Skip to content
Real Estate Intelligence
GestãoCOLUMN

Reforma de Banheiro em Imóvel Alugado: Guia de Custos e Momento Ideal para Troca

Explicamos detalhadamente sobre reforma de banheiro com boa relação custo-benefício, incluindo tipos, custos e indicadores de quando trocar. Ideal para proprietários que consideram reforma ou têm problemas com vagas desocupadas.

Última atualização: Leitura de cerca de 13 min

Na hora de escolher um imóvel para alugar, muitos inquilinos dão grande peso às instalações hidráulicas.
Se a localização e o acabamento estão bons mas a unidade fica vaga por muito tempo, o motivo pode estar justamente no banheiro ou na área do vaso sanitário.
Em comparação com cozinha e banheiro completo, reformar apenas o vaso sanitário custa pouco e, mesmo assim, causa um efeito grande na impressão de quem visita o imóvel.
Por isso, este artigo detalha a reforma do banheiro com foco em custo-benefício: tipos de vaso, faixas de preço e o momento ideal para trocar.
Se você está pensando em reformar o banheiro ou está preocupado com a vacância de um imóvel, use este conteúdo como referência.

Na hora de escolher um imóvel para alugar, o banheiro também é um ponto-chave!

Entre os pontos que mais pesam na escolha de um imóvel estão a localização e o entorno, a incidência de sol e a separação entre a área do banho e o vaso sanitário.
No Japão, essa separação entre "box do chuveiro" e "vaso sanitário" em cômodos distintos é um critério de busca tão comum quanto, no Brasil, procurar um apartamento com "banheiro social separado da suíte" ou com mais de um banheiro na unidade — a lógica de fundo, em ambos os casos, é evitar que uma única pessoa tomando banho trave o uso do vaso para o resto da casa.
Muitos candidatos a inquilino buscam justamente essa separação por conta do dia a dia: praticidade quando há visitas, ou simplesmente o desejo de tomar um banho demorado sem se preocupar com quem está esperando para usar o vaso.
O ponto central, no entanto, é a vontade de separar "o local onde se limpa o corpo" do "local onde se faz a necessidade fisiológica".

O vaso sanitário é um objeto que entra em contato direto com a pele, e ao mesmo tempo é o espaço reservado para uma função corporal bastante delicada.
Quando o vaso usado todos os dias está sujo, ou quando o equipamento é antigo e cheio de manchas, isso por si só já transmite uma sensação de falta de limpeza para o imóvel inteiro.
Dos três critérios mais citados na escolha de um imóvel, a única coisa que o proprietário realmente consegue melhorar é a parte hidráulica.

Se o vaso atual está úmido e escuro, exala um cheiro desagradável, ou tem manchas visíveis no assento e na parede, vale a pena considerar uma reforma que transmita uma impressão limpa e iluminada.
Diferentemente de cozinha e banheiro completo, o vaso sanitário costuma exigir uma obra bem menor, e mesmo uma intervenção parcial já melhora bastante a impressão do ambiente.
Um banheiro claro e com sensação de limpeza melhora, por si só, a impressão de todo o imóvel — por isso a reforma do vaso sanitário é também uma medida recomendada contra a vacância.

No Brasil, o raciocínio é o mesmo, mas a régua de comparação costuma ser outra: aqui o "vilão" mais citado nas visitas costuma ser um box de chuveiro com rejunte enegrecido, um vaso sanitário amarelado ou uma válvula de descarga barulhenta e com vazamento — problemas que, assim como no Japão, custam relativamente pouco para resolver diante do impacto que causam na decisão final de quem está visitando o imóvel.

A troca do vaso sanitário em imóvel alugado: qual é o prazo de referência?

O vaso sanitário é usado todos os dias, mas isso não significa que ele dure para sempre até quebrar de vez.
Assim como qualquer equipamento hidráulico, ele tem uma vida útil, e em alguns casos a troca se torna necessária mesmo sem uma quebra evidente.
A seguir, apresentamos o momento e os sinais para considerar a troca.

O prazo médio de troca é de cerca de 10 anos

De forma geral, o prazo de referência para trocar um vaso sanitário no Japão é de 10 anos.
A bacia em si tem vida útil longa, então, sem rachaduras, costuma funcionar bem mesmo depois de passar dos 10 anos.
O problema é que, dez anos depois do lançamento de um modelo, as peças de reposição começam a faltar no mercado, e o desempenho do equipamento cai, dificultando um uso confortável — problemas desse tipo se tornam mais comuns.

Mesmo sem defeito na bacia, a caixa acoplada e o assento com jato de água morna (chamado no Japão de washlet, ou seja, um assento sanitário com bico lavador e água aquecida embutidos) costumam durar de 7 a 10 anos, enquanto tubulações e vedações variam conforme o fabricante, mas em geral ficam em torno de 20 anos como referência para troca.
Trocar um vaso que ainda não quebrou pode parecer estranho para algumas pessoas.
No entanto, uma troca antecipada evita o risco de ficar sem condições de uso do banheiro.
Vale considerar também que, em determinados períodos, atrasos na cadeia de suprimentos de componentes eletrônicos podem alongar o prazo de entrega de um vaso novo, o que reforça a importância de não deixar a decisão só para quando o problema já estourou.
Além disso, trocar com antecedência evita a pressa de decidir às cegas, permitindo comparar preço e função com calma até encontrar o modelo ideal.
Para manter o conforto no uso diário, o recomendável é fazer reparos ou a troca de forma antecipada, tomando o prazo de referência como guia.

No mercado brasileiro, embora não exista um "prazo padrão de 10 anos" tão difundido quanto no Japão, a lógica prática é semelhante: fabricantes nacionais como Deca, Celite, Icasa e Roca também recomendam a substituição de peças internas — como o mecanismo de descarga e os anéis de vedação — a cada poucos anos, e a bacia de louça em si costuma durar décadas sem problema, desde que não sofra impacto físico.

Quais são os sinais de que é hora de trocar?

Embora a vida útil de referência seja de 10 anos, quais sinais indicam, na prática, que está na hora de trocar?
Mesmo sem um problema evidente de uso, se a situação a seguir se aplicar, é um indício de que o vaso está no fim da vida útil.

Está entupindo com mais frequência

Com o uso prolongado, o entupimento se torna praticamente inevitável.
Jogar objetos estranhos ou materiais que não se dissolvem em água, ou usar papel higiênico em excesso de uma vez, faz com que resíduos se acumulem no formato em "S" da tubulação, deixando-a cada vez mais propensa a entupir.

Quanto mais tempo de uso, mais complexa tende a ser a obra necessária para desentupir.
Se o entupimento ocorrer no fundo da tubulação, em alguns casos é necessário até remover o piso para resolver o problema.

Há vazamento de água

Ouvir o barulho de água correndo mesmo sem ter acionado a descarga, notar vazamento no piso, na parede ou na conexão do registro, ou ver água escapando por uma rachadura na bacia — em qualquer desses casos, o vaso está próximo do fim da vida útil e é hora de trocar.
Consertar um vazamento normalmente exige mover o vaso do lugar.
Como é um trabalho de maior porte, o recomendado é não tentar resolver sozinho e chamar um profissional o quanto antes.

A descarga não funciona direito

Quando a alavanca é acionada mas a água não sai como deveria, ou sai em quantidade insuficiente, isso também é um sinal para considerar a troca.
A causa principal costuma estar em peças internas da caixa acoplada, mas o fechamento incorreto do registro, a corrente da boia rompida ou uma torneira-boia e alavanca danificadas também podem ser responsáveis.

Há rachaduras

Vasos de louça têm alta durabilidade e podem ser usados por muitos anos.
Ainda assim, são sensíveis a impactos, e um golpe forte acidental pode causar rachaduras.
Um terremoto também pode ser a causa de uma rachadura — algo especialmente relevante no contexto sísmico do Japão, mas que, no Brasil, encontra um paralelo em impactos de mudança, quedas de objetos ou movimentação de móveis durante uma reforma.
Além disso, mesmo sem rachadura visível, se o assento (o washlet) emitir algum ruído estranho durante o uso, pode ser sinal de defeito interno que exigirá reparo no futuro.

Um vaso rachado entra em contato direto com a pele, então usá-lo assim representa um risco.
Ao notar uma rachadura, mesmo pequena, o recomendável é já providenciar a troca com um profissional.

A sujeira não sai mais, mesmo limpando

Depois de décadas de uso, arranhões e sujeira se tornam mais visíveis, dificultando o conforto de uso.
O interior da bacia tende a ganhar manchas amareladas e enegrecidas conforme o vaso envelhece, tornando a sujeira cada vez mais difícil de remover.
Como a limpeza passa a exigir mais tempo, o momento em que a sujeira não sai mais mesmo com esforço também é uma boa oportunidade para trocar, mesmo sem quebra.

O que acontece se você deixar de trocar?

Mesmo ao chegar ao fim da vida útil, é possível continuar usando o vaso sanitário se não houver uma quebra grande.
No entanto, continuar usando um equipamento deteriorado além da vida útil recomendada aumenta bastante o risco de um uso inseguro.

Por exemplo, um vaso rachado ainda pode ser usado, mas há risco de ferimento, o que não permite dizer que o uso seja seguro.
Além disso, a frequência de defeitos tende a aumentar, então continuar usando sem reformar eleva o custo com consertos, e se as peças de reposição saírem de linha e não puderem mais ser encontradas, a troca terá de ser feita às pressas.
Deixar um problema sem solução não é eficiente, por isso o recomendável é sempre optar pela troca antecipada.

Reformas de banheiro em imóveis alugados: exemplos práticos

A seguir, apresentamos exemplos de reformas de banheiro realizadas em imóveis de locação.

Troca do vaso "estilo japonês" (agachado) pelo vaso sanitário ocidental

O "vaso estilo japonês" é um modelo de bacia rente ao chão, sobre a qual a pessoa se agacha para fazer a necessidade — um formato praticamente extinto em construções novas, mas ainda presente em imóveis mais antigos, algo sem equivalente direto no mercado imobiliário brasileiro, onde o vaso sentado sempre foi o padrão. Nessa reforma, remove-se a bacia e o piso do vaso japonês, faz-se a obra de tubulação e, se necessário, o tratamento da base e a troca do piso e do papel de parede, para então instalar um vaso sentado no estilo ocidental.
Quando o vaso japonês tem um desnível no piso, ou quando se instala um vaso ocidental com função de jato de água morna, pode ser necessário nivelar o piso e instalar uma tomada elétrica, o que eleva o custo da obra.
A instalação, somando o preço do próprio vaso, a mão de obra e o descarte do material antigo, costuma custar entre 50 mil e 200 mil ienes.
Entre as vantagens de trocar o vaso japonês pelo ocidental estão: menor chance de a excreta espalhar para fora da bacia, o que reduz a sujeira; menos esforço para pernas e quadril; e o fato de que a maioria das pessoas está mais acostumada ao uso do vaso ocidental.

Troca do vaso ocidental por um modelo de baixo consumo de água

É a troca de um vaso ocidental por outro vaso ocidental, só que de um modelo com tecnologia de baixo consumo de água.
Trocar um vaso antigo, que usa muita água por descarga, por um modelo moderno de baixo consumo reduz a conta de água.

Por outro lado, como o volume e a pressão de água são menores do que em um vaso japonês, em alguns casos a obra não é viável por conta da pressão disponível na tubulação.
Para quem considera um modelo de baixo consumo, o recomendável é pedir uma vistoria prévia à empresa de reforma para confirmar se a instalação é possível.
Um modelo de baixo consumo também costuma vir com função de economia de energia, o que evita gasto elétrico desnecessário além da economia na conta de água.

Modelos mais recentes ainda trazem funções de autolimpeza e desinfecção, tornando o uso mais confortável depois da reforma.

No Brasil, essa mesma tendência já é bem conhecida: selos como o do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e etiquetas de eficiência hídrica ajudam o consumidor a identificar bacias e válvulas de descarga com consumo reduzido, e a troca de uma válvula de descarga antiga por uma caixa acoplada de duplo acionamento é uma das reformas de melhor custo-benefício em imóveis alugados no país.

Reforma do piso e do revestimento de parede

Além de trocar apenas o vaso, também é possível fazer uma reforma completa, trocando piso e papel de parede.
É possível instalar barras de apoio, trocar o papel de parede e transformar completamente a impressão do ambiente.
Em um banheiro antigo, mesmo sem problema na bacia, cheiro e sujeira podem ter penetrado no papel de parede e no piso, criando um ambiente pouco higiênico.
Trocar por um papel de parede novo, com função antibacteriana e de eliminação de odores, transforma o banheiro em um espaço claro e com sensação de limpeza.
O custo de referência para trocar o piso, incluindo mão de obra, fica em torno de 30 mil a 50 mil ienes, e o papel de parede, em torno de 60 mil a 80 mil ienes.

Troca do porta-papel e do porta-toalhas

Só trocar pequenos acessórios já muda a impressão do banheiro.
Renove o porta-toalhas enferrujado e o porta-papel desbotado por modelos com um visual mais atual.
Como a troca pode custar poucos milhares de ienes, é possivelmente a reforma com melhor custo-benefício de todas.

Reforma da porta

Trocar uma porta antiga por uma nova já deixa o banheiro com uma sensação mais clara e renovada.
As portas de banheiro têm grande variedade de design, incluindo muitos modelos com visual moderno.
Além disso, por conta do bom desempenho funcional, também é possível esperar um efeito de reduzir odor e ruído.

Em imóveis voltados a idosos, uma porta de correr, mais fácil de abrir e fechar, costuma ser mais indicada.
Já em imóveis pequenos, uma porta sanfonada, que exige menos espaço, é uma boa opção.

Existem muitos tipos de vaso sanitário!

Para se aproximar o máximo possível do resultado ideal na reforma, também é importante conhecer os tipos e as características de cada vaso sanitário.
Os modelos são bastante variados e podem ser divididos, de forma geral, em quatro grandes categorias.
A seguir, apresentamos as características, vantagens e desvantagens de cada tipo.

Vaso de duas peças (caixa acoplada convencional)

É o tipo mais difundido: uma bacia com caixa de descarga acoplada, combinada com um assento sanitário à parte.

Vantagens e desvantagens

A vantagem do vaso de duas peças é o preço mais baixo, além de permitir combinar livremente o assento com as funções desejadas, sem desperdício.
Também é possível escolher se o topo da caixa terá ou não uma pia de lavar as mãos embutida.
Como só a peça danificada precisa ser trocada, o custo de manutenção tende a ser menor.
Como desvantagem, não é possível dar descarga em sequência enquanto a caixa não enche de água novamente, além de ter mais cantos e reentrâncias, o que dificulta a limpeza.

Vaso monobloco

É o tipo em que bacia, caixa e assento formam uma peça única.
Pode ser escolhido com ou sem pia de lavar as mãos embutida.
Tem visual mais elegante, mas custa mais caro do que o vaso de duas peças.

Vantagens e desvantagens

A vantagem do vaso monobloco é o design sem reentrâncias, que facilita a limpeza.
Também pode ser instalado em locais com pressão de água mais baixa.
Permite escolher pia embutida ou não, e a abertura para lavar as mãos costuma ser mais ampla do que no vaso de duas peças, o que facilita o uso.
Como desvantagem, custa mais do que o vaso de duas peças, e, em caso de defeito, normalmente é preciso trocar o conjunto inteiro, incluindo a bacia.
Assim como o vaso de duas peças, também não permite descarga contínua enquanto a caixa não enche novamente.

Vaso sem caixa (tankless)

É o tipo em que o assento com jato de água morna já vem integrado à bacia, sem caixa de descarga separada.
Por não ter caixa, fica mais compacto, e o design simples tem ganhado popularidade.

Vantagens e desvantagens

Com design elegante e sem altura de caixa, esse tipo pode ser instalado até em espaços estreitos, dando a sensação de um banheiro mais amplo.
Também tem design sem reentrâncias, o que facilita a limpeza.
Muitos modelos têm tecnologia de baixo consumo de água e permitem descarga contínua, o que traz mais conforto no uso.
Como desvantagem, o preço do vaso em si costuma ser mais alto, e, por não ter pia embutida, é preciso instalar uma separadamente.
Além disso, em caso de defeito no assento com jato de água morna, muitas vezes é preciso trocar o vaso inteiro, e alguns modelos não podem ser instalados em locais com pressão de água baixa.

Banheiro modulado ("system toilet")

É o conjunto que reúne, além da bacia e da pia, armários, prateleiras, barras de apoio e espelho, tudo coordenado como um sistema único.
Ao optar por esse modelo, é possível transformar completamente o ambiente do banheiro.

Vantagens e desvantagens

O banheiro modulado é vendido em kit e permite reformar o ambiente em pouco tempo (cerca de um dia), seguindo exatamente o catálogo do fabricante.
Escolhendo a versão com armários, é possível guardar objetos pequenos e utensílios de limpeza, deixando o banheiro com aspecto mais organizado.

Também é possível aproveitar a rede hidráulica já existente para instalar a pia, sem exigir uma obra de grande porte.
Como desvantagem, a instalação costuma levar mais tempo do que outros tipos de vaso, e não é indicado para banheiros muito pequenos.

Em caso de defeito no assento, às vezes é preciso trocar tudo, incluindo a pia e o balcão.

O assento do vaso sanitário também tem vários tipos

O vaso sanitário ocidental não varia só no formato da bacia — o assento também tem diversos tipos.
É importante entender a função e a vantagem de cada um antes de escolher.

Assento comum

O assento comum é o modelo mais básico, sem função de jato de água morna nem aquecimento.
O formato do assento pode ser oval (tipo O) ou em U.
Por não ter função especial, não consome eletricidade, o que reduz o risco de defeito e também o custo de instalação e de uso.

Assento aquecido

É o assento equipado com função de aquecimento.
O assento aquecido esquenta a parte onde a pessoa se senta, o que permite usá-lo com conforto mesmo no frio do inverno, sem sentir o desconforto do assento gelado.

Normalmente é possível ajustar a temperatura, mas, como o aquecimento fica ligado o tempo todo, há consumo de energia mesmo fora de uso.
Deixar a tampa aberta aumenta ainda mais o gasto de energia, por isso é recomendável fechá-la quando não estiver em uso.
Modelos mais recentes já contam com função de economia de energia.

Assento com jato de água morna (o "washlet")

O assento com jato de água morna é aquele equipado com bidê de água aquecida e, na maioria dos casos, também com função de aquecimento do próprio assento.
No Japão, esse tipo de assento é popularmente chamado de washlet — nome que, na origem, é uma marca registrada da fabricante TOTO, mas que se popularizou como sinônimo do produto, da mesma forma que "gilete" virou sinônimo de lâmina de barbear no Brasil.
Vale explicar, para quem não tem essa referência: trata-se de um vaso sanitário equipado com um pequeno bico que projeta um jato de água morna para higienizar a região íntima após o uso, dispensando ou complementando o papel higiênico — uma tecnologia amplamente disseminada no Japão, presente até em banheiros públicos e de shopping, mas ainda pouco comum no dia a dia brasileiro, onde o hábito predominante é o uso de papel higiênico (e, em muitas casas, também da ducha higiênica manual, instalada ao lado do vaso).
Esse tipo de assento tem principalmente dois sistemas: o de reservatório e o instantâneo.
No sistema de reservatório, a água é armazenada aquecida em um pequeno tanque interno, e o preço de compra costuma ser mais baixo do que o do sistema instantâneo.
Por outro lado, como a água fica aquecida o tempo todo, há gasto de energia mesmo sem uso constante — essa é a principal desvantagem.

Além disso, como não é possível armazenar mais água do que a capacidade do reservatório, o uso contínuo pode fazer a água esfriar.
Já no sistema instantâneo, a água é aquecida apenas no momento do uso, o que reduz o gasto de energia em comparação ao sistema de reservatório, além de eliminar o risco de a água esfriar no meio do uso.
Em compensação, como o sistema instantâneo é mais caro que o de reservatório, o custo inicial de instalação é maior.

Para o público brasileiro, vale reforçar: instalar um assento desse tipo em um imóvel de locação é, hoje, um diferencial competitivo bastante forte, já que poucos concorrentes locais oferecem essa função — mas também exige, quase sempre, um ponto de tomada elétrica próximo ao vaso sanitário, algo que nem todo banheiro brasileiro mais antigo já possui de fábrica, e que pode representar um custo extra de instalação elétrica além do preço do próprio equipamento.

Funções populares em reformas de banheiro

O vaso sanitário ocidental conta com diversas funções úteis, como prevenção de sujeira e odor, além de economia de água.
Combinar algumas dessas funções torna o uso ainda mais confortável.
A seguir, apresentamos as funções mais populares em reformas de banheiro.

Funções que evitam sujeira e odor

Para reduzir ao máximo a sujeira, vale escolher um vaso com função de limpeza automática.
A cada descarga, o próprio vaso se limpa automaticamente, o que dificulta o acúmulo de sujeira e facilita manter um estado limpo.
Além disso, escolher um modelo com material que dificulta a aderência de sujeira, ou com superfície pouco porosa e fácil de limpar, também reduz o trabalho de manutenção.
Quando o odor do banheiro incomoda, um modelo com função de eliminação de odores também é uma boa recomendação.
Com essa função, é possível reduzir o odor incômodo sem precisar usar desodorizador ou aromatizador, mantendo o ambiente agradável.

Função automática

A função automática abre e fecha a tampa sozinha.
Um sensor detecta a presença da pessoa e aciona a abertura, o que evita o trabalho de abrir e fechar manualmente e também reduz o risco de esquecer a tampa aberta, contribuindo para economizar energia.

Alguns modelos também têm a função de alternar automaticamente entre descarga grande e pequena, com base no tempo em que a pessoa ficou sentada.

Luz auxiliar noturna

A luz auxiliar ilumina, com uma luz suave, o interior da bacia e a área dos pés.
Como a iluminação é discreta, é possível usar o banheiro à noite sem se incomodar com um clarão forte.

Funções de economia de água e energia

Para quem quer reduzir a conta de luz e de água, vale escolher um vaso com função de economia de água e energia.
Vasos modernos com tecnologia de baixo consumo conseguem dar uma descarga eficiente mesmo com pouca água, reduzindo bastante o volume utilizado em comparação a modelos sem essa função.

Para quem quer economizar energia, também vale escolher um modelo que ajuste automaticamente a temperatura da água e do assento.

Barras de apoio e encosto

Instalar barras de apoio e encosto aumenta a praticidade do banheiro.
Além da barra horizontal comum, existem modelos em L, que ajudam na hora de se levantar, e modelos dobráveis, que podem ser recolhidos quando não estão em uso.

Como a maioria dos vasos ocidentais permite instalação posterior, vale considerar a instalação sempre que sentir necessidade.

Preste atenção também ao tipo de porta-papel

Para usar o banheiro com mais conforto, também vale prestar atenção ao tipo de porta-papel.
Na hora de escolher, modelos com troca fácil e que facilitam guardar um rolo reserva são os mais recomendados.

Um porta-papel do qual o rolo pode ser retirado apenas levantando-o por baixo permite trocar sem estresse.
Além disso, para não ficar sem papel na hora de trocar, modelos com um compartimento inferior para guardar reserva também são bastante populares.

Escolha equipamentos e funções pensando no perfil do morador

Na hora de reformar o banheiro, é importante escolher equipamentos e funções alinhados ao perfil dos moradores.
Considere se o imóvel é voltado a solteiros ou famílias, se o público é mais jovem ou mais idoso, e leve em conta também a localização e o perfil do bairro na hora de decidir o conteúdo da reforma.

Por exemplo, em um estúdio para solteiro no centro da cidade, um banheiro compacto já é suficiente, e barras de apoio não costumam ser necessárias.
Já em um imóvel voltado a idosos, instalar barras de apoio se torna um diferencial forte para atrair candidatos.
Para famílias, pensando também no auxílio a crianças pequenas, um espaço com um pouco mais de folga tende a ser mais prático.
Como o banheiro é usado todos os dias, o conforto de uso é um fator extremamente importante, e influencia diretamente na permanência do morador por mais tempo — por isso vale escolher funções e equipamentos pensando sempre no perfil de quem vai morar ali.

Os custos da reforma do banheiro

A seguir, apresentamos a faixa de preço e o prazo de obra de referência para a reforma do banheiro.
Também explicamos casos em que é possível usar o seguro de cuidados de longo prazo, para quem estiver considerando essa opção.

Valores de referência e prazo de obra

O custo e o prazo da reforma do banheiro variam conforme o tipo de obra.
A seguir, veja os valores de referência e o prazo estimado conforme o tipo de reforma, da obra completa às intervenções parciais.

Na troca do vaso ou apenas do assento, o preço varia conforme o padrão do novo equipamento escolhido.
Quanto mais funções — como automação ou economia de água e energia —, maior tende a ser o custo.
Além disso, o modelo sem caixa (tankless) costuma ser mais caro do que o modelo com caixa acoplada, por isso vale escolher a função e o padrão de acordo com o perfil dos moradores.
Em alguns municípios japoneses, existem subsídios para reformas de banheiro, mas as condições variam conforme a localidade.
Em alguns casos o subsídio é restrito a imóveis ocupados pelo próprio dono, então, antes de reformar, o recomendável é confirmar com antecedência junto à prefeitura local.

É possível usar o seguro de cuidados de longo prazo mesmo em imóvel alugado

No sistema japonês de seguro de cuidados de longo prazo (kaigo hoken) — um seguro público voltado a idosos e pessoas com necessidade de assistência, sem equivalente direto no sistema brasileiro de saúde —, existe um subsídio para o custo de obras de adaptação residencial voltadas ao cuidado domiciliar.
Em regra, o requisito é que o imóvel seja residência do próprio segurado, mas, cumprindo certas condições, também é possível usar esse subsídio em imóvel alugado.

As reformas elegíveis para o subsídio incluem:

- instalação de barras de apoio
- eliminação de desníveis no piso
- troca da porta por um modelo de correr
- troca do vaso japonês pelo vaso ocidental

O custo da obra necessária para realizar essas intervenções também é coberto pelo subsídio.
Usando o seguro de cuidados de longo prazo, o valor coberto vai até 200 mil ienes, independentemente do grau de dependência (apoio ou cuidado), mas, como no mínimo 10% fica a cargo do próprio segurado, o valor máximo de fato reembolsado fica em 180 mil ienes.
Além disso, como o benefício só pode ser usado pelo próprio morador segurado, é necessário que a pessoa realmente resida no imóvel que será reformado.

No Brasil, não existe um subsídio equivalente ligado a um seguro público de cuidados de longo prazo, mas idosos e pessoas com deficiência podem, em alguns municípios e estados, ter acesso a programas específicos de adaptação de moradia, além de poderem negociar diretamente com o proprietário a divisão do custo de barras de apoio e outras adaptações de acessibilidade — um ponto que vale sempre esclarecer no contrato de locação antes do início da obra.

Fabricantes de vasos sanitários recomendados para imóveis de locação

Entre quem está pensando em reformar o banheiro, muitos têm dúvida sobre qual fabricante escolher e no que cada um se diferencia.
Por isso, apresentamos a seguir as características dos principais fabricantes japoneses de vasos sanitários recomendados para imóveis de locação, junto com suas funções de destaque, para ajudar na hora de decidir.
Vale lembrar, para o leitor brasileiro, que esses nomes correspondem, em posição de mercado, a marcas como Deca, Celite, Icasa ou Roca no Brasil — fabricantes de referência no segmento de louças e metais sanitários.

TOTO

A TOTO, conhecida por ter desenvolvido o assento com jato de água morna (o washlet), é uma das empresas líderes de mercado entre os fabricantes de vasos sanitários no Japão.
Modelos populares como Neorest e Pureste se destacam pelo cuidado com a resistência à sujeira e a facilidade de manutenção.

[Funções recomendadas]

- Água de limpeza gerada automaticamente
Uma água de limpeza, gerada automaticamente a partir da própria água comum, é pulverizada dentro da bacia antes e depois do uso, dificultando a aderência de sujeira.
Sem uso de detergentes ou produtos químicos, a sujeira é removida por um composto especial contendo ácido hipocloroso, gerado automaticamente a partir da própria água.
Como o composto volta a ser água comum depois de um tempo, não é necessário dar descarga imediatamente, o que também é um ponto positivo.

- Formato sem borda interna, de fácil limpeza, com função antiaderência de sujeira
Os vasos da TOTO não têm a borda interna onde a sujeira costuma se acumular.
Além disso, a superfície da bacia recebe um tratamento hidrorrepelente que dificulta a aderência de sujeira, facilitando a limpeza e a manutenção do banheiro.

- Função de desodorização automática
A função "Nioi Kirei" da TOTO aprende o horário de uso diário do morador e começa a funcionar antes mesmo do uso, desodorizando automaticamente o ambiente.
Além disso, o odor capturado é tratado com a própria água de limpeza gerada pelo sistema, mantendo o ambiente sempre limpo.

Panasonic

A Panasonic, uma das grandes fabricantes de eletrodomésticos do Japão, é conhecida pela linha de vasos sem caixa Arauno, e tem boa aceitação tanto pela funcionalidade quanto pelo design.

[Funções recomendadas]

- "Bolhas que arrasam a sujeira"
Usando um detergente comum de cozinha, o sistema limpa o interior da bacia com uma grande quantidade de espuma a cada descarga.
Ao gerar bolhas de diferentes tamanhos, o sistema remove desde a sujeira mais leve até a mais pesada, reduzindo bastante o trabalho de limpeza.

- Material "Sugopika"
Os vasos da Panasonic não são feitos de louça convencional, e sim de um material orgânico à base de vidro, chamado Sugopika, que repele resíduos de calcário e dificulta a aderência de sujeira.
Por ser resistente a arranhões, também permite o uso de escova na limpeza.

- Tripla proteção contra respingos
O Arauno conta com três tipos de proteção — contra respingo para frente, para trás e por baixo — usando a própria espuma como amortecedor, o que evita a sujeira causada por respingos.

LIXIL

A LIXIL é um dos fabricantes mais populares do Japão, na sequência da TOTO.
Oferece produtos com bom nível de design e função por um preço relativamente acessível.

[Funções recomendadas]
- Aqua Ceramic

Os vasos da LIXIL usam um material novo chamado Aqua Ceramic.
Em comparação com a louça convencional, esse material dificulta a aderência de calcário e sujeira.

- Desinfecção interna da bacia
A função de desinfecção interna usa íons de plasma para higienizar até áreas que a água não alcança, como a parte de trás do assento e ao redor do bico lavador.
Também ajuda a reduzir a geração de odores.

Asahi Eito

A Asahi Eito é uma empresa que fabrica e comercializa equipamentos hidráulicos em geral, como gabinetes de banheiro, vasos sanitários e boxes de banheira.
Além da bacia em si, a empresa também trabalha com assentos de jato de água morna e assentos aquecidos.

[Funções recomendadas]

- Função de economia de água
Os vasos da Asahi Eito conseguem uma redução de água de quase 70% em comparação com modelos convencionais.
Como o volume de água usado é menor, também é possível esperar economia na conta de água.

- Revestimento antiaderente
A linha Edy, da Asahi Eito, adota como padrão um revestimento que dificulta a aderência de sujeira.
Ao aplicar esse revestimento, as reentrâncias da superfície da bacia desaparecem, o que facilita a limpeza e dificulta o acúmulo de sujeira.

Neste artigo, tratamos da reforma do banheiro em imóveis de locação: o momento de referência para a troca, exemplos de reforma, tipos de vaso sanitário e funções populares.
Ao notar problemas como entupimento frequente ou vazamento de água, o recomendável é agir o quanto antes, antes que isso vire motivo de reclamação por parte do morador.
Além disso, na hora de decidir entre uma reforma completa ou uma intervenção parcial, e qual função de vaso escolher, o perfil dos moradores é sempre o fator decisivo.
Escolher a obra e o tipo de vaso adequados ao perfil de quem mora no imóvel é o ponto central para o sucesso da reforma.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito