A China ainda apresenta uma valorização gradual dos preços imobiliários, o que a mantém como um destino de investimento transfronteiriço observado por investidores do mundo todo. No entanto, compreender regras muito diferentes das do Japão, como a estrutura de propriedade da terra e as restrições a estrangeiros, é uma condição prévia para investir com segurança.
Por que a China continua sendo um destino popular para investimento imobiliário?
Como a segunda maior economia do mundo, a China vem registrando alta nos preços dos imóveis desde 2009, impulsionada pelas políticas econômicas adotadas após a crise do Lehman Brothers. Embora as fortes disparadas observadas no pico já tenham arrefecido, a valorização moderada continua, e o mercado é avaliado como um destino promissor de investimento. Ainda assim, é preciso manter sempre em mente o risco de estouro de bolha.
Como é o mercado imobiliário na China?
A propriedade da terra pertence ao governo chinês
Na China, a propriedade da terra pertence ao governo chinês. Ao adquirir um imóvel, o que o investidor compra é o “direito de uso da terra” (até 70 anos). É possível solicitar a renovação até um ano antes do vencimento, mas será necessário pagar novamente a taxa de uso.
Há restrições para a compra por estrangeiros
Ao adquirir um segundo imóvel em diante para fins de investimento, é necessário constituir uma empresa de investimento estrangeiro. Dependendo da região, também podem existir exigências como entrada mínima de 70% e regra de proibição de revenda por cinco anos após a compra.
Quanto custa o imposto na compra de um imóvel?
O imposto de aquisição varia de cidade para cidade, mas entre 1% e 5% do valor de compra é uma referência. Também são necessários, separadamente, imposto de selo (0,5% do valor de compra) e tributos de selo conforme contratos de locação ou financiamento. Atualmente não há um imposto equivalente ao IPTU japonês, mas há movimentos para sua introdução, o que exige atenção.
Qual é o procedimento para comprar um imóvel na China?
Pesquisa de mercado é mais importante do que tudo
Em um país como a China, com muitas opções, como Pequim, Xangai, Dalian, Shenzhen e Guangzhou, a pesquisa de mercado aprofundada deve ser a prioridade máxima. Contratar uma análise com profissionais que conheçam bem o mercado local também é uma alternativa válida.
Verificação das informações do imóvel e visita
Na maior parte dos casos, imóveis usados podem ser visitados, mas em empreendimentos novos, muitas vezes é difícil fazer visita antes da entrega. Em condomínios de padrão mais elevado, é possível verificar o acabamento em um apartamento decorado.
Captação de recursos e procedimentos de compra
É possível utilizar financiamento habitacional de bancos locais. Após assinar a carta de intenção de compra e pagar o sinal (1% a 5% do preço do imóvel), no contrato definitivo o comprador paga cerca de 20% do valor do imóvel, e o registro é concluído após a finalização do procedimento notarial.
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Perguntas frequentes (FAQ)
Q. Estrangeiros podem comprar imóveis livremente na China?
Se o primeiro imóvel for para moradia, o procedimento costuma ser relativamente simples, mas a partir do segundo imóvel é necessário constituir uma empresa de investimento estrangeiro. Em alguns casos, as condições podem ser flexibilizadas para portadores de visto de residência permanente, diplomático ou oficial.
Q. O que acontece quando o direito de uso da terra expira?
É possível solicitar a renovação até um ano antes do prazo final (máximo de 70 anos). Será necessário pagar novamente a taxa de uso da terra, mas, no momento, a própria renovação é permitida.
Q. Quais cidades são adequadas para investimento imobiliário na China?
Pequim e Xangai são populares e têm alta liquidez, mas também preços elevados. Cidades com forte crescimento, como Dalian e Shenzhen, também vêm atraindo atenção. Uma pesquisa detalhada do mercado local é indispensável.
Q. Existe risco de estouro da bolha no mercado imobiliário chinês?
Embora a alta dos preços continue, a possibilidade de colapso é apontada de forma recorrente. É importante monitorar continuamente o mercado e os movimentos do governo, além de preparar previamente uma estratégia de saída.
Q. Quanto custam as despesas de manutenção após a compra?
Atualmente não há imposto equivalente ao IPTU, mas há custos de administração e manutenção. Também é necessário acompanhar de perto a possível introdução futura de um imposto imobiliário recorrente.