Skip to content
Real Estate Intelligence
GestãoINA NETWORK

A chave para combater a vacância está nas fotos! Profissionais ensinam como tirar fotos de imóveis que geram grande repercussão

Fortaleça suas estratégias contra vacância com a fotografia de imóveis! Explicamos como maximizar a repercussão utilizando técnicas profissionais.

Última atualização: Leitura de cerca de 8 min

Na gestão de imóveis para locação, reduzir o tempo em que uma unidade fica vaga é uma das variáveis mais decisivas para a rentabilidade do investimento. Muitos proprietários já adotam diversas estratégias para evitar a vacância — ajuste de aluguel, campanhas promocionais, reformas —, mas um fator que costuma passar despercebido, apesar de custar muito pouco para corrigir, é a qualidade das fotos do imóvel anunciado.

Hoje em dia, praticamente toda busca por um imóvel começa pela internet. Diante de um número enorme de opções, a primeira coisa que o interessado vê é a foto do imóvel, e essa primeira impressão é o que determina, em grande parte, se ele vai querer agendar uma visita ou simplesmente passar para o próximo anúncio. No Brasil, esse comportamento é exatamente o mesmo: quem navega por portais como QuintoAndar, Viva Real, ZAP Imóveis ou OLX passa os olhos por dezenas de anúncios em sequência, e uma foto ruim é descartada em segundos, antes mesmo de o texto do anúncio ser lido.

Neste artigo, com base na experiência de quem já lidou com um grande número de imóveis, vamos apresentar técnicas concretas de fotografia — testadas na prática — para conquistar o interesse do público e maximizar o número de contatos e visitas gerados por um anúncio, sempre trazendo o conhecimento especializado por trás de cada recomendação.

Por que a foto do imóvel é tão importante

Nos portais de anúncio, o interessado está buscando, em meio a um volume imenso de opções, aquela que mais se aproxima do que ele procura. O tempo que ele leva para decidir se vai clicar em um anúncio para ver mais detalhes é, segundo diversos estudos do setor, de apenas alguns segundos.

Para despertar interesse nesse intervalo tão curto, fotos atraentes e ricas em informação são indispensáveis. Fotos de boa qualidade comunicam corretamente o valor do imóvel e elevam a expectativa de quem está procurando, diferenciando o anúncio da concorrência e funcionando como uma ferramenta poderosa para converter o interesse inicial em uma visita concreta.

Existem diversos dados mostrando que, ao melhorar a qualidade das fotos, a taxa de cliques no anúncio aumenta e, como consequência direta, o número de visitas agendadas e de contratos fechados também cresce de forma expressiva. Isso mostra que a fotografia não é um simples registro do imóvel: é uma verdadeira "apresentação" dirigida ao futuro morador, e deveria ser tratada com o mesmo cuidado que qualquer outra peça de marketing do negócio.

No mercado brasileiro, essa lógica se repete de forma ainda mais evidente: como boa parte da busca por locação acontece por aplicativos de celular, com telas pequenas e rolagem rápida, uma foto escura ou desenquadrada é ignorada quase instantaneamente, enquanto um conjunto de fotos bem produzido consegue prender a atenção mesmo em meio a uma rolagem apressada.

Vale lembrar também que, no Brasil, é bastante comum o interessado comparar diversos imóveis abrindo várias abas ou vários anúncios ao mesmo tempo antes de decidir com qual corretor ou proprietário entrar em contato. Nesse cenário de comparação direta, lado a lado, a diferença entre um conjunto de fotos profissional e um conjunto de fotos amador fica ainda mais evidente — e o imóvel com fotos de qualidade inferior tende a ser descartado mesmo que, na prática, tenha condições muito semelhantes às do concorrente escolhido.

Qualidade da foto Taxa de cliques Taxa de agendamento de visita Observações
Baixa (escura, desfocada) Cai Cai O potencial do imóvel não é transmitido, e ele é facilmente descartado da lista de opções
Média (padrão) Padrão Padrão Difícil se diferenciar de outros imóveis, e o anúncio não fica na memória do interessado
Alta (clara, atraente) Sobe Sobe Aumenta a expectativa em relação ao imóvel e gera forte motivação para agendar a visita

A lógica por trás de fotos que geram interesse

Para produzir fotos que realmente gerem contatos e visitas, não basta apenas "tirar fotos bonitas": é preciso um olhar estratégico. O ponto central é deixar claro, antes de apertar o botão, "para quem", "o quê" e "como" você quer comunicar.

É preciso imaginar o público-alvo do imóvel (pessoas solteiras, famílias, estudantes, por exemplo) e traduzir em imagem os "pontos fortes" que esse público específico valoriza.

Por exemplo: se a incidência de luz natural é um diferencial, vale a pena programar a sessão de fotos para o horário em que a luz entra com mais intensidade nos ambientes. Se o destaque é a quantidade de armários, o enquadramento deve deixar evidente o volume de espaço de guarda-roupa e armários embutidos. Assim, incluir intencionalmente, em cada foto, um dos pontos de venda do imóvel é a chave para conquistar o interessado.

No contexto brasileiro, esse raciocínio se aplica da mesma forma, mas os pontos fortes valorizados costumam ser outros: varanda gourmet, área de lazer do condomínio, vaga de garagem coberta, segurança 24 horas ou proximidade de estações de metrô e ônibus costumam pesar tanto quanto, ou até mais, do que a disposição interna dos cômodos. Antes de fotografar, vale mapear quais desses diferenciais o imóvel realmente possui e planejar a sessão para evidenciá-los.

[Na prática] Técnicas concretas de fotografia de imóveis

A seguir, vamos detalhar técnicas de fotografia divididas entre "fachada" e "interior". Não é necessário um equipamento caro: com um smartphone e alguns cuidados básicos, é perfeitamente possível chegar perto da qualidade de um fotógrafo profissional.

Pontos-chave para fotografar a fachada

A foto da fachada é o "rosto" do imóvel — a primeira imagem que causa impacto. É importante transmitir não só o volume e o estilo da construção, mas também o clima do entorno.

Ponto de atenção Técnica e explicação
Clima e horário O ideal é a manhã de um dia ensolarado (entre 10h e 14h, aproximadamente). Com o céu azul ao fundo, a construção fica visualmente mais atraente e transmite uma sensação de limpeza e luminosidade. Evite fotografar contra a luz; o básico é posicionar-se de costas para o sol.
Ângulo de captura Além da vista frontal, fotografar em um leve ângulo diagonal ajuda a transmitir profundidade e volume. Sempre que possível, tire a foto do outro lado da rua, de forma que toda a fachada apareça de maneira equilibrada no enquadramento.
Manter horizontal e vertical Uma construção que aparece torta transmite uma impressão de instabilidade e descuido. Use a função de grade (linhas-guia) da câmera e garanta que as linhas horizontais fiquem paralelas ao chão e as verticais, perpendiculares a ele.
Organizar o entorno Escolha o ângulo de forma a evitar que apareçam lixeiras, fiação exposta ou pedestres passando na cena. Essa espécie de "subtração visual" também é essencial para valorizar ao máximo o imóvel.

No Brasil, um ponto adicional costuma pesar bastante: a foto de portões, grades e sistemas de segurança visíveis (interfone, câmeras, cerca elétrica) não deve ser escondida — pelo contrário, para boa parte do público local, aparecer com clareza é um diferencial positivo, já que a segurança do entorno é um dos primeiros critérios de decisão de quem está buscando onde morar.

Pontos-chave para fotografar o interior

As fotos internas são o elemento mais importante para que o interessado consiga se imaginar vivendo naquele espaço. Vale a pena fotografar cada cômodo de forma a evidenciar ao máximo sua função e seu atrativo específico.

Cômodo Técnica e explicação
Sala / quartos Fotografar a partir de um canto, na diagonal do cômodo, é o que faz o ambiente parecer mais amplo. Mantenha a câmera a uma altura de cerca de 1 m a 1,5 m do chão, próxima à altura dos olhos de uma pessoa em pé, para um resultado natural. Acenda todas as luzes do ambiente e aproveite também a luz natural das janelas para garantir boa iluminação.
Cozinha A limpeza é o fator número um. Antes de fotografar, limpe cuidadosamente a pia e o fogão. Incluir uma foto com as portas dos armários abertas também ajuda a evidenciar a capacidade de armazenamento. Ajuste o ângulo para evitar reflexos excessivos em torneiras e partes metálicas.
Banheiro Uma lente grande angular ou o modo panorâmico do celular ajudam bastante nesse cômodo, normalmente pequeno. Para passar sensação de limpeza, seque completamente qualquer resíduo de água ou sujeira visível. Fotografar com a tampa do vaso sanitário fechada é uma questão de bom senso e apresentação.
Armários Abra as portas e fotografe de forma que a profundidade e a disposição das prateleiras fiquem visíveis. Fotografar o armário vazio permite transmitir com precisão a real capacidade de armazenamento.
Janelas e varanda Se a vista da janela for um ponto forte, vale fotografá-la também. Para transmitir o tamanho real da varanda, fotografe em um ângulo que mostre a profundidade do espaço, e incluir detalhes como o suporte para varal também é um cuidado que os interessados costumam apreciar.

Truques que funcionam até com o celular

Recurso Explicação
Função HDR Mesmo em ambientes internos com grande contraste entre claro e escuro, essa função reduz áreas estouradas ou muito escuras e produz uma foto com iluminação mais equilibrada.
Exibir a grade Funciona como uma linha-guia extremamente útil para manter o enquadramento correto na horizontal e na vertical.
Ajuste de exposição Toque na tela para ajustar o brilho. Deixar a imagem um pouco mais clara do que o padrão dá ao ambiente uma sensação geral de luminosidade e limpeza.
Lente grande angular Uma lente grande angular acoplável para smartphone permite enquadrar por completo até ambientes pequenos, sendo extremamente eficaz nesses casos.

No Brasil, essas mesmas ferramentas simples já são amplamente usadas por corretores autônomos e proprietários que anunciam diretamente em aplicativos como o OLX ou o QuintoAndar, o que mostra que não é preciso investir em equipamento profissional para ter um anúncio competitivo — basta aplicar essas técnicas com disciplina.

Cuidados com a edição das fotos

Editar as fotos para deixá-las mais atraentes é válido, mas um tratamento exagerado pode ser interpretado como propaganda enganosa. No Japão, a "Norma de Concorrência Justa sobre Publicidade Imobiliária", estabelecida pela Federação dos Conselhos de Comércio Justo do setor imobiliário, proíbe qualquer exibição que induza o consumidor a erro sobre as reais condições do imóvel.

No Brasil, a lógica é equivalente, ainda que a fiscalização se apoie em outra base legal: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também trata como prática abusiva qualquer publicidade que engane o consumidor quanto às características reais de um produto ou serviço — e um imóvel anunciado com fotos que não correspondem à realidade se encaixa exatamente nessa lógica.

Exemplos de edição aceitável incluem ajuste geral de brilho, correção de tom de cor e correção de distorções de horizontal e vertical.

Por outro lado, edições que devem ser evitadas são aquelas que apagam fiação ou o prédio vizinho, removem completamente manchas e avarias, ou inserem móveis por computação gráfica fazendo o anúncio parecer "mobiliado" quando não é — ou seja, qualquer edição que faça o imóvel parecer diferente do que ele realmente é. O importante é que a edição sirva apenas para valorizar o estado real do imóvel, nunca para distorcê-lo.

Um cuidado adicional, comum tanto no Japão quanto no Brasil, é o uso de filtros automáticos de aplicativos de celular. Muitos desses filtros, criados para fotos de viagem ou de redes sociais, alteram de forma bastante agressiva o tom de cor e o contraste — o que pode fazer, por exemplo, um piso de madeira parecer de um tom completamente diferente do real, gerando frustração no momento da visita presencial. Prefira sempre editores que permitam ajustes manuais e moderados de brilho e cor, em vez de filtros prontos com efeito muito forte.

Usando fotos para se diferenciar da concorrência

Nos grandes portais de anúncio, é comum encontrar muitos imóveis com condições parecidas listados lado a lado. Para que o seu imóvel seja escolhido em meio a essa concorrência, diferenciar-se pelas fotos é extremamente importante.

Não basta publicar fotos bonitas: é preciso ter a visão de contar, como se fosse uma história, "o valor exclusivo daquele imóvel".

Por exemplo: para o público que busca "um ambiente tranquilo para se concentrar no trabalho remoto", vale mostrar um cantinho de home office ou fotos que evidenciem a tranquilidade do entorno. Já para quem quer "viver bem ao lado de um pet", pode-se destacar instalações específicas para animais (como um lava-patas) ou uma foto da praça mais próxima.

Ponto de diferenciação Como expressar isso em fotos
Definir um conceito claro Defina um conceito para o imóvel — por exemplo, "para quem quer viver de forma ativa no centro da cidade" ou "para famílias que querem criar os filhos em contato com a natureza" — e priorize as fotos que reforçam esse conceito.
Sugerir um estilo de vida Posicionar móveis e objetos de decoração de forma estratégica (o chamado "home staging") ajuda o interessado a visualizar concretamente como seria sua rotina depois de se mudar. Um exemplo simples: colocar mesa e cadeiras na varanda para criar um clima de café ao ar livre.
Destacar diferenciais exclusivos Luminárias de design, equipamentos de última geração, muitos armários — qualquer diferencial que outros imóveis não têm deve ser fotografado de vários ângulos e apresentado com uma legenda detalhada.

No mercado brasileiro, essa lógica de "contar uma história" também aparece com força em nichos como imóveis pet friendly, studios voltados a jovens profissionais ou apartamentos com coworking e área de lazer completa no condomínio — segmentos em que a concorrência é intensa e a diferenciação por meio das fotos costuma ser decisiva.

Também vale destacar que, em condomínios com áreas comuns bem cuidadas — piscina, academia, salão de festas, playground —, fotografar essas áreas de lazer, mesmo sendo espaços que não pertencem exclusivamente à unidade anunciada, costuma aumentar significativamente o interesse pelo imóvel. Esse tipo de foto complementar comunica um estilo de vida mais completo do que apenas a metragem do apartamento em si, e ajuda o proprietário a competir com imóveis de padrão semelhante em condomínios com menos infraestrutura de lazer.

O uso de vídeos e câmeras 360°

Nos últimos anos, além das fotos estáticas, cresce também a demanda por "visitas virtuais" feitas com vídeo ou câmera 360°. Esse tipo de conteúdo consegue transmitir, de forma muito mais intuitiva do que uma foto parada, o tamanho real dos ambientes, a circulação entre eles e a conexão entre os espaços — o que aprofunda a compreensão do interessado e ajuda a reduzir a frustração de quem visita o imóvel pessoalmente e descobre que ele era diferente do que imaginava.

Vídeo: filmar como se estivesse caminhando pelo imóvel proporciona uma experiência de visita muito mais realista. Mostrar em sequência, por exemplo, o trajeto da sala até a cozinha e depois até a varanda é extremamente eficaz para despertar no interessado a imagem de como seria morar ali.

Câmera 360°: permite que o próprio interessado explore livremente os ângulos que mais lhe interessam, oferecendo uma experiência informativa de alto nível de satisfação. É especialmente eficaz em imóveis com plantas mais complexas ou quando se quer transmitir a sensação de amplitude de um ambiente.

No Brasil, esse tipo de recurso já é bastante utilizado por grandes plataformas de locação e por incorporadoras na venda de imóveis na planta, e tende a se tornar cada vez mais comum também no aluguel residencial — adotar essas tecnologias com antecedência coloca o proprietário em uma posição diferenciada, tanto pela qualidade do anúncio quanto pela imagem de modernidade que ele transmite, o que também fortalece a marca pessoal do proprietário, e não só a do imóvel.

Um benefício prático desse tipo de conteúdo, muito valorizado por quem está mudando de cidade ou de estado — situação bastante comum no Brasil, um país de dimensões continentais —, é permitir que a pessoa conheça o imóvel em detalhes antes mesmo de viajar para uma visita presencial. Isso reduz o risco de uma viagem ser feita em vão e aumenta a confiança do interessado em fechar negócio à distância, com base em uma visita virtual bem-feita.

Conclusão

Neste artigo, explicamos desde a importância das fotos que realmente geram interesse até técnicas concretas de fotografia e os cuidados necessários na edição.

A foto do imóvel é a primeira porta de entrada para que o interessado imagine sua futura vida ali. Ter intenção e estratégia em cada foto permite extrair ao máximo o potencial do imóvel e se diferenciar da concorrência.

As técnicas apresentadas aqui podem ser colocadas em prática imediatamente. Experimente primeiro em um dos seus próprios imóveis e observe, na prática, como a mudança na qualidade das fotos se reflete no número de contatos recebidos.

A habilidade de fotografar bem um imóvel será, sem dúvida, uma arma poderosa para a gestão imobiliária daqui para frente — tanto no Japão quanto no Brasil, onde o mercado de locação também está cada vez mais visual e mais digital.

Perguntas frequentes

P1: É preciso ter uma câmera cara?

R1: Não necessariamente. Hoje em dia, a câmera dos smartphones já tem um desempenho muito bom, e seguindo os princípios básicos apresentados neste artigo — "manter horizontal e vertical", "garantir boa iluminação" e "cuidar da composição" — já é possível tirar fotos suficientemente atraentes. O primeiro passo é simplesmente testar com o celular que você já tem em mãos.

P2: Quantas fotos é adequado publicar?

R2: Não há uma regra fechada, mas o recomendável é ter pelo menos uma foto de cada cômodo principal (sala, quartos, cozinha, banheiro), além de fotos da fachada, da varanda, dos armários, da vista e das áreas comuns (entrada, área de encomendas, etc.), totalizando no mínimo 15 fotos. Quanto mais informação visual disponível, maior a sensação de segurança e o interesse do futuro morador.

P3: Posso fotografar em um dia de tempo ruim?

R3: Sempre que possível, o recomendado é fotografar em um dia ensolarado. Isso vale especialmente para a fachada e para os cômodos cujo diferencial é a luz natural, já que o clima interfere bastante no resultado. Se realmente não houver como ajustar a agenda, é possível corrigir o brilho em um editor de imagens, mas o resultado tem limites de naturalidade — por isso, sempre que possível, o melhor é buscar refazer a sessão em um dia melhor.

P4: Vale a pena colocar móveis e objetos de decoração?

R4: Sim, posicionar móveis e objetos (o chamado home staging) é muito eficaz para transmitir a sensação de uso real do espaço e ajudar o interessado a visualizar o tamanho e a função de cada ambiente. Por outro lado, excesso de objetos pode fazer o cômodo parecer menor, então o ideal é uma composição simples e com bom gosto. Publicar tanto fotos do imóvel vazio quanto fotos já com a decoração aplicada também costuma funcionar bem.

P5: Até que ponto a edição de fotos é permitida?

R5: Ajustes de brilho, de cor e correção de distorção — recursos que apenas melhoram a apresentação da foto — não têm problema algum. Já apagar defeitos reais do imóvel (arranhões na parede, manchas etc.) ou adicionar equipamentos que não existem de fato são edições que fogem da realidade e podem configurar propaganda enganosa perante a legislação de defesa do consumidor. A regra de ouro é: a edição deve apenas "mostrar o imóvel real da melhor forma possível", nunca criar uma versão fictícia dele.

P6: Quem deve tirar as fotos: o proprietário, a imobiliária ou um fotógrafo contratado?

R6: Não existe uma resposta única. Para imóveis de padrão mais simples, um bom trabalho feito pelo próprio proprietário ou pela equipe da administradora, seguindo as técnicas descritas neste artigo, já costuma trazer excelentes resultados. Já para imóveis de padrão mais alto, ou em mercados muito competitivos, contratar um fotógrafo especializado em imóveis pode se pagar rapidamente, já que o tempo de vacância evitado tende a superar, e muito, o custo da sessão de fotos.

Sobre a INA Network

Na "INA Network", associação de proprietários que administramos, promovemos ativamente a troca de conhecimento prático sobre gestão imobiliária e a interação entre os próprios associados.

Para quem participa, respeitando as regras do grupo, respondemos a todas as dúvidas enviadas. Se você tiver interesse, fique à vontade para entrar em contato conosco.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito