O negócio de estacionamento é uma forma de aproveitamento do terreno com baixo investimento inicial e relativa facilidade de entrada, mas o ponto básico para a decisão de investimento é entender com antecedência que não há medida de redução do imposto sobre ativos fixos e que a carga tributária pode ser de 3 a 6 vezes maior do que a de um terreno residencial. Vamos entender corretamente a estrutura tributária e as formas de economia fiscal.
O que é o imposto sobre ativos fixos na operação de estacionamentos?
O imposto sobre ativos fixos é um tributo local pago todos os anos pelos proprietários de imóveis, tomando como base a situação em 1º de janeiro, sobre terrenos, edificações e equipamentos. Como o estacionamento também é tratado como imóvel, ele está sujeito ao imposto sobre ativos fixos, e o benefício fiscal para terreno residencial (redução para 1/6 a 1/3) não se aplica.
Estacionamentos não contam com medida de redução do imposto sobre ativos fixos
No caso de terrenos residenciais, quando se trata de pequeno terreno residencial (até 200㎡), a base de cálculo do imposto é reduzida para 1/6. No entanto, no momento em que o terreno é convertido em estacionamento, ele deixa de ser elegível para a redução e passa a ter custo 3 a 6 vezes maior em comparação com o terreno residencial.
Os equipamentos do estacionamento também estão sujeitos ao imposto sobre ativos fixos (imposto sobre ativos depreciáveis)
Equipamentos como pavimentação asfáltica, máquinas de estacionamento rotativo e cercas também são tributados como ativos depreciáveis. Quanto mais completa for a infraestrutura, maior tende a ser o valor de avaliação, mas, com a depreciação pelo uso e pelo tempo, esse valor cai a cada ano (sem ficar abaixo de 50% do valor de aquisição).
Como calcular o imposto sobre ativos fixos de um estacionamento
Cálculo da parte do terreno
Imposto sobre ativos fixos do terreno = valor de avaliação do imposto sobre ativos fixos × 1,4% (alíquota padrão). O valor de avaliação é calculado com base no valor de referência da via e é revisado a cada três anos.
Cálculo dos equipamentos do estacionamento (ativos depreciáveis)
Imposto sobre ativos fixos dos equipamentos = valor de avaliação do imposto sobre ativos depreciáveis × 1,4%. O valor de avaliação do imposto sobre ativos depreciáveis é estimado, em regra, entre 70% e 80% do custo de aquisição.
Atenção ao imposto de planejamento urbano
Se o estacionamento estiver localizado em área de urbanização, além do imposto sobre ativos fixos, também incidirá o imposto de planejamento urbano (máximo de 0,3%). Assim como no imposto sobre ativos fixos, o cálculo é feito aplicando-se a alíquota sobre o valor de avaliação.
Três formas de economizar no imposto sobre ativos fixos de estacionamentos
① Fazer pavimentação asfáltica para enquadrar o imóvel como terreno para atividade de locação
Ao realizar pavimentação asfáltica, o imóvel pode ser considerado “terreno de estrutura construída”, e há a possibilidade de se enquadrar como “terreno para atividade de locação”, permitindo reduzir o valor de avaliação para lotes de até 200㎡ com base em regra especial da Agência Nacional de Tributação do Japão. Isso tende a ser mais vantajoso do que manter o terreno sem pavimentação e tratado como lote vago.
② Economizar tributos com o tratamento contábil de depreciação em lote dos ativos depreciáveis
Quando o custo de aquisição dos equipamentos ultrapassa 1,5 milhão de ienes, registrá-los como ativos depreciáveis de depreciação em lote, distribuídos ao longo de três anos, pode contribuir para reduzir o imposto de renda corporativo e o imposto de renda. O regime também pode ser usado para equipamentos com valor entre 100 mil e menos de 200 mil ienes.
③ Alterar para um modelo de uso integrado com moradia
Ao mudar para moradia para locação com estacionamento ou uso combinado entre residência e estacionamento, a regra especial para terreno residencial pode passar a ser aplicada, alterando a forma de tributação. O custo de construção aumenta, mas isso também pode criar uma nova fonte de receita.
Perguntas frequentes (FAQ)
Q1. Quanto aumenta o imposto sobre ativos fixos ao transformar o terreno em estacionamento?
A. Como a regra especial para terreno residencial deixa de se aplicar, o imposto sobre ativos fixos pode ficar cerca de 3 a 6 vezes maior em comparação com um lote vago residencial. O valor exato depende do valor de avaliação e da alíquota definida pelo município.
Q2. Os equipamentos de estacionamento rotativo também são tributados?
A. Sim. Máquinas de estacionamento rotativo, asfalto, cercas e outros itens são considerados ativos depreciáveis sujeitos ao imposto sobre ativos fixos. O valor de avaliação costuma ser calculado com referência a 70% a 80% do custo de aquisição dos equipamentos.
Q3. O imposto de planejamento urbano incide sobre todos os estacionamentos?
A. Não. Ele se aplica apenas a estacionamentos localizados em áreas de urbanização. Em áreas de controle de urbanização ou zonas de promoção agrícola, em muitos casos o imposto não se aplica.
Q4. Que tipo de regra especial pode ser usada quando estacionamento e moradia são integrados?
A. Pode haver aplicação da regra especial para terreno residencial (1/6 para pequeno terreno residencial e 1/3 para terreno residencial geral) também à parte do estacionamento. Na prática, é necessário confirmar o enquadramento com a prefeitura ou administração local competente.
Q5. É necessário declarar o imposto sobre ativos depreciáveis do estacionamento?
A. Quando o custo de aquisição dos equipamentos é igual ou superior a 1,5 milhão de ienes, é necessário apresentar declaração ao município até o fim de janeiro de cada ano. Se houver omissão, o contribuinte pode ficar sujeito a penalidades por subdeclaração.