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Como elevar a perspectiva de trabalho: métodos práticos e abordagens organizacionais

Metodologia concreta para elevar a perspectiva no trabalho, capturando as coisas com visão ampla, longo prazo e considerando toda a organização.

Última atualização: Leitura de cerca de 3 min

No ambiente corporativo atual, elevar o próprio ponto de vista sobre o trabalho — o que em japonês se chama shiza (視座), literalmente "o lugar de onde se olha" — tornou-se um elemento indispensável tanto para o crescimento individual quanto para o desenvolvimento da organização. Elevar esse ponto de vista não significa apenas executar bem as tarefas que estão à sua frente, mas desenvolver a capacidade de enxergar os acontecimentos a partir de um campo de visão mais amplo, considerando o impacto das próprias ações sobre a organização como um todo e sobre a sociedade.

Este artigo apresenta, de forma detalhada, metodologias concretas e abordagens práticas para elevar esse ponto de vista em relação ao trabalho — um conceito que, embora não tenha um equivalente de uso corrente no vocabulário corporativo brasileiro, dialoga diretamente com temas já familiares por aqui, como visão sistêmica, protagonismo e maturidade de carreira.

Qual é o significado essencial de elevar o próprio ponto de vista?

Elevar o ponto de vista significa adquirir a capacidade de enxergar as situações sob múltiplos ângulos, tomar decisões com uma perspectiva de longo prazo e considerar os interesses de todas as partes envolvidas ao decidir. Não se trata de subir de cargo nem de acumular mais autoridade formal — é uma mudança de postura mental que pode ocorrer em qualquer nível hierárquico.

Nível de ponto de vista Característica Padrão de comportamento
Nível individual Foco nas próprias tarefas Executar com segurança o trabalho designado
Nível de equipe Considera a equipe como um todo Prioriza a colaboração com os colegas
Nível de departamento Consciente das metas do departamento Também leva em conta o ajuste com outros departamentos
Nível de gestão Compreende a direção da empresa como um todo Toma decisões com visão de longo prazo

Na INA&Associates, as pessoas são posicionadas como o ativo mais importante da empresa, e a empresa se dedica a construir um ambiente em que cada colaborador desenvolva um ponto de vista elevado e possa agir de forma autônoma. Vale um parênteses cultural aqui: no Brasil, a linguagem de RH costuma diferenciar "capital humano" de "recurso humano" de maneira parecida — o primeiro termo enfatiza a pessoa como fonte de valor a ser desenvolvida, o segundo trata a mão de obra como um insumo entre outros. A distinção japonesa entre os termos "jinzai" (人材, escrito com o caractere de "material") e "jinzai" (人財, escrito com o caractere de "tesouro" ou "patrimônio"), ambos pronunciados da mesma forma, carrega essa mesma tensão: empresas que adotam deliberadamente a grafia com "tesouro" — como é o caso da INA&Associates — estão sinalizando publicamente que tratam as pessoas como patrimônio a ser valorizado, e não como um recurso substituível. É um jogo de palavras específico da língua japonesa, sem equivalente sonoro no português, mas o efeito prático é comparável ao de uma empresa brasileira que escolhe falar em "desenvolvimento de pessoas" em vez de "gestão de recursos humanos".

Quais são os métodos concretos para elevar o ponto de vista?

Desenvolver uma mentalidade de crescimento e reexaminar o próprio papel a partir da perspectiva da gestão da organização é o primeiro passo para elevar o ponto de vista.

Primeiro, é fundamental reexaminar o próprio papel a partir da perspectiva da gestão organizacional. Trata-se de entender que impacto o próprio trabalho gera sobre a organização como um todo e cultivar o hábito de pensar como se pode contribuir para objetivos maiores. No contexto brasileiro, isso se aproxima do que muitas empresas chamam de "pensar como dono" (ownership), um conceito bastante difundido em programas de liderança por aqui.

Em seguida, é importante investir no aprimoramento da capacidade de gestão. Mesmo para quem não ocupa cargo de chefia, habilidades como autogestão, gestão do tempo e gestão de projetos são essenciais — competências que, no Brasil, costumam aparecer sob o guarda-chuva de "soft skills" nos planos de desenvolvimento individual (PDI).

Ter uma perspectiva voltada ao desenvolvimento de pessoas também é eficaz. Apoiar o crescimento de colegas mais novos ou de mesma hierarquia ajuda a incorporar naturalmente o olhar de quem ensina — algo equivalente à prática de mentoria formal, cada vez mais comum em empresas brasileiras de médio e grande porte.

Método prático Ação concreta Efeito esperado
Ampliação da coleta de informações Tornar hábito o acompanhamento de tendências do setor e a análise da concorrência Aquisição de uma visão panorâmica do mercado
Intercâmbio com outros departamentos Troca regular de informações e participação em projetos conjuntos Melhor compreensão da organização como um todo
Atividades de mentoria Orientação de colegas mais novos e compartilhamento de conhecimento Aquisição de uma perspectiva de educador
Treinamento de pensamento estratégico Elaboração de planos de longo prazo e análise de cenários Desenvolvimento de uma perspectiva de gestão executiva

Por que elevar o ponto de vista é importante para a organização?

Quando cada colaborador passa a ter um ponto de vista elevado, a colaboração entre departamentos se fortalece e as decisões passam a ser tomadas com base na otimização do conjunto, e não apenas de cada área isoladamente.

A elevação do ponto de vista em nível organizacional tem um impacto ainda maior do que o crescimento individual isolado. Quando aumenta o número de colaboradores com um olhar mais amplo, a densidade de liderança de toda a organização se eleva, tornando possível responder de forma rápida e adequada em um ambiente de negócios em constante mudança — uma preocupação que ecoa a de empresas brasileiras diante da volatilidade econômica e regulatória do país.

Programas de treinamento, sistemas de mentoria e rodízio de funções (job rotation) são algumas das diversas iniciativas necessárias para apoiar, de forma organizada, a elevação desse ponto de vista. No Brasil, o rodízio de funções ainda é menos difundido do que no Japão, onde é uma prática tradicional de formação de quadros; aqui ele aparece com mais frequência em programas de trainee de grandes corporações.

Quais desafios surgem na prática de elevar o ponto de vista?

A correria do dia a dia, o tempo necessário para amadurecer uma mentalidade de crescimento e a dificuldade de medir resultados são os principais desafios.

Desafio Causa Solução
Falta de tempo Volume excessivo de tarefas do dia a dia Eficiência operacional e clareza de prioridades
Pensamento engessado Resistência à mudança Mudança gradual de mentalidade e acúmulo de pequenas conquistas
Dificuldade de medir resultados Predominância de fatores qualitativos Construção de um sistema de avaliação multidimensional
Barreiras entre departamentos Estrutura organizacional em silos Projetos transversais e incentivo ao compartilhamento de informações

Conclusão

Elevar o próprio ponto de vista em relação ao trabalho é um elemento extremamente importante tanto para o crescimento individual quanto para o desenvolvimento da organização. É essencial adotar uma abordagem integrada que parta de uma mentalidade de crescimento e passe pela liderança, pela capacidade de gestão e pela compreensão da gestão organizacional.

Os esforços para elevar o ponto de vista não trazem resultados da noite para o dia, mas, com dedicação contínua e apoio organizacional, é possível, sim, obter resultados consistentes ao longo do tempo — assim como acontece com qualquer programa sério de desenvolvimento de liderança em empresas brasileiras.

Perguntas frequentes (FAQ)

P1: O que é mais importante para elevar o ponto de vista?

Desenvolver uma mentalidade de crescimento é o ponto mais importante. Ao se libertar de um pensamento fixo e manter uma postura de aprendizado contínuo, torna-se possível incorporar novas perspectivas e formas de pensar.

P2: É possível elevar o ponto de vista mesmo sem ocupar um cargo de chefia?

Sim, é possível elevar o ponto de vista independentemente do cargo. Ao desenvolver habilidades de gestão como autogestão, gestão do tempo e gestão de projetos, torna-se possível enxergar as situações com um campo de visão mais amplo.

P3: Como a organização pode apoiar a elevação do ponto de vista de seus colaboradores?

É eficaz combinar iniciativas como programas de treinamento, sistemas de mentoria, rodízio de funções e projetos que atravessam diferentes departamentos. Criar oportunidades de diálogo com a alta administração, para que os colaboradores compreendam a perspectiva da gestão executiva, também é importante.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito