caracterizando uma dependência de compras.
Essa dependência está associada à liberação de dopamina — um neurotransmissor ligado ao prazer — durante o ato de comprar.
Com a repetição, a pessoa perde a capacidade de controlar o impulso de adquirir novos itens.
Quem desenvolve essa dependência não consegue resistir ao desejo de comprar, o que inevitavelmente leva ao acúmulo excessivo de objetos no lar.
Dificuldade de descartar objetos
O espírito do "mottainai" — expressão japonesa que transmite o sentimento de desperdício — é considerado uma virtude cultural, mas, levado ao extremo, pode impedir a pessoa de jogar coisas fora e resultar em uma casa de lixo.
Mesmo que outros digam que determinado item é lixo, para a própria pessoa ele ainda tem valor — "ainda posso usar" ou "talvez precise um dia" — e descartá-lo parece impensável.
Com esse ciclo se repetindo, os objetos vão se acumulando progressivamente, até que o imóvel se torna uma casa de lixo.
Pessoas que têm dificuldade em descartar objetos por esse sentimento de desperdício frequentemente tiveram uma infância marcada pela escassez ou pela impossibilidade de obter o que desejavam.
Falta de tempo para organizar
Há casos em que a pessoa tem vontade de organizar, mas, sobrecarregada com tarefas domésticas, trabalho e cuidados com filhos, vai adiando a limpeza enquanto o lixo e os objetos se acumulam, transformando o imóvel em uma casa de lixo.
Nessa situação, o lixo se acumula tanto que a própria pessoa não sabe mais por onde começar.
Como existe genuinamente a vontade de organizar, contratar uma empresa especializada para fazer uma limpeza geral pode ser suficiente para resolver o problema.
Estilo de vida irregular que impede o descarte do lixo
Pessoas com rotinas irregulares, como trabalhadores noturnos, muitas vezes não estão em casa ou estão dormindo nos horários de coleta de lixo, o que dificulta o descarte regular e pode levar ao acúmulo progressivo de detritos.
Em condomínios com descarte de lixo disponível 24 horas, esse não é um problema, mas em outros casos, respeitar os horários estabelecidos pode ser bastante difícil.
Ausência de alguém para alertar
Mesmo com lixo se acumulando, a própria pessoa pode perceber a situação apenas como "uma pequena bagunça".
Se houvesse alguém para dizer "isso está fora do normal", o problema poderia ser corrigido, mas sem esse alerta externo, a pessoa não percebe a gravidade e o imóvel vai se deteriorando progressivamente.
Esse cenário é comum entre pessoas que moram sozinhas e raramente recebem familiares ou amigos em casa.
Há também casos em que pessoas que têm pouco contato social fora do trabalho, sentindo-se solitárias, acumulam objetos e lixo como forma de preencher esse vazio emocional.
Transtornos mentais
Entre os moradores de casas de lixo, não são poucos os que sofrem de algum transtorno mental. Casos de depressão ou luto profundo pela perda de um ente querido podem levar à incapacidade de manter a organização do lar.
Quando a pessoa não consegue encontrar energia para limpar mesmo diante de condições como infestação de insetos e mau cheiro que tornam o ambiente praticamente inabitável, um transtorno mental pode ser a causa subjacente.
Transtornos do desenvolvimento também podem estar envolvidos, portanto, quando dificuldades de organização têm origem emocional ou psicológica, recomenda-se buscar avaliação médica.
Possibilidade de demência
A demência é uma doença causada por diversas origens que compromete as funções cognitivas e prejudica as atividades da vida diária.
Embora seja mais comum em idosos, à medida que a demência avança, a pessoa pode começar a comprar os mesmos itens repetidamente ou ser incapaz de descartar o lixo, levando ao acúmulo progressivo no imóvel.
Quando o idoso vive com familiares ou recebe serviços de cuidados domiciliares, esse problema pode ser prevenido.
No entanto, quando a pessoa vive sozinha com pouco contato social e nem mesmo tem consciência de que está acumulando lixo, resolver o problema se torna extremamente difícil.
Riscos que podem surgir quando um apartamento se torna uma casa de lixo
Se um dos quartos de um apartamento de sua propriedade se tornar uma casa de lixo, quais riscos isso pode gerar?
A seguir, apresentamos os principais riscos associados a esse fenômeno.
Infestação de pragas
O acúmulo de lixo em um imóvel aumenta significativamente o risco de infestação por pragas como baratas e moscas.
Na maioria das casas de lixo, embalagens de comida, como marmitas de conveniência, macarrão instantâneo e garrafas plásticas, são deixadas largadas sem o descarte adequado.
Um ambiente com grande quantidade de resíduos alimentares, insalubre e com muitos esconderijos representa um habitat extremamente confortável para pragas, favorecendo sua reprodução.
Quando a infestação se torna severa, ela pode se espalhar para além do quarto afetado, impactando os quartos vizinhos — o que exige atenção redobrada.
Problemas de mau cheiro
O acúmulo de grandes quantidades de lixo, incluindo resíduos orgânicos, gera uma mistura de odores que resulta em um cheiro extremamente forte e desagradável.
No verão, a decomposição se acelera, agravando ainda mais o mau cheiro, cujos efeitos podem se estender não apenas ao quarto vizinho, mas a toda a área ao redor.
Quando uma casa de lixo próxima exala mau cheiro, abrir janelas permite que o odor entre nos outros apartamentos, tornando o ambiente insuportável e gerando reclamações à administração.
Além disso, o mau cheiro impregna as próprias paredes e estruturas do imóvel, de modo que mesmo após a saída do inquilino e o descarte de todo o lixo, eliminar o odor é extremamente difícil, podendo resultar em custos de reforma muito elevados.
Risco de incêndio
Incêndios residenciais podem ser causados por diversas razões, como descuido com cigarros ou aquecedores, mas nas casas de lixo há uma quantidade muito maior de materiais inflamáveis do que em residências comuns, o que torna o risco de incêndio extremamente alto.
Em especial, casas de lixo apresentam maior risco de incêndio por efeito de rastreamento, causado por curtos-circuitos devido ao acúmulo de poeira entre tomadas e plugues elétricos.
Além disso, diz-se que casas de lixo, por conterem grande quantidade de materiais combustíveis, se tornam alvos fáceis para incêndios criminosos.
Já houve vários casos documentados de casas de lixo sendo alvo de incêndios criminosos, o que exige vigilância constante.
Risco de vacância
Se um dos quartos de um apartamento de sua propriedade se tornar uma casa de lixo, há um alto risco de que os quartos vizinhos fiquem desocupados.
Além disso, quando é visualmente evidente que o quarto vizinho é uma casa de lixo, encontrar novos inquilinos torna-se extremamente difícil.
Mesmo que o próprio apartamento esteja impecável, poucas pessoas optariam voluntariamente por morar em um prédio onde um quarto vizinho ou próximo é uma casa de lixo gerando mau cheiro e pragas.
A vacância resulta diretamente na redução da renda de aluguel.
As perdas financeiras decorrentes de uma casa de lixo no interior de um apartamento são extremamente significativas e graves.
É possível despejar um inquilino por causa de uma casa de lixo?
Quando uma casa de lixo surge em um imóvel de sua propriedade, é possível despejar o inquilino responsável?
Explicaremos detalhadamente o que a legislação determina a respeito.
A rescisão pode ser solicitada com base na violação do dever de cuidado
Quando o imóvel de sua propriedade se torna uma casa de lixo e outros moradores apresentam reclamações, o proprietário ou a administradora é obrigado a agir.
Por mais que seja lixo, a propriedade pertence ao inquilino, portanto descartá-lo sem autorização constitui "violação do direito de propriedade" e não é permitido.
Sendo assim, o que a administração pode fazer é enviar uma carta com aviso de recebimento e consultar os órgãos públicos competentes.
Na carta com aviso de recebimento, deve-se indicar que, caso o lixo não seja descartado até a data especificada, o descarte será realizado e o contrato de locação será rescindido.
Mesmo após o envio da carta, não é possível remover o lixo imediatamente se o prazo não for cumprido.
No entanto, o envio da carta serve como prova de que o proprietário notificou e advertiu o inquilino.
Além disso, entre os órgãos públicos que podem ser consultados estão o centro de saúde, a prefeitura, a polícia e o corpo de bombeiros.
Quando é difícil resolver o problema apenas com a administração, contar com o apoio dos órgãos públicos também é uma abordagem eficaz.
Quando o inquilino ignora repetidas advertências e a situação da casa de lixo persiste, considera-se que ele está "violando o dever de cuidado do bom administrador".
Esse dever determina que o inquilino deve conservar o imóvel alugado com o cuidado de um bom administrador até devolvê-lo ao proprietário ou à administradora.
Esse princípio é denominado "dever de cuidado do bom administrador", abreviado como "dever de cuidado".
Portanto, transformar o imóvel alugado em uma casa de lixo constitui violação desse dever, e com base nisso é possível solicitar o despejo.
Na prática, o despejo é difícil de concretizar
Explicamos que, quando as advertências repetidas não surtem efeito, é possível solicitar o despejo com base na violação do dever de cuidado.
No entanto, embora seja possível, concretizar o despejo na prática exige enorme persistência e esforço.
Em precedentes judiciais, o abandono de grandes quantidades de lixo que ultrapassam claramente os limites do senso comum foi considerado fundamento para a rescisão do contrato de locação, sendo que os dois pontos centrais desse julgamento foram os seguintes:
・O proprietário havia solicitado o descarte do lixo em diversas ocasiões anteriores, mas o inquilino não atendeu às solicitações
・O contrato de locação incluía uma cláusula especial determinando que "é proibido realizar atividades perigosas, antissanitárias ou que causem perturbação à vizinhança"
Em especial, a existência dessa cláusula especial foi um ponto de extrema relevância.
O próprio veredicto afirmou que "mesmo que haja lixo no interior do imóvel e o ambiente seja insalubre, não é possível rescindir imediatamente o contrato de locação", e em linhas gerais, uma simples sujeira no apartamento não constitui fundamento suficiente para que a administração rescinda unilateralmente o contrato, mesmo que represente violação de cláusulas contratuais ou cláusulas especiais.
No entanto, o tribunal reconheceu o direito ao despejo do inquilino com base nos três fundamentos a seguir:
・O inquilino havia abandonado grandes quantidades de lixo que ultrapassavam o senso comum por mais de dois anos
・A administração havia sido advertida pelo corpo de bombeiros sobre o risco de incêndio
・Além do risco de incêndio, havia problemas sanitários graves que causavam transtornos não apenas à administração, mas também aos moradores da vizinhança
Portanto, para despejar o inquilino de uma casa de lixo, é necessário seguir as etapas abaixo.
①Advertir verbalmente ou por escrito para que o lixo seja retirado
②Se não houver melhora, enviar uma carta com aviso de recebimento
③Consultar os órgãos competentes
Adotar essas medidas fortalece a posição da administração em caso de processo judicial, aumentando as chances de que o despejo do inquilino seja reconhecido.
No entanto, mesmo diante de uma casa de lixo, é inegável que solicitar o despejo exige repetidas advertências e a instauração de processos judiciais — um caminho que demanda muito tempo e esforço.
O que o proprietário pode e não pode fazer
Aqui apresentamos o que o proprietário pode e não pode fazer quando um problema real ocorre.
Consulte estas informações antes de iniciar qualquer gestão imobiliária.
É possível advertir o inquilino ao detectar o problema nos estágios iniciais?
Ao perceber que o imóvel está se tornando uma casa de lixo, é fundamental agir nos estágios iniciais.
Uma intervenção precoce aumenta as chances de evitar que o problema se agrave e resulte em reclamações de vizinhos ou conflitos com órgãos públicos.
Se nenhuma advertência foi feita nos estágios iniciais, o inquilino pode posteriormente alegar que "nunca foi informado", atribuindo a responsabilidade ao proprietário.
O proprietário pode descartar o lixo da casa de lixo sem autorização?
Como mencionado anteriormente, uma casa de lixo pode gerar uma série de problemas: infestação de pragas, mau cheiro, risco de incêndio e vacância.
Por isso, alguns proprietários podem considerar descartar o lixo enquanto o inquilino está ausente.
No entanto, descartar o lixo sem a autorização do inquilino constitui violação do direito de propriedade.
Isso se aplica não apenas ao proprietário, mas também à administradora.
O que para outros pode parecer lixo pode ter valor para o próprio inquilino, portanto é necessário agir com extrema cautela.
No entanto, após a rescisão do contrato de locação, o proprietário ou a administradora pode descartar o lixo.
Durante a vigência do contrato, não toque em nada sem autorização.
É permitido colocar avisos na porta?
Quando as advertências iniciais não surtem efeito e não há qualquer sinal de que o lixo será retirado, o proprietário começa a considerar outras medidas.
Uma delas é colocar avisos na porta do inquilino solicitando a remoção do lixo.
No entanto, colocar avisos como forma de advertência pode constituir difamação, portanto é necessário ter muito cuidado.
Se o aviso for colocado em um local visível para outros inquilinos, o inquilino alvo pode se sentir com "a honra manchada" e processar o proprietário.
A menos que haja evidências concretas de que o imóvel se tornou uma casa de lixo, é proibido colocar avisos em locais visíveis a terceiros.
É permitido cortar a eletricidade e a água para forçar a saída?
Cortar serviços essenciais como eletricidade e água para forçar a saída do inquilino de uma casa de lixo é proibido.
Mesmo que o inquilino esteja errado, responder com ações ilegais equivale a fazer justiça com as próprias mãos, o que é inadmissível.
Em vez de resolver o problema por conta própria, o recomendado é consultar a prefeitura ou o tribunal.
É permitido trocar a fechadura sem autorização?
Trocar a fechadura do imóvel sem a autorização do inquilino enquanto ele está fora pode configurar violação de privacidade e invasão de domicílio.
Devolver a chave somente após a remoção do lixo também é proibido.
Embora o inquilino que deixa o lixo acumulado claramente esteja errado, trocar a fechadura sem autorização constitui uma ilegalidade, portanto é necessário ter muito cuidado.
Em alguns casos, o proprietário pode ser processado e obrigado a pagar indenização por danos.
Procedimentos a seguir quando um apartamento se torna uma casa de lixo
Quando o problema ocorre de fato, como o proprietário deve proceder?
Siga o fluxo abaixo para adotar as medidas adequadas.
①Advertir verbalmente ou por escrito para que o imóvel seja organizado
Se um dos quartos do apartamento de sua propriedade se tornar uma casa de lixo, comece advertindo o inquilino verbalmente ou por escrito para que organize o espaço.
Visitar pessoalmente o inquilino quando ele estiver em casa ou enviar uma carta com aviso de recebimento pode fazê-lo atender ao pedido de organização.
Falaremos mais sobre cartas com aviso de recebimento adiante.
Para mover uma ação de reintegração de posse, é necessário comprovar que o inquilino foi devidamente notificado e advertido.
Mesmo após advertências verbais ou escritas, pode ser que o inquilino não atenda ao pedido de organização.
Para não ser prejudicado em um eventual processo judicial, registre suas ações de forma sistemática.
Manter anotações com o conteúdo das conversas com o inquilino e as datas pode servir como prova de que as advertências foram realizadas.
②Enviar uma carta com aviso de recebimento
Como mencionado, colocar avisos em locais visíveis a terceiros, como portas, pode constituir violação de propriedade, portanto, para realizar advertências formais, envie uma carta com aviso de recebimento.
A carta com aviso de recebimento é um mecanismo que comprova quem enviou, para quem e qual foi o conteúdo da correspondência, em que data.
Por poder ser apresentada como prova legal, o inquilino que recebe essa carta não pode alegar desconhecimento.
No documento, inclua a instrução "Retire o lixo até o dia ○/○/○" e a informação de que "O contrato de locação será rescindido caso o lixo não seja removido até o prazo estabelecido".
A carta com aviso de recebimento não fica exposta a terceiros e serve como prova de que a advertência foi realizada — portanto, se as advertências verbais não surtirem efeito, certifique-se de enviá-la.
③Consultar a prefeitura ou órgãos competentes
Quando surge um problema de casa de lixo, é recomendável consultar a prefeitura ao mesmo tempo em que envia a carta com aviso de recebimento.
Os canais de atendimento incluem a polícia, o corpo de bombeiros, o centro de saúde e a prefeitura municipal ou distrital.
Atualmente não existe legislação federal que permita a remoção forçada de lixo de casas de lixo, mas um número crescente de municípios tem criado suas próprias regulamentações por meio de ordenanças municipais.
Como o problema das casas de lixo tem se tornado uma questão social, é provável que mais municípios adotem medidas específicas no futuro.
Ao receber a consulta do proprietário, o município adota o seguinte fluxo: "investigação → orientação e aconselhamento → apoio → notificação".
Se o inquilino não organizar o imóvel mesmo após a notificação, o município emite uma ordem de remoção do lixo.
Caso o inquilino obedeça a essa ordem, seu nome não será divulgado publicamente nem receberá multa.
Se a ordem for ignorada até o fim, o município pode executar a remoção forçada administrativa (execução forçada).
No entanto, a execução forçada é o último recurso, e de acordo com o "Relatório de Pesquisa sobre Casas de Lixo do Exercício 2017" do Ministério do Meio Ambiente, apenas 6,5% dos casos chegaram a essa medida.
④Mover uma ação de reintegração de posse
Se, mesmo após enviar a carta com aviso de recebimento e consultar a prefeitura, o lixo não for removido e não houver mudança na situação, é hora de mover uma ação de reintegração de posse.
Para entrar com a ação, recorra ao tribunal com jurisdição sobre a região onde o imóvel está localizado.
Em seguida, será estabelecida uma data para a mediação e um espaço para a tentativa de conciliação.
Se a conciliação for bem-sucedida, elabore um acordo de conciliação e defina um calendário para a saída do inquilino.
Se não houver acordo, aguarde a sentença judicial.
O fato de o inquilino não ter melhorado a situação apesar das advertências repetidas é fundamento adequado para solicitar a rescisão do contrato de locação.
Se deseja que o inquilino desocupe o imóvel, mova uma ação de reintegração de posse.
Custos e responsabilidades pela obra de restauração das condições originais
O abandono de lixo no imóvel pode causar corrosão, infestação de pragas e uma série de outros problemas.
Após a saída do inquilino de uma casa de lixo, o proprietário precisa restaurar o imóvel ao estado original para que possa receber novos inquilinos.
A seguir, explicamos os custos e as responsabilidades relacionados à restauração das condições originais.
Aplicação do "Guia sobre Disputas de Restauração das Condições Originais"
No caso de danos e sujeiras decorrentes da deterioração natural ao longo do tempo ou do desgaste normal de uso, os custos de restauração são de responsabilidade do proprietário.
Quando fica evidente que os danos foram causados intencionalmente ou por negligência do inquilino, como no caso de uma casa de lixo, aplica-se o "Guia sobre Disputas de Restauração das Condições Originais" publicado pelo Ministério do Território, Infraestrutura, Transportes e Turismo.
No entanto, mesmo no caso de uma casa de lixo, é necessário considerar a depreciação do imóvel ao longo do tempo, o que torna extremamente difícil cobrar o valor integral dos custos de reforma.
A proporção dos custos de restauração varia de acordo com cada caso, por isso consulte um especialista.
Possibilidade de cobrar os custos do ex-inquilino
Quando reformas são necessárias devido à intenção ou negligência do inquilino, é possível cobrar dele os custos de restauração das condições originais.
Por exemplo, manchas e odores de cigarro, odores de animais de estimação, mofo, manchas, pichações, sujeira de gordura, corrosão, arranhões e outros danos que excedem o desgaste normal são de responsabilidade do inquilino.
Ao cobrar os custos de restauração, é necessário considerar a idade do imóvel.
Quanto mais antigo o imóvel, mais evidentes se tornam a deterioração natural e o desgaste normal.
É necessário definir o valor a ser cobrado de acordo com o tempo de uso do imóvel, de forma equitativa.
O guia do Ministério do Território, Infraestrutura, Transportes e Turismo especifica a vida útil de cada equipamento, portanto verifique previamente.
Estimativa de custos para obra de restauração em casas de lixo
Na prática, quanto custa a obra de restauração das condições originais de um imóvel que se tornou uma casa de lixo?
Vamos analisar as estimativas de custo a seguir.
Como imóveis que se tornam casas de lixo frequentemente exigem a substituição de portas, pisos, papel de parede e todos os equipamentos, os custos de restauração tendem a ser significativamente mais altos do que o normal.
A substituição do papel de parede custa em torno de 100.000 ienes, e a substituição do piso custa cerca de 200.000 ienes.
No entanto, os valores variam de acordo com o tamanho do imóvel e a extensão dos danos causados por corrosão ou infestação de pragas, por isso é necessário atenção.
Além disso, há custos adicionais para o descarte do lixo acumulado no imóvel.
O custo de remoção do lixo costuma girar em torno de 50.000 a 100.000 ienes.
Como prevenir problemas com casas de lixo?
Abordamos os motivos pelos quais surgem as casas de lixo, os riscos potenciais e as medidas que o proprietário deve tomar. Muitos proprietários também gostariam de saber como prevenir esses problemas.
Para se preparar contra o problema das casas de lixo, leve os pontos abaixo em consideração ao gerenciar seus imóveis.
Realizar uma triagem rigorosa dos candidatos a inquilinos
Para evitar que o imóvel se torne uma casa de lixo, é fundamental realizar uma triagem cuidadosa e detalhada dos candidatos a inquilinos.
Na triagem de candidatos a apartamentos, verifica-se se "o candidato tem capacidade de pagar o aluguel" e se "é possível locá-lo com segurança", buscando identificar sinais de que o candidato possa causar problemas.
Os critérios avaliados incluem capacidade de pagamento, disposição do fiador e perfil do candidato.
Observar a linguagem e o comportamento durante a conversa pode ajudar a prevenir futuros problemas.
Na gestão imobiliária, o problema das casas de lixo é apenas um dos muitos riscos a considerar.
Para garantir uma gestão estável, é necessário identificar na etapa de triagem aqueles que podem atrasar o aluguel ou danificar equipamentos.
Além disso, casos de inquilinos que fogem sem pagar o aluguel podem ser extremamente problemáticos, portanto é necessário ter cuidado redobrado.
Mesmo que seja possível contatar o fiador, sem contato com o próprio locatário torna-se impossível conduzir as tratativas de rescisão do contrato.
Para evitar os mais variados problemas, realize a triagem dos candidatos com extremo cuidado.
Após a assinatura do contrato e a ocupação do imóvel, pode ser tarde demais para agir.
Incluir cláusulas específicas no contrato de locação
Ao assinar o contrato, incluir cláusulas específicas no contrato de locação relacionadas ao despejo em caso de transformação do imóvel em casa de lixo pode ajudar a prevenir problemas.
É recomendável incluir no contrato uma cláusula estabelecendo que, em caso de acúmulo de lixo ou situações que causem incômodo à vizinhança, o contrato de locação será rescindido imediatamente.
Além disso, incluir no contrato que os custos de restauração das condições originais em caso de transformação em casa de lixo são de responsabilidade do inquilino proporciona maior segurança ao fechar o contrato de locação.
Uma vez que o inquilino assina o contrato, as cláusulas nele contidas tornam-se válidas e o inquilino não pode alegar desconhecimento.
Manter comunicação com os inquilinos
Um imóvel que se tornou uma casa de lixo piora progressivamente com o tempo.
Como a demora pode levar a uma situação irreversível, é fundamental detectar e resolver o problema o quanto antes.
Para evitar que conflitos se agravem, a comunicação cotidiana é essencial.
Realizar inspeções periódicas dos equipamentos e criar oportunidades para visitar cada unidade ajuda a prevenir que o imóvel se torne uma casa de lixo.
O ideal é criar um ambiente que iniba o acúmulo de lixo.
Conclusão
As casas de lixo tornaram-se um problema social crescente nos últimos anos, e os municípios têm avançado com medidas próprias por meio de ordenanças para combater esse fenômeno.
A postura do proprietário também é extremamente importante para prevenir a formação de casas de lixo.
Como a demora na intervenção pode causar transtornos à vizinhança, realize advertências nos estágios iniciais.