A gestão de apartamentos para locação é um método muito popular dentro do investimento imobiliário, mas, se a gestão de riscos for insuficiente, pode levar a falhas graves. Neste artigo, explicamos conhecimentos práticos para ter sucesso na gestão de apartamentos, desde a análise dos padrões de fracasso até a estratégia de saída.
Quais são os padrões de fracasso mais comuns na gestão de apartamentos?
Para não repetir os mesmos erros, é importante conhecer os casos de fracasso mais representativos.
Baixa rentabilidade por falta de inquilinos
A rentabilidade costuma ser calculada considerando ocupação total, mas definir o aluguel sem considerar o equilíbrio entre oferta e demanda de apartamentos aumenta o risco de vacância. Especialmente nas principais cidades regionais, mesmo quando a rentabilidade aparente é alta, a taxa real de ocupação costuma ser baixa.
Equívocos sobre o efeito de economia tributária
O efeito de economia tributária de apartamentos compactos novos limita-se aos primeiros anos. Depois disso, os custos de administração, o fundo de reserva para reparos, o imposto sobre ativos fixos e o imposto de planejamento urbano aumentam, e são frequentes os casos em que a economia tributária deixa de compensar.
Endividamento excessivo no financiamento
Um plano de pagamento baseado na ocupação total subestima o risco de vacância. É necessário simular o valor do financiamento e o fluxo de caixa mensal em vários cenários.
O que acontece quando a gestão de apartamentos fracassa?
Risco de ir a leilão judicial
Quando o pagamento se torna difícil, a instituição financeira solicita o leilão judicial. Como no leilão o imóvel tende a ser vendido por um valor inferior ao preço de mercado, isso deve ser evitado ao máximo.
A opção da venda voluntária
Antes de chegar ao leilão, existe a “venda voluntária”, em que o imóvel é vendido com o consentimento da instituição financeira por um valor próximo ao de mercado. Como é possível esperar um preço mais alto do que no leilão, é importante considerar essa alternativa cedo, assim que se concluir que a quitação será difícil.
Pior cenário: falência pessoal
Se ainda restarem dívidas após o leilão ou a venda voluntária, a falência pessoal também pode ser uma opção. As obrigações, exceto tributos, podem ser extintas, mas há desvantagens como restrição de crédito por 5 a 10 anos e liquidação de bens.
Quais são os 3 princípios para ter sucesso na gestão de apartamentos?
1. Definir a estratégia de saída com antecedência
Mesmo que a receita de aluguel gere lucro, se a venda resultar em prejuízo, o resultado total será negativo. É indispensável considerar, desde a compra, um cenário de venda e estruturar a resistência à queda de preços e o momento adequado de saída. Consulte também Estratégia de saída no mercado imobiliário em tempos de inflação.
2. Manter e elevar o valor do imóvel com reforma e renovação
Se o valor do imóvel estiver em queda, a renovação pode recuperar sua competitividade. No entanto, é indispensável partir de uma simulação de retorno sobre o investimento e da verificação de que a localização tem demanda.
3. Aprender com casos de fracasso
Uma característica do investimento imobiliário é que os relatos de fracasso costumam oferecer lições mais úteis do que os de sucesso. Para não repetir os mesmos erros, vale entender de forma sistemática os padrões dos casos de fracasso.
Por que a definição do aluguel influencia o preço de venda também merece leitura, pois ajuda a enxergar a operação como um todo.
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FAQ
- Q. Até quando dura o efeito de economia tributária na gestão de apartamentos?
- Em apartamentos compactos novos, o pico do benefício tributário costuma ocorrer apenas nos primeiros anos; depois disso, o efeito diminui com o aumento do fundo de reparos e do imposto sobre ativos fixos.
- Q. Entre leilão judicial e venda voluntária, qual é mais vantajoso?
- Em geral, a venda voluntária é mais vantajosa porque permite esperar um valor mais próximo ao de mercado e também possibilita ajustar o prazo da mudança. É importante considerá-la cedo, assim que se perceber dificuldade para pagar.
- Q. Quando devo pensar na estratégia de saída?
- O ideal é defini-la antes da compra do imóvel. Também é necessário revisá-la periodicamente de acordo com as mudanças do mercado.
- Q. Como avaliar o custo-benefício de uma renovação?
- O básico é estimar o período de recuperação do investimento pela fórmula “valor investido ÷ aumento anual da renda de aluguel” e confirmar se será possível recuperar o montante dentro do período planejado de posse do imóvel.
- Q. Como devo gerenciar o risco de vacância na gestão de apartamentos?
- Medidas eficazes incluem definir o aluguel com clareza sobre o perfil do inquilino-alvo, otimizar as operações de leasing e manter a competitividade do imóvel por meio de reformas periódicas.