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O que é o método cost-on? Diferenças em relação à contratação global

Explica de forma clara como funciona o método cost-on. Nesse modelo de contratação, o cliente seleciona diretamente os subcontratados, o que pode elevar a qualidade e deixar as responsabilidades mais claras. O artigo também aborda as diferenças em relação à contratação global, as desvantagens e os cuidados na adoção.

Última atualização: Leitura de cerca de 2 min

Em projetos de construção, ouvimos com frequência comentários como "estamos considerando o método cost-on" ou "não entendemos a diferença em relação à contratação integral". O método cost-on ainda está em fase de difusão no Japão, mas vem atraindo a atenção de incorporadores e proprietários que priorizam a melhoria da qualidade e a definição clara de responsabilidades. Neste artigo, organizamos a estrutura, as vantagens e as desvantagens do método cost-on sob a perspectiva de profissionais do setor.

O que é o método cost-on? Entenda os fundamentos desse modelo de contratação

O método cost-on é uma forma de contratação de obras em que, em um projeto de construção, o contratante (proprietário) firma contratos diretamente com empreiteiras especializadas (subcontratadas), como elétrica, ar-condicionado e instalações sanitárias, sem passar pela construtora principal (empreiteira geral).

Na contratação integral convencional, a estrutura é multinível, com o proprietário → construtora principal → subcontratadas. Já no método cost-on, a construtora principal acrescenta uma taxa de administração (cost-on) e consolida os pagamentos às subcontratadas. Nos Estados Unidos, esse modelo é amplamente difundido como uma forma comum de contratação.

Comparação dos principais modelos de contratação:

  • Contratação integral: proprietário → construtora principal (tudo em um único contrato) → subcontratadas (selecionadas pela construtora principal)
  • Contratação separada: o proprietário firma contratos diretos e individuais com cada empresa especializada
  • Método cost-on: o proprietário seleciona as subcontratadas, e a construtora principal acrescenta a taxa de administração para contratar e gerenciar o conjunto

Quais são as 4 vantagens do método cost-on?

Melhoria da qualidade

Como as subcontratadas podem apresentar propostas diretamente ao contratante, as demandas técnicas são refletidas com precisão na execução. É possível realizar obras com foco na manutenção posterior e no custo operacional, o que torna esse modelo ideal para projetos com alta exigência de qualidade.

Justificativa adequada do valor contratado para os subempreiteiros

Como a taxa de administração é contabilizada de forma explícita, as subcontratadas podem receber integralmente o valor contratado. A compressão provocada por margens intermediárias tende a ocorrer com menos frequência, o que contribui para a estabilidade da gestão dessas empresas.

O contratante pode escolher as empresas executoras

Como o proprietário pode selecionar e negociar diretamente com as subcontratadas, é possível contratar empresas confiáveis, capazes de compreender e atender detalhadamente às suas exigências. Como não há taxa de intermediação, espera-se uma execução de maior qualidade dentro do mesmo orçamento.

Clareza na definição de responsabilidades

Quando ocorre algum problema na obra, fica claro qual empresa é responsável. Na contratação integral, a definição de responsabilidade entre a construtora principal e as subcontratadas tende a ser ambígua, mas no método cost-on a empresa executora assume a responsabilidade diretamente.

Quais são as 3 desvantagens do método cost-on?

Há possibilidade de aumento do custo total da obra

Como os custos de gestão e projeto são acrescidos, existe o risco de o custo total final da obra ficar acima do inicialmente previsto. Além disso, os custos podem variar durante o processo de negociação, o que dificulta a definição do valor final até a conclusão da obra.

A carga de trabalho do contratante aumenta consideravelmente

Diferentemente da contratação integral, o proprietário precisa negociar, contratar e gerenciar individualmente várias subcontratadas. Trata-se de um modelo de contratação que exige conhecimento técnico, disponibilidade de tempo e capacidade de controle de custos.

É comum haver resistência por parte da construtora principal

Como a estrutura tradicional de retenção de margens deixa de existir, na prática, há muitos casos em que a construtora principal demonstra pouca disposição para adotar o método cost-on. Também há projetos em que, no fim, não resta alternativa senão migrar para a contratação integral.

Perguntas frequentes (FAQ)

Q. O que é o método cost-on?

A. O método cost-on é um modelo de contratação de obras em que o proprietário seleciona as subcontratadas (empreiteiras especializadas), enquanto a construtora principal acrescenta a taxa de administração e faz a gestão integrada. Ele é adotado em projetos que priorizam a melhoria da qualidade e a definição clara de responsabilidades.

Q. Qual é a diferença entre a contratação integral e o método cost-on?

A. Na contratação integral, a construtora principal seleciona e gerencia as subcontratadas. Já no método cost-on, o proprietário seleciona as subcontratadas, e a construtora principal atua de forma concentrada na gestão. O nível de envolvimento do proprietário e a clareza das responsabilidades são diferentes.

Q. O método cost-on pode ser utilizado no Japão?

A. Sim, pode ser utilizado, embora sua adoção ainda seja limitada. Nos Estados Unidos ele é comum, mas, como no setor da construção japonês a contratação integral ainda predomina, há casos em que se enfrenta resistência por parte da construtora principal.

Q. Que tipo de projeto é mais adequado ao método cost-on?

A. Ele é indicado para projetos que colocam a qualidade e a clareza das responsabilidades como prioridade máxima. A condição prévia é que o lado do proprietário disponha de conhecimento técnico e recursos de negociação.

Q. O custo total da obra fica mais alto com o método cost-on?

A. Como a taxa de administração é acrescida de forma explícita, o custo aparente pode aumentar em alguns casos. No entanto, é importante avaliar de maneira abrangente o efeito de redução das margens intermediárias e a melhoria de qualidade.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
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