Ao pensar em construir patrimônio, cresce o número de investidores que comparam o iDeCo e o investimento imobiliário. Do ponto de vista da asset location (alocação de ativos), compreender como usar o iDeCo e como combiná-lo com investimentos imobiliários permite maximizar o patrimônio no longo prazo.
O que é asset location? Relação com o investimento imobiliário
Asset location é uma estratégia de investimento que distribui o patrimônio entre várias classes de ativos, como ações, títulos, imóveis e REITs. É amplamente utilizada, de investidores institucionais a investidores individuais, como forma de reduzir o risco de concentração em um único ativo e buscar retornos mais estáveis. O investimento imobiliário desempenha um papel importante dentro dessa asset location.
Por que combinar iDeCo e investimento imobiliário?
Características do iDeCo: benefícios fiscais e gestão de longo prazo
Como as contribuições ao iDeCo são integralmente dedutíveis do imposto de renda, uma pessoa com renda anual de 4 milhões de ienes que contribui com 23 mil ienes por mês pode obter uma economia fiscal anual de cerca de 55 mil ienes. Os ganhos de investimento também são reinvestidos com isenção fiscal, permitindo aproveitar os benefícios dos juros compostos no longo prazo. No entanto, há a restrição de liquidez, já que, em princípio, os recursos não podem ser sacados antes dos 60 anos.
Características do investimento imobiliário: renda recorrente e alavancagem
O investimento imobiliário se destaca pelo efeito de alavancagem obtido com financiamento e pela renda recorrente gerada pelos aluguéis. Com a seleção de imóveis com atenção ao yield gap, é possível alcançar um fluxo de caixa estável. Além disso, por se tratar de um ativo real, também pode oferecer proteção contra a inflação.
Asset location no iDeCo: exemplos práticos por perfil de risco
Baixo risco: foco em títulos (70% a 80%) + ações domésticas
Indicado para investidores que priorizam estabilidade. Ao alocar cerca de 80% em títulos nacionais e internacionais e o restante em ações domésticas e ações de países desenvolvidos, é possível minimizar o risco de variação de preços. Também funciona bem quando combinado, no investimento imobiliário, com imóveis de baixo risco, bem localizados e em conformidade com os padrões sísmicos mais recentes.
Perfil balanceado: 40% a 60% em ações + títulos + REITs
Para quem aceita um nível moderado de risco, concentrar a carteira em ações japonesas e de países desenvolvidos e incluir de 10% a 20% em REITs domésticos permite também participar indiretamente do mercado imobiliário. Ao combinar isso com imóveis físicos, é possível criar um portfólio imobiliário em múltiplas camadas.
Maior risco: 80% em ações + 20% em REITs (sem títulos)
Trata-se de um perfil de alto risco e alto retorno, incluindo ações de mercados emergentes. Para investidores que já possuem imóveis físicos, também é válida a estratégia de concentrar, dentro do iDeCo, os ativos financeiros de maior liquidez, enquanto se garante renda recorrente com os imóveis.
Por que investidores imobiliários devem usar o iDeCo
Quando há renda imobiliária, a renda total aumenta e a carga tributária também tende a crescer. A dedução das contribuições ao iDeCo gera maior benefício fiscal para investidores com alíquota efetiva mais alta, o que cria sinergia com o investimento imobiliário. Tomando como referência a alocação do GPIF (25% em ações domésticas, 25% em ações internacionais, 25% em títulos domésticos e 25% em títulos internacionais), vale estruturar a distribuição de ativos de acordo com sua própria tolerância ao risco.
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Perguntas frequentes (FAQ)
Q. Entre iDeCo e investimento imobiliário, qual deve ter prioridade?
A. Não é necessário escolher apenas um. O ideal é usar o iDeCo como uma acumulação de longo prazo com forte benefício fiscal e, ao mesmo tempo, investir em imóveis com o capital excedente.
Q. Quais são as desvantagens do iDeCo para investidores imobiliários?
A. Como os recursos não podem ser retirados antes dos 60 anos, eles não podem ser usados como capital de oportunidade para aquisição de imóveis. Por isso, é importante utilizá-lo preservando a liquidez disponível em mãos.
Q. Como diferenciar o papel de REITs e imóveis físicos dentro da carteira?
A. Os REITs oferecem alta liquidez e permitem diversificação com pequenos valores, enquanto os imóveis físicos proporcionam maior alavancagem e efeito fiscal. Dentro do iDeCo, uma combinação eficaz é usar REITs para manter liquidez e imóveis físicos para maximizar a rentabilidade.
Q. Qual é o limite máximo de contribuição ao iDeCo?
A. Para autônomos, o limite é de 68 mil ienes por mês; para empregados de empresas sem plano de pensão corporativa, 23 mil ienes por mês; e para servidores públicos, 12 mil ienes por mês (dados de 2024). Para autônomos com renda imobiliária, o limite é mais alto e o efeito de economia fiscal também tende a ser maior.