"Shikibiki" é uma prática de locação específica do oeste do Japão e um termo pouco familiar para quem vive no leste do país. Trata-se de um mecanismo em que um valor fixo é deduzido do depósito de garantia antes do reembolso, com regras diferentes das do depósito caução. Neste artigo, explicamos o significado do shikibiki, sua faixa de valores e como evitá-lo.
O que é shikibiki?
Shikibiki é uma prática de locação característica do oeste do Japão, na qual um valor fixo é deduzido do depósito de garantia e o saldo remanescente é devolvido na desocupação. O depósito de garantia é um valor pago pelo inquilino ao locador como caução, e o mais comum é o equivalente a dois meses de aluguel.
Por exemplo, se o aluguel for de 70 mil ienes, o depósito de garantia for de 3 meses e o shikibiki for de 1 mês, o valor devolvido na saída será de 210 mil ienes − 70 mil ienes = 140 mil ienes.
Qual é a diferença entre shikibiki e depósito caução?
No leste do Japão, o depósito caução normalmente é devolvido após a dedução dos custos de reparo, enquanto no shikibiki um valor fixo é descontado independentemente de haver reparos. Na região metropolitana de Tóquio, o valor de mercado do depósito caução costuma ser de 1 a 2 meses de aluguel.
Qual é a faixa de valores do shikibiki?
Segundo dados de pesquisa do SUUMO, o valor médio do depósito de garantia é de cerca de 1,8 mês de aluguel, e o do shikibiki é de cerca de 1,6 mês. No entanto, em imóveis com shikibiki elevado, pode não haver taxa de renovação ou o aluguel pode ser definido em valor mais baixo, por isso é importante comparar pelo custo total.
Como evitar pagar shikibiki?
- Escolher um imóvel zero-zero: imóvel sem depósito de garantia nem shikibiki. No entanto, é preciso atenção a multas contratuais e a aluguéis mais altos
- Verificar o contrato de locação: confira se há menção a "shikibiki" nas cláusulas especiais
Shikibiki não é ilegal?
O shikibiki é considerado válido do ponto de vista jurídico, mas pode conflitar com o artigo 10 da Lei de Contratos do Consumidor, e em alguns casos pode ser considerado inválido se for entendido como "contrário ao princípio da boa-fé e unilateralmente prejudicial aos interesses do consumidor".
Perguntas frequentes (FAQ)
Q. É possível negociar a redução do shikibiki?
Sim, a negociação é possível antes da assinatura do contrato de locação. No entanto, isso depende da decisão do locador ou da imobiliária.
Q. Deve-se evitar imóveis com shikibiki?
Não necessariamente. Em alguns casos, apesar de haver shikibiki, podem existir vantagens como ausência de taxa de renovação ou aluguel mais baixo. É importante fazer uma comparação abrangente de custos.
Q. Quais cuidados o locador deve ter ao estabelecer uma cláusula de shikibiki?
Se o valor do shikibiki for excessivamente alto, o imóvel pode ser evitado por potenciais inquilinos ou até gerar risco de litígio. Defina um valor adequado, alinhado ao mercado, e registre-o claramente no contrato.
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