A pintura das paredes externas de um prédio de apartamentos precisa ser feita periodicamente.
O motivo não é apenas manter a beleza da fachada, mas também preservar o valor do próprio imóvel ao longo do tempo.
Além disso, um prédio bem cuidado transmite mais atratividade aos futuros moradores, o que também ajuda a evitar vacância nas unidades.
No entanto, o que costuma gerar dúvida é justamente o momento certo para repintar as paredes externas.
Mesmo entendendo que a pintura é necessária, muitos proprietários não sabem definir a época ideal, com que frequência repintar ou quanto isso deve custar — e, sem essas respostas, fica difícil tomar uma decisão com segurança.
Por isso, neste artigo, explicamos, para proprietários que têm dúvidas sobre quando pintar as paredes externas de um apartamento, os custos, o valor médio de mercado e o momento mais indicado para o serviço.
Também trazemos os principais cuidados a ter durante a pintura das paredes externas — confira a seguir.
Por que a pintura das paredes externas é necessária em um prédio de apartamentos
É possível que alguns proprietários ainda tenham dúvidas sobre a real necessidade de pintar as paredes externas de um prédio de apartamentos.
No entanto, por se tratar de um imóvel residencial, a pintura externa é, sim, indispensável.
A seguir, explicamos por que essa manutenção periódica é tão importante.
Retarda a velocidade de deterioração do edifício
Um dos motivos para pintar as paredes externas é justamente retardar a deterioração da estrutura do edifício.
As paredes externas de um imóvel ficam constantemente expostas à chuva, ao vento, à poeira e aos raios ultravioleta.
Em especial, a radiação ultravioleta e a chuva são fatores impossíveis de evitar, e ambos acabam causando danos progressivos à estrutura.
Se esses danos não forem reparados, existe a possibilidade de que a deterioração se propague até o isolamento térmico, os pilares e as vigas no interior do edifício.
Como muitas vezes não é possível avaliar o estado interno do edifício apenas observando a fachada, há casos em que, quando o problema é percebido, já não é mais possível resolvê-lo apenas com uma nova pintura.
Por isso, pintar as paredes externas é essencial tanto para conter, na medida do possível, a deterioração do edifício quanto para manter uma fachada bonita.
Preservar uma boa aparência externa contribui não só para a proteção do imóvel, mas também para a manutenção do seu valor patrimonial.
Melhora a impressão causada durante a visita ao imóvel
Na hora de escolher um apartamento para morar, o que pesa mais na decisão do futuro inquilino?
Muitas pessoas avaliam de forma conjunta fatores como localização, planta do imóvel e funcionalidade.
Além disso, a impressão visual também é determinante: quanto mais bonito o imóvel parece, maior é o número de pessoas que desejam morar ali.
Diante de dois apartamentos com o mesmo valor de aluguel, um com a fachada desgastada e outro com aparência cuidada, a maioria escolherá o segundo.
Além disso, imóveis com boa aparência tendem a ser escolhidos mesmo quando o aluguel é um pouco mais alto.
Um prédio com a fachada bem cuidada não só causa uma impressão melhor durante a visita, como também transmite a sensação de que o imóvel recebe manutenção adequada.
Isso faz com que o visitante sinta que gostaria de morar ali e que teria uma vida confortável naquele espaço, o que também contribui para aumentar a taxa de ocupação.
Evita gastos elevados com reparos futuros
A pintura das paredes externas é uma das manutenções indispensáveis de um prédio de apartamentos.
A tinta aplicada na fachada protege o edifício de diversos fatores externos, e, se não for renovada periodicamente, essa capacidade de proteção vai se enfraquecendo.
Em geral, a proteção de uma pintura externa comum começa a perder eficácia gradualmente a partir de cerca de dez anos após a aplicação.
Se a decisão de repintar for baseada apenas na aparência, corre-se o risco de deixar que o dano se propague para a estrutura do próprio edifício — é importante ter atenção a esse ponto.
Conforme a pintura se deteriora e começa a descascar, é comum o surgimento de mofo e musgo na superfície.
Como o dano passa a atingir diretamente a parede, a estrutura se torna mais frágil, o que pode levar ao surgimento de rachaduras e, a partir delas, a infiltrações de água da chuva.
No caso de paredes de concreto, não é incomum que ocorra o desplacamento causado pelo chamado "estouro" do concreto (quando a armadura interna enferruja e expande, rompendo o revestimento).
Quando a pintura externa é deixada de lado por tempo demais, é comum que os moradores comecem a reclamar, e há até casos em que alguém decide se mudar alegando falta de condições adequadas de higiene.
Se ocorrer infiltração de água, existe ainda a possibilidade de o morador exigir indenização por danos.
Nesse ponto, o problema deixa de ser apenas uma questão estética e passa a exigir reparos estruturais no edifício — e, no pior dos cenários, pode até ser necessário reconstruir parte do imóvel.
Quando fazer a pintura das paredes externas de um apartamento
Se a pintura das paredes externas de um prédio de apartamentos não for feita periodicamente, a própria continuidade do negócio de locação pode ficar comprometida.
Para quem deseja manter esse patrimônio importante sempre em boas condições, vale a pena conhecer o momento certo para repintar as paredes externas e planejar esse serviço com antecedência.
Como referência geral, o ciclo é de 10 a 15 anos
A cada quanto tempo, em média, deve ser feita a pintura das paredes externas de um apartamento?
Como mencionado anteriormente, de forma geral é necessário repintar a cada dez anos, aproximadamente.
Esse número pode variar conforme o tipo de tinta utilizada, mas, na maioria dos casos, a vida útil estimada é de cerca de dez anos.
Além disso, de acordo com as diretrizes do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão relativas ao planejamento de reformas de longo prazo em condomínios, obras de grande porte, como a pintura das paredes externas e a impermeabilização do telhado em condomínios residenciais, também costumam seguir um ciclo de aproximadamente doze anos.
Por isso, de forma geral, considerar um ciclo de 10 a 15 anos para repintar um prédio de apartamentos costuma ser um bom parâmetro.
Escolha uma época com pouca rotatividade de moradores
Depois de entender o ciclo ideal para a pintura externa, o próximo passo é identificar a melhor época do ano para realizar o serviço.
De modo geral, recomenda-se escolher um período em que haja pouca rotatividade de inquilinos.
No Japão, os períodos de maior movimentação de mudanças costumam ser a primavera e o outono, épocas em que há muitas matrículas escolares, admissões de emprego e transferências profissionais.
Por isso, nesses períodos, é comum haver um fluxo intenso de caminhões e veículos de mudança ao redor do imóvel.
Se a pintura das paredes externas for realizada justamente durante um período de intensa rotatividade de moradores, isso pode causar transtornos tanto aos vizinhos quanto às empresas de mudança.
Além disso, ter a fachada já pronta e com boa aparência facilita a decisão de quem está procurando um apartamento, então é interessante planejar para que a obra esteja concluída justamente nos períodos de maior busca por moradia.
Fique atento também à estação em que a pintura será feita
Qual é a melhor estação do ano para pintar as paredes externas?
Se o critério for apenas o custo, os períodos de baixa demanda — como a estação chuvosa (em torno de junho) e o inverno (de dezembro a fevereiro) — costumam ter mais disponibilidade na agenda das empreiteiras e, por isso, tendem a ser mais baratos.
Já em termos das condições ideais para a pintura em si, a primavera (abril e maio) e o outono (setembro e outubro) são considerados os períodos mais adequados, por apresentarem ar seco e clima mais estável.
A seguir, detalhamos as vantagens e desvantagens de realizar a pintura em cada estação do ano.
Pintura na primavera
A vantagem de pintar na primavera é que a temperatura e a umidade costumam estar estáveis, com relativamente pouca chuva, o que favorece um trabalho tranquilo.
Como há menor influência do clima — chuva ou neve —, a tinta seca com mais facilidade, e o acabamento tende a ficar melhor.
A desvantagem é que, por ser período de alta demanda, pode ser mais difícil conseguir uma empresa disponível, o que tende a elevar o preço do serviço.
Se o objetivo for concluir a obra antes do início da estação chuvosa, o ideal é fazer a reserva com dois a três meses de antecedência.
Pintura no verão
No verão, a umidade tende a subir, mas também há muitos dias de sol firme.
Como a tinta seca rapidamente, o trabalho costuma avançar de forma relativamente ágil.
Outra vantagem é que, como os dias são mais longos, é possível aproveitar mais horas de trabalho ao longo do dia.
Já a desvantagem é que tufões e chuvas fortes repentinas podem obrigar a interrupção da obra.
Se o mau tempo persistir, o cronograma inicial pode precisar ser ajustado — é importante já considerar essa possibilidade.
Estação chuvosa (por volta de junho)
A vantagem de pintar durante a estação chuvosa é que, por ser um período de baixa demanda, é mais fácil conseguir horário e o preço tende a ser mais baixo.
Quem está de olho no orçamento pode considerar essa época para o serviço.
Por outro lado, embora seja mais barato, a pintura durante esse período enfrenta o desafio da alta umidade, que dificulta a secagem.
Escolher a empreiteira errada nesse período pode resultar em problemas de acabamento no futuro — é importante ter atenção a esse risco.
Além disso, se as chuvas se prolongarem além do esperado, o prazo da obra pode se estender.
Como a tinta precisa de tempo suficiente para secar bem, é fundamental contratar uma empresa com bom controle do andamento da obra.
Pintura no outono
Assim como a primavera, o outono também é uma estação de ar seco, favorável à pintura.
Como a tinta seca com facilidade, o acabamento tende a ficar bom.
Uma vantagem adicional é que, mesmo que as janelas precisem ficar fechadas durante a obra, o clima ameno torna esse período mais confortável para os moradores.
Por ser uma época bastante procurada para pintura externa, os preços tendem a subir e pode ser mais difícil encontrar disponibilidade entre as empreiteiras.
Além disso, a frente de chuvas de outono e a passagem de tufões também podem prolongar o prazo da obra — o que é uma desvantagem a considerar.
Pintura no inverno
Dependendo da região, o inverno pode dificultar a pintura das paredes externas, sendo, de modo geral, a estação menos indicada entre as quatro.
Fora das regiões com neve, a umidade costuma ser baixa e o ar seco, o que ainda viabiliza a pintura externa.
A pintura no inverno também tem a vantagem de ser um período de baixa demanda, com preços mais acessíveis, mas é preciso ter atenção: quando a temperatura fica abaixo de 5°C, não é possível realizar o serviço.
Nas regiões com neve, a maioria das empresas evita realizar pintura externa entre o fim de novembro e o início de março.
Como o tempo disponível para trabalhar também é mais limitado nessa estação, é importante considerar a possibilidade de o prazo da obra se estender.
Fique atento a sinais de deterioração na fachada
Embora o prazo de referência para repintar seja de cerca de dez anos após a última pintura, sempre que surgirem sinais de deterioração, a repintura deve ser considerada independentemente do tempo decorrido.
Se esses sinais forem ignorados, a deterioração tende a avançar, podendo exigir, no futuro, uma obra de reparo muito mais ampla.
Verificar os sinais de deterioração e realizar a manutenção com antecedência ajuda a prolongar a vida útil do imóvel.
Veja a seguir os principais sinais de deterioração a observar.
Gizamento (chalking)
Um dos sinais mais conhecidos é o fenômeno chamado de "gizamento" ou "chalking".
Esse fenômeno ocorre quando, ao passar a mão sobre a parede externa, fica um resíduo parecido com pó de giz na mão.
Isso acontece porque a radiação ultravioleta e a chuva degradam a tinta, fazendo com que o pigmento presente na tinta se transforme em pó e se deposite na superfície.
Quando esse fenômeno é observado, significa que a função protetora da pintura já está reduzida, e a parede externa já não está totalmente protegida contra chuva e sol.
Nesse caso, vale a pena considerar a repintura o quanto antes.
Fissuras e rachaduras
As rachaduras na parede são tecnicamente chamadas de "fissuras" ou "trincas".
Fissuras leves, que não chegam até a base da parede externa, costumam ser finas e rasas, e podem ser preenchidas com uma camada de fundo à base de massa elástica de maior espessura.
No entanto, fissuras com largura de 0,3 mm e profundidade a partir de 4 mm podem já ter atingido a base estrutural da parede externa.
Para evitar que o problema se agrave — comprometendo a resistência da estrutura ou acelerando a deterioração e a corrosão da parede —, é recomendável solicitar uma inspeção urgente a uma empresa especializada.
Descascamento da pintura
O descascamento da parede externa costuma ter duas causas principais: o desgaste natural pelo tempo e falhas na execução do serviço.
Se a tinta começar a descascar logo após a pintura, é provável que o problema esteja relacionado a uma falha na execução do serviço.
Uma parede com a pintura descascada perde sua função protetora, por isso é recomendável repintar o quanto antes.
Se o problema for deixado sem solução, o revestimento externo pode sofrer corrosão, aumentando a chance de ser necessária uma reforma mais ampla no futuro.
Quando o descascamento é causado por falha de execução, muitas vezes é possível acionar a garantia do serviço.
Nesses casos, vale a pena entrar em contato com a empresa responsável e solicitar a repintura.
Desbotamento da cor
O desbotamento da cor costuma aparecer antes mesmo do gizamento.
Vale a pena lembrar que esse é um sinal de alerta que antecede a perda total da função protetora da tinta.
Como o desbotamento da parede externa costuma ser gradual, é um sinal relativamente difícil de perceber a olho nu.
Uma boa prática é tirar fotos logo após a conclusão da pintura, para que seja possível comparar a evolução da cor ao longo do tempo.
Ferrugem em partes metálicas
As paredes externas e o telhado recebem tratamento impermeabilizante justamente por estarem sujeitos à exposição contínua à chuva, e a pintura é o que protege essa superfície.
No entanto, se por algum motivo a água da chuva encontrar uma brecha e penetrar até a estrutura interna, isso pode levar à formação de ferrugem nas peças metálicas usadas no revestimento externo.
A ferrugem tende a se espalhar, podendo formar buracos, e, se não for tratada, existe até o risco de rompimento da peça sob o próprio peso.
Quando a ferrugem já está em estágio avançado, é recomendável procurar uma empresa especializada o quanto antes.
Rachaduras no selante (calafetação)
O selante, ou calafetação, é o material semelhante a uma borracha de resina usado para preencher as frestas que surgem durante a construção, garantindo a vedação e a impermeabilidade do edifício.
Quando o selante se deteriora, começam a surgir pequenas fissuras.
À medida que a deterioração avança, o material do selante se retrai, criando espaço entre a fissura e o material encolhido, por onde a água da chuva pode penetrar, reduzindo o efeito impermeabilizante.
Como escolher a cor da fachada de um apartamento
Como a área da parede externa é bastante grande, a cor escolhida tem um impacto significativo na impressão geral do imóvel.
A seguir, apresentamos os principais pontos a considerar na escolha da cor durante a pintura externa.
A escolha da cor também é fundamental para valorizar a imagem do imóvel
Além de prolongar a vida útil do imóvel, a pintura das paredes externas também pode transformar completamente a impressão causada pelo prédio, dependendo da cor escolhida.
Uma nova pintura melhora a estética do imóvel e, ao renovar a imagem por meio da cor, pode até atrair novos interessados em morar ali.
Combine a cor com o telhado e as esquadrias
Um dos segredos para não errar na escolha da cor é manter uma harmonia visual entre os elementos do imóvel.
Procure combinar as cores do telhado, das esquadrias (janelas e portas) e das paredes externas dentro de uma mesma paleta.
Evite combinações de cores muito ousadas e procure limitar a paleta a duas ou três cores — isso reduz bastante a chance de erro.
Tenha cautela ao usar cores mais escuras
Cores escuras, como preto ou azul-marinho, podem transmitir sofisticação, mas também correm o risco de deixar o imóvel com uma aparência mais pesada ou sombria.
Como o gosto por essas cores varia bastante de pessoa para pessoa, se o objetivo for atrair um público amplo de inquilinos, é importante avaliar com cuidado se uma fachada em tom escuro é realmente a escolha mais adequada.
Escolha uma cor que combine com os imóveis e a paisagem do entorno
Ao pintar a fachada, procure escolher uma cor que se harmonize com os imóveis vizinhos e com a paisagem ao redor.
Uma cor em tom semelhante ao da vizinhança mantém o equilíbrio visual e preserva a estética do entorno.
Usar uma cor muito diferente do que existe ao redor pode até chamar atenção, mas corre o risco de destoar de forma negativa — por isso, recomenda-se optar por tons que respeitem a paisagem local.
Busque um equilíbrio entre simplicidade e sofisticação
A aparência externa do prédio é um dos fatores que pesam na decisão de morar em determinado apartamento.
Mesmo quando a localização e as condições internas da unidade são boas, o imóvel pode acabar não sendo escolhido se a fachada não agradar visualmente.
Por isso, é importante simular, com antecedência, que tipo de impressão cada cor pode transmitir.
Usar muitas cores diferentes tende a passar uma sensação de desordem visual, por isso vale a pena buscar uma combinação de cores simples e elegante.
Para agradar a um público mais amplo de inquilinos, sem restringir demais o gosto pessoal, o ideal é optar por uma cor discreta, mas com um toque de sofisticação.
Quanto custa pintar as paredes externas de um apartamento? Valores médios e composição de custos
Muitos proprietários se perguntam quanto custa, de fato, pintar as paredes externas de um prédio de apartamentos.
A seguir, explicamos qual é o valor médio de mercado para esse tipo de serviço.
Valores médios por item do orçamento
Ao solicitar um orçamento a uma empresa de pintura externa, você recebe uma proposta detalhada.
Nela, geralmente estão incluídos o tipo e o valor da tinta, o custo do andaime e a mão de obra.
A seguir, veremos qual é o valor médio de mercado dos itens que mais pesam no orçamento: a tinta, o andaime e a mão de obra.
Custo da tinta
O custo varia bastante conforme o tipo de tinta utilizada.
A tinta de silicone, uma das opções mais econômicas, custa entre 2.000 e 2.500 ienes por metro quadrado.
A tinta de controle radicalar (radical-controlled) fica entre 2.200 e 2.800 ienes; a tinta de flúor, entre 3.500 e 4.500 ienes; e as tintas com função térmica ou isolante, entre 3.000 e 4.500 ienes.
Já as tintas de tecnologia mais avançada, como a fotocatalítica, custam entre 4.200 e 5.000 ienes, e a tinta inorgânica, entre 4.000 e 5.500 ienes, por metro quadrado.
Custo do andaime
O andaime é indispensável para garantir a segurança dos profissionais durante a obra.
O valor médio fica entre 700 e 1.000 ienes por metro quadrado.
A área necessária de andaime varia conforme a metragem total construída do edifício.
Para referência, um edifício de cerca de 100 m² de área construída total (equivalente a 30 "tsubo", unidade de medida imobiliária japonesa) costuma exigir cerca de 100 m² de andaime; um de 150 m² (45 tsubo), cerca de 150 m²; e um de 200 m² (60 tsubo), cerca de 200 m² de andaime.
Durante a instalação do andaime, também costuma ser colocada uma lona de proteção contra respingos de tinta, para evitar que a tinta atinja os vizinhos.
O custo dessa lona de proteção costuma ficar entre 200 e 400 ienes por metro quadrado.
Mão de obra
O custo da mão de obra varia bastante conforme a empresa contratada.
Como o número de profissionais envolvidos muda de acordo com cada etapa do serviço, pode ser interessante verificar com antecedência quanto se espera gastar com mão de obra em cada fase da obra.
Se faltar mão de obra e o prazo acabar se estendendo, o custo final pode acabar sendo até maior do que se a empresa tivesse simplesmente alocado mais profissionais desde o início.
Vale a pena levar esse ponto em conta ao analisar o orçamento apresentado.
O andaime costuma representar cerca de 20% do custo total
Em um prédio de apartamentos térreo mais um pavimento (dois andares), tipo bastante comum, a área de parede externa a ser pintada costuma ficar em torno de 500 m².
Para uma obra dessa dimensão, dependendo da tinta escolhida, o custo costuma variar entre 1 milhão e 3 milhões de ienes.
Somando ainda a mão de obra e o andaime, o valor total costuma ficar entre 2 milhões e 5 milhões de ienes.
Como se trata de um valor bastante alto, é fundamental escolher a empresa responsável pela obra com bastante cuidado, para evitar arrependimentos.
O custo do andaime também costuma representar uma parcela relativamente grande do valor total.
Em termos proporcionais, a tinta costuma representar cerca de 20% do orçamento; o andaime, outros 20%; a mão de obra e execução, cerca de 30%; e a margem de lucro da empresa, os 30% restantes.
Obter orçamentos de mais de uma empresa ajuda a avaliar se o valor proposto é adequado, por isso é recomendável consultar diversas empresas antes de decidir.
Como reduzir o custo da pintura das paredes externas de um apartamento
O custo da pintura das paredes externas de um apartamento costuma ser bastante elevado.
Isso é motivo de preocupação para muitos proprietários, que buscam formas de reduzir esse gasto sempre que possível.
De fato, é um investimento que exige recursos significativos, mas existem sim maneiras de reduzir o custo final.
A seguir, veremos como é possível economizar nesse tipo de obra.
Utilize subsídios e programas de incentivo
Programas de subsídio oferecidos por órgãos públicos nacionais ou municipais podem ajudar a reduzir o custo da pintura externa.
Para ter acesso a esse tipo de subsídio, geralmente é necessário atender a determinados critérios, como o uso de tintas com função térmica ou isolante que contribuam para a eficiência energética do edifício.
Os detalhes específicos de cada programa costumam estar disponíveis nos sites das prefeituras ou órgãos responsáveis, por isso vale a pena consultar essas informações.
Como muitos programas têm prazo de inscrição limitado ou não aceitam solicitações após o início da obra, é importante verificar cuidadosamente todas as condições antes de contratar o serviço.
Escolha a tinta considerando sua vida útil
A escolha da tinta também é um fator importante para reduzir o custo da pintura externa.
Uma tinta com valor unitário mais baixo pode parecer, à primeira vista, uma forma de economizar.
No entanto, como esse tipo de tinta costuma ter vida útil mais curta, o intervalo entre uma manutenção e outra acaba diminuindo.
Nesse cenário, mesmo economizando em cada aplicação individual, o custo total ao longo do tempo pode acabar sendo maior.
Por outro lado, tintas como a de flúor ou a inorgânica têm valor unitário mais alto, mas também apresentam vida útil bem mais longa.
Optar por uma tinta com vida útil mais longa ajuda a reduzir o custo total de manutenção ao longo dos anos.
Compare marcas de tinta mais econômicas
Mesmo entre tintas com funções semelhantes, o preço pode variar bastante conforme o fabricante.
Existem fabricantes que oferecem tintas com o mesmo desempenho por um preço mais baixo.
Ao optar por esse tipo de fabricante, é possível reduzir significativamente o custo total da obra.
No entanto, é fundamental verificar se um preço mais baixo não está associado a uma vida útil mais curta.
Solicite orçamentos a várias empresas de pintura externa
Pedir orçamentos a várias empresas de pintura externa ajuda a ter uma ideia mais clara do valor justo de mercado.
Mesmo usando a mesma tinta, o custo do serviço pode variar conforme o preço de compra de cada empresa junto aos fornecedores.
O mais recomendável é comparar diversos orçamentos e escolher uma proposta que não seja nem muito acima, nem muito abaixo da média de mercado.
Além disso, comparar orçamentos de diferentes empresas também pode abrir espaço para negociar descontos.
Considere empresas locais especializadas
Se o objetivo for reduzir ao máximo o custo da pintura, também vale a pena considerar empresas locais especializadas nesse tipo de serviço.
Grandes redes costumam oferecer um bom suporte pós-obra, mas, como intermediam o serviço, cobram uma margem adicional que encarece o valor final.
Empresas locais, por outro lado, costumam realizar o serviço com a própria equipe, sem intermediários, o que normalmente significa não haver essa margem adicional.
Isso ajuda a manter o custo total mais baixo.
Avalie fazer outras manutenções junto com a pintura
Além da pintura das paredes externas, um prédio de apartamentos costuma precisar de outras manutenções ao longo do tempo.
Como a pintura do telhado e o reparo de varandas também exigem o uso de andaime, vale a pena verificar se esses serviços podem ser feitos ao mesmo tempo.
Se for possível reunir, em uma única obra, todos os serviços que exigem andaime, a estrutura só precisa ser montada uma vez.
Como montar o andaime também tem custo, concentrar tudo em uma única etapa ajuda a reduzir o gasto total.
Reclamações de vizinhos: um problema comum durante a pintura externa
Ao realizar a pintura das paredes externas, é comum receber reclamações de moradores vizinhos.
Para evitar esse tipo de problema, é importante conhecer com antecedência quais são os transtornos mais frequentes e como preveni-los.
A seguir, apresentamos as reclamações mais comuns nesse tipo de obra.
Reclamações relacionadas ao andaime
Durante a montagem do andaime, são usados canos de metal para criar a estrutura temporária.
Nesse processo, é comum que as peças metálicas batam umas nas outras, gerando ruído considerável.
Embora seja algo praticamente inevitável, o barulho do metal batendo costuma incomodar bastante as pessoas ao redor.
Esse ruído tende a gerar bastante desconforto tanto para os moradores do próprio prédio quanto para os vizinhos.
Se a empresa contratada não tiver o cuidado necessário, o volume de reclamações pode aumentar rapidamente.
Para evitar esse tipo de problema, é fundamental escolher uma empresa que demonstre atenção e cuidado com os moradores e vizinhos durante toda a obra.
Reclamações relacionadas à lavagem de alta pressão
Antes de iniciar a pintura, é comum limpar a sujeira e o mofo acumulados na parede externa.
Nessa etapa, costuma-se usar lavagem de alta pressão para limpar a fachada.
O problema é que a água suja gerada nesse processo pode respingar nas redondezas, sujando roupas estendidas no varal ou até carros dos vizinhos.
Empresas de qualidade costumam usar uma lona de proteção justamente para evitar esse tipo de situação.
Se, no orçamento apresentado, não constar o uso dessa lona de proteção, é possível que ela simplesmente não seja instalada durante a obra.
Para evitar reclamações depois que o serviço já começou, é importante confirmar previamente se o uso da lona de proteção está incluído.
Reclamações relacionadas ao cheiro
Muitas das tintas usadas na pintura externa contêm solvente (thinner) em sua composição.
Tintas à base de água não contêm solvente, mas as tintas à base de óleo costumam contê-lo, o que resulta em um cheiro mais forte.
Por isso, durante uma obra de pintura em um prédio de apartamentos, é comum surgirem reclamações relacionadas ao odor.
Como a exposição prolongada ao solvente pode causar dor de cabeça, tontura e outros sintomas, é importante, tanto para os moradores quanto para os vizinhos, verificar previamente que tipo de tinta será utilizado.
Esse cuidado é ainda mais importante em imóveis voltados a famílias com gestantes ou crianças pequenas, ou em prédios que aceitam animais de estimação.
Outras reclamações diversas
Além dessas, existem outras reclamações comuns durante uma obra de pintura externa.
• Profissionais que fumam ou deixam lixo no local
• Conversas ou risadas altas durante o trabalho, gerando barulho
• Varanda suja após a obra
• Objetos deixados na varanda movidos sem autorização e não recolocados no lugar
• Entrada não autorizada na varanda dos moradores
• Trabalho realizado muito cedo ou até tarde da noite, atrapalhando o sono dos moradores
Esse tipo de reclamação é relativamente comum.
Dependendo da empresa contratada, o padrão de qualidade pode ser baixo, com pouca atenção aos moradores e vizinhos.
Por isso, é fundamental que o próprio proprietário pesquise bem antes de contratar, optando por uma empresa realmente confiável.
Escolher uma empresa apenas pelo preço mais baixo, sem essa avaliação cuidadosa, é algo que deve ser evitado a todo custo.
Como evitar reclamações durante a pintura externa
A pintura das paredes externas é uma manutenção necessária para a continuidade saudável da administração do imóvel.
Por isso, é natural que o proprietário queira evitar ao máximo qualquer tipo de reclamação durante a obra.
Para reduzir esse risco, é fundamental conhecer com antecedência algumas estratégias de prevenção.
Escolha uma empresa de pintura externa com bom histórico
Contratar uma empresa confiável reduz consideravelmente a chance de reclamações.
É recomendável escolher empresas que divulgam seu histórico de obras realizadas no próprio site.
Também vale verificar se a empresa possui a licença de construção e a licença específica para obras de pintura, além de contar com profissionais certificados em pintura.
Se essas informações estiverem claramente disponíveis no site da empresa, é um bom indício de que ela realizará um trabalho adequado, com menor probabilidade de gerar reclamações.
Leia com atenção o contrato de prestação de serviço
Verificar com cuidado o conteúdo do contrato de prestação de serviço também é essencial.
Confira detalhadamente o nome da obra, o prazo de execução, a data do contrato, o valor total, a forma de pagamento e as condições de garantia.
Se houver alguma divergência ou item faltando, é importante esclarecer tudo antes do início da obra.
Uma verificação cuidadosa nesse momento ajuda a evitar problemas e reclamações tanto durante quanto depois da execução do serviço.
Avise os moradores e os vizinhos com antecedência
Antes de iniciar a obra, não se esqueça de avisar tanto os moradores do prédio quanto os vizinhos.
O ideal é que esse aviso seja feito entre uma semana e três dias antes da montagem do andaime.
Nesse aviso, é importante informar o período da obra, o que será feito e o contato da empresa responsável.
Empresas que cuidam bem dessa etapa de comunicação costumam também resolver eventuais imprevistos com mais agilidade, caso surjam.
Visite o canteiro de obras a cada dois ou três dias
É recomendável que o proprietário visite o local da obra a cada dois ou três dias, aproximadamente.
A presença do proprietário no local costuma gerar um nível saudável de atenção entre os profissionais, reduzindo a chance de falhas no serviço.
Além disso, essa presença também facilita ouvir diretamente eventuais reclamações ou preocupações dos moradores e vizinhos.
Caso seja difícil visitar pessoalmente com frequência, vale pedir à empresa que envie fotos e um relatório diário do andamento da obra.
Antes de pintar as paredes externas do apartamento: como comunicar os moradores
Ao decidir pintar as paredes externas de um prédio de apartamentos, é indispensável comunicar previamente os moradores.
Por fim, explicamos por que esse aviso é necessário, qual o momento ideal para fazê-lo e quais são as formas mais eficazes de comunicação.
Por que o aviso prévio é necessário?
Se a obra de pintura externa começar do nada, sem aviso prévio, é natural que muitos moradores fiquem irritados por não terem sido informados com antecedência.
Quando a obra começa, além do barulho, os moradores também deixam de poder estender roupas na varanda.
Isso pode fazer com que o cotidiano se torne bem mais inconveniente por um tempo.
Em muitos casos, o custo da pintura externa do apartamento é pago com recursos da taxa de condomínio ou administração, cobrada mensalmente junto ao aluguel.
Embora parte do custo também seja arcada pelo proprietário, é importante não esquecer que parte desse valor vem justamente do dinheiro pago pelos próprios moradores.
Para garantir uma boa experiência de moradia, é fundamental avisar com antecedência sempre que uma obra de pintura externa for realizada.
Quando os moradores sabem exatamente quando a obra vai começar e terminar, eles conseguem se organizar e se preparar adequadamente.
Quando avisar os moradores
O ideal é que o aviso aos moradores seja feito com pelo menos dez dias de antecedência em relação ao início da obra.
Um aviso feito em cima da hora pode não dar tempo suficiente para os moradores se prepararem, o que pode gerar reclamações e conflitos.
Também vale considerar o tempo necessário para que a informação chegue a todos os moradores, por isso avisar com cerca de dez dias de antecedência costuma ser o ideal.
Como há moradores que se incomodam bastante com o barulho da obra, avisar com antecedência é uma forma eficaz de reduzir ao máximo o número de reclamações.
Formas de comunicar os moradores
Existem diversas formas de avisar os moradores sobre a pintura das paredes externas, como murais informativos no próprio prédio, circulares entregues de porta em porta ou até visitas diretas a cada unidade.
Em geral, o mural informativo ou a circular são os meios mais utilizados.
No entanto, como alguns moradores podem não conferir esse tipo de aviso, uma forma de garantir que a informação chegue a todos é visitar cada unidade pessoalmente.
Se algum morador não for informado corretamente, isso pode acabar se tornando motivo de reclamação ou conflito.
Para evitar esse tipo de situação, o ideal é combinar diferentes formas de comunicação, garantindo que a informação realmente chegue a todos os moradores.
Conclusão
Para manter um prédio de apartamentos sempre em boas condições, é fundamental realizar manutenções periódicas.
Uma delas é justamente a pintura das paredes externas.
Ao notar sinais de deterioração, como o gizamento ou o surgimento de fissuras, é importante considerar a repintura o quanto antes.
Ao planejar essa obra, verificar com antecedência quanto ela custa e quais são as formas possíveis de reduzir esse gasto certamente será muito útil na hora de colocar o projeto em prática.
