Skip to content
Real Estate Intelligence
ASSOCIATES

Por que quando negados as pessoas entram em "defesa" e evitam os desafios

Explicação psicológica do mecanismo de defesa e indefensividade aprendida, e como a segurança psicológica e a mentalidade de crescimento superam as barreiras ao desafio.

Última atualização: Leitura de cerca de 4 min

"Esse projeto não vai passar", "Ainda é cedo para você". No ambiente de trabalho, quem não teve a experiência de receber esse tipo de palavras negativas? Uma única negação pode afetar profundamente nosso coração, e eventualmente nos fazer perder a própria vontade de desafiar, pensando "de qualquer forma, é impossível". Isso não é apenas uma questão de humor, mas um movimento universal da mente humana explicável pela psicologia.

Nós, INA&Associates, tendo como visão "tornar-se a empresa de investimento em talentos nº 1 do mundo", visamos uma sociedade em que todas as pessoas possam exercer ao máximo suas possibilidades. Para isso, é indispensável entender as barreiras psicológicas que impedem os desafios e ter o conhecimento para superá-las. Neste artigo, explicamos do ponto de vista da psicologia por que a negação coloca o coração das pessoas em "defesa" e elimina a opção de desafio. Espero que este artigo seja de ajuda para o desenvolvimento de talentos ou para o crescimento pessoal.

O que é mecanismo de defesa? A razão pela qual o escudo mental que protege o eu impede os desafios

O mecanismo de defesa é um mecanismo psicológico que funciona inconscientemente para proteger a mente da ansiedade e do estresse. No entanto, quando esse "escudo mental" funciona em excesso, também pode se tornar a causa que impede a vontade de crescer e desafiar.

Quando nos deparamos com situações difíceis ou sofrimento mental, a mente tenta inconscientemente proteger o eu. Esse funcionamento psicológico é o mecanismo de defesa proposto pelo fundador da psicanálise Sigmund Freud.

O psiquiatra de Harvard George Vaillant classificou o mecanismo de defesa por seu grau de maturidade. Essa classificação é muito útil para entendermos objetivamente nosso próprio estado psicológico.

Classificação Características Exemplos concretos
Defesa imatura Tenta proteger o eu distorcendo muito a realidade. Embora fique aliviado no curto prazo, está longe da resolução do problema e tem alto risco de prejudicar os relacionamentos humanos. Negação: não reconhece a própria existência do problema. Projeção: sente como se o outro tivesse as próprias emoções negativas.
Defesa neurótica Reprime emoções ansiosas ou justifica com razões plausíveis. Embora a adaptação à vida social seja possível, os conflitos internos tendem a persistir. Racionalização: pensa em razões para justificar o fracasso. Formação reativa: toma atitudes opostas às emoções verdadeiras.
Defesa madura Tenta aceitar a realidade e converter o estresse em energia construtiva. Leva à estabilidade mental, crescimento e bons relacionamentos humanos. Sublimação: converte emoções negativas em ações de valor social. Humor: transforma situações difíceis em risos e ameniza a seriedade.

Ao receber feedback negativo, muitas pessoas tendem inconscientemente a recorrer à "defesa imatura" ou "defesa neurótica". Por exemplo, ao receber uma indicação rigorosa do supervisor, racionaliza com "só a forma de falar foi ruim, o conteúdo não está correto" ou nega com "não sou avaliado", amenizando temporariamente o ferimento mental. No entanto, essas reações não levam à resolução fundamental do problema, mas fecham o próprio caminho para os desafios.

Por que surge a indefensividade aprendida? A psicologia da resignação que diz "de qualquer forma é inútil"

A indefensividade aprendida é o estado em que se aprende pela repetição de experiências negativas que "não se pode mudar os resultados com o próprio esforço". Quando se cai nesse estado, mesmo havendo oportunidades de novos desafios, não se consegue agir.

Quando as experiências negativas se repetem, mudanças ainda mais arraigadas ocorrem em nosso coração. Isso é o estado chamado de indefensividade aprendida. Esse é um conceito proposto pelo psicólogo Martin Seligman, que se refere ao fenômeno em que, como resultado de ter aprendido que "não se pode controlar os resultados com as próprias ações e esforços", fica-se apático diante de todas as situações e perde-se a vontade de desafiar.

Quando se cai nesse estado, a pessoa, mesmo diante de oportunidades de novos desafios, pensa "de qualquer forma vai fracassar novamente" e "fazer não adianta" e desiste antes de agir. Isso ocorre porque das experiências negativas passadas, um padrão cognitivo de que "esforço e resultado não estão conectados" foi formado. Esse estilo de pensamento também é relacionado na psicologia com o pensamento fixo (Fixed Mindset).

A indefensividade aprendida não afeta apenas o problema individual, mas também tem impacto sério em toda a organização. Em ambientes de trabalho em que os desafios não são avaliados e os fracassos são severamente condenados, os funcionários gradualmente caem na indefensividade aprendida. Como resultado, a cultura de desafio é perdida de toda a organização, a inovação estagna e o crescimento sustentável se torna impossível de esperar.

O que é necessário para mudar de "defesa" para "desafio"?

A chave para cortar a cadeia da negação está na mentalidade de crescimento (Growth Mindset) e na segurança psicológica. A crença de que a capacidade cresce com esforço e o ambiente organizacional em que se pode desafiar com tranquilidade mudam as pessoas de "defesa" para "ataque".

A mentalidade de crescimento proposta pela psicóloga de Stanford Carol Dweck é a crença de que "a capacidade e inteligência humanas podem ser expandidas por esforço e experiência". Pessoas com essa mentalidade entendem o fracasso não como prova de falta de capacidade, mas como uma valiosa oportunidade de aprendizado para o crescimento.

A razão pela qual nós, INA&Associates, insistimos na palavra "talento" é justamente porque colocamos essa mentalidade de crescimento na raiz da cultura organizacional. Acreditamos nas possibilidades infinitas de todos os funcionários e encorajamos a agir sem temer o fracasso. O fracasso não é o fim, mas parte do processo que leva ao sucesso.

E o solo indispensável para enraizar essa mentalidade de crescimento na organização é a segurança psicológica. A segurança psicológica refere-se ao estado em que se pode exprimir os próprios pensamentos e sentimentos com qualquer pessoa com tranquilidade na organização. Concretamente, é o estado em que se pode acreditar que "neste time, não serei ridicularizado nem punido" mesmo se se tomar ações arriscadas nos relacionamentos interpessoais. Em um ambiente em que a segurança psicológica está garantida, os funcionários podem propor novas ideias e expressar opiniões construtivas sem temer o fracasso. Isso se torna a força motriz que cultiva a cultura de desafio de toda a organização e gera inovação.

Conclusão: para cultivar uma cultura de desafio

Neste artigo, explicamos a partir da perspectiva do mecanismo de defesa, indefensividade aprendida e teoria de mentalidade, como as experiências negativas colocam o coração das pessoas em "defesa" e como roubam a vontade de desafiar. A negação aciona o mecanismo de defesa que é temporariamente um escudo mental, e quando se repete, leva à indefensividade aprendida de "de qualquer forma é inútil". A chave para cortar esse ciclo negativo está na mudança para a mentalidade de crescimento individual e na segurança psicológica da organização que a apoia.

Nós, INA&Associates, acreditamos que a essência da gestão corporativa não está na busca de lucros de curto prazo, mas na busca do crescimento sustentável sob uma visão clara. O núcleo disso é o desenvolvimento de "talentos" que continuam desafiando. Organizar um ambiente em que os fracassos são tolerados e todos os funcionários podem desafiar com tranquilidade é o investimento mais seguro que abre o futuro. Se este artigo se tornar uma oportunidade para reconsiderar a forma de comunicação em sua própria organização ou equipe e dar um passo para cultivar uma cultura que elogia os desafios, não há alegria maior.

Perguntas frequentes

Q1. O mecanismo de defesa é algo ruim?

A1. O próprio mecanismo de defesa não é algo ruim. É uma reação natural necessária para proteger a mente. O que se torna um problema é quando se continua dependendo de mecanismos de defesa imaturos e não se consegue encarar a realidade de frente, perdendo oportunidades de crescimento. Ao utilizar conscientemente a "defesa madura" como sublimação e humor, pode-se converter o estresse em energia construtiva.

Q2. Como sair da indefensividade aprendida?

A2. Primeiro, é importante acumular pequenas experiências de sucesso. Ao lentamente recuperar a sensação de que "os resultados mudam se me esforçar", começa a transição do pensamento fixo para a mentalidade de crescimento. O suporte do ambiente e a existência de um ambiente psicologicamente seguro também ajudam na recuperação.

Q3. Como líder, o que fazer para que os subordinados não entrem em "defesa"?

A3. O mais importante é mostrar a postura de não responsabilizar pelo fracasso, mas avaliar o processo que desafiou. Além disso, realiza-se o feedback focado não na personalidade, mas na ação, e tem-se cuidado com a comunicação de tipo diálogo que considera junto a direção concreta para a melhoria.

Q4. O que fazer primeiro para criar uma organização com alta segurança psicológica?

A4. É que o próprio líder compartilhe abertamente suas fraquezas e fracassos por iniciativa própria. Ao o líder não fingir perfeição e narrar experiências aprendidas de seus próprios fracassos, os membros também conseguem se sentir tranquilos para expressar opiniões e desafiar.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito