Para proprietários de imóveis, o seguro contra incêndio é a base da gestão de riscos do negócio. No entanto, não são muitos os proprietários que entendem com precisão “como o valor da cobertura é definido” e “se há uma cobertura adequada configurada para o seu imóvel”. Neste artigo, explicamos desde o método de avaliação do valor da cobertura até os pontos práticos para escolher e revisar o seguro.
Como é definido o valor da cobertura do seguro contra incêndio?
O valor da cobertura do seguro contra incêndio é definido com base no “valor de avaliação”. Atualmente, o método de avaliação mais comum é o valor de reposição (valor novo).
O que é valor de reposição?
Valor de reposição é o custo necessário para reparar ou reconstruir, com bens equivalentes, o imóvel ou os bens do lar que sofreram danos. Diferentemente do “valor atual” usado anteriormente (preço com desconto da depreciação pelo tempo), a indenização é calculada com base no custo atual de construção, o que permite uma cobertura mais próxima da realidade.
Imóvel e bens do lar são avaliados separadamente
Como a avaliação do imóvel exige julgamento técnico, recomendamos consultar um especialista, como um corretor. Os bens do lar podem ser calculados por “avaliação simplificada”, com base na idade do responsável pelo domicílio e na composição familiar, ou pelo valor total dos bens possuídos. Depois de definido o valor de avaliação, a regra é que o valor da cobertura seja fixado tendo esse valor como limite máximo.
Quais cuidados o proprietário de imóvel deve ter ao escolher a cobertura?
O escopo da cobertura varia conforme a seguradora, mas, em geral, o “seguro residencial contra incêndio” cobre uma ampla gama de riscos, como incêndio, danos por água, tufões, raios, furto e vazamentos.
- Se ocorrer um incêndio em um apartamento e ele se tornar inabitável, há casos em que as despesas com hospedagem em hotel também entram na cobertura
- A indenização por danos causados a terceiros não está incluída no seguro contra incêndio padrão, sendo necessária a contratação de cobertura adicional específica
- Atualmente, o prazo do seguro tem limite máximo de 10 anos (no passado, existiam contratos de 36 anos)
Se o prêmio do seguro parecer alto, estes são os 3 pontos a revisar
1. Ajuste a cobertura ao estilo de vida e ao risco regional
Se a região tiver baixo risco de inundação, por exemplo, retirar essa cobertura pode reduzir o prêmio do seguro. Além disso, verifique se o seguro de responsabilidade civil pessoal não está sendo contratado em duplicidade com o seguro do automóvel.
2. Defina um prazo mais longo para o seguro
Se não houver planos de mudança ou venda, há casos em que um contrato de longo prazo reduz o valor total do prêmio. Como está aumentando o número de seguradoras com prazo máximo de 5 anos, confirme as condições.
3. Reduza o valor total pago com pagamento à vista
Como o pagamento anual ou em parcela única é feito de uma só vez, na maioria dos casos o valor total do prêmio fica menor do que no pagamento mensal.
Perguntas frequentes (FAQ)
Q1. O que acontece se o valor da cobertura ficar abaixo do valor de avaliação?
Isso se torna um “seguro parcial”, e o valor total do dano não será indenizado. O valor da cobertura deve ser sempre definido no limite máximo do valor de avaliação.
Q2. O seguro contra incêndio precisa ser renovado?
Sim. Como atualmente os contratos têm prazo máximo de 10 anos, é necessário realizar o processo de renovação antes do vencimento.
Q3. O proprietário de imóvel para locação deve contratar cobertura para o imóvel ou para os bens do lar?
Para o proprietário, o básico é contratar um seguro contra incêndio que tenha o imóvel como objeto da cobertura. Os bens do lar são cobertos pelo seguro de bens contratado pelo próprio inquilino.
Q4. A cobertura contra danos por água deve ser contratada obrigatoriamente?
Decida após verificar o risco de enchente e inundação no mapa de risco. Em regiões de baixo risco, retirar essa cobertura pode reduzir o prêmio do seguro.