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Gestão de apartamentos e imposto de sucessão no Japão: como funciona a redução na avaliação fiscal

Um mecanismo genuinamente japonês, sem equivalente direto no ITCMD brasileiro: veja como a gestão de apartamentos reduz o imposto de sucessão no Japão via kashiya-tsuke-chi, a norma especial para pequenos terrenos e a dedução de dívidas — com comparação a herdar em dinheiro e os riscos de vacância, endividamento excessivo e sublocação garantida.

Última atualização: Leitura de cerca de 8 min

A gestão de apartamentos para aluguel (apāto keiei, アパート経営) é, segundo o sistema tributário japonês, um dos instrumentos reconhecidos e eficazes de planejamento para o imposto de sucessão (sōzokuzei, 相続税) — o equivalente japonês ao que, no Brasil, chamamos de ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação). Trata-se de um mecanismo genuinamente japonês, sem equivalente direto no sistema brasileiro: enquanto o ITCMD costuma incidir sobre o valor de mercado ou venal do bem transmitido, com alíquotas que variam por estado, o Japão adota um sistema próprio de avaliação fiscal sucessória (相続税評価額) que pode reduzir substancialmente a base tributável de um imóvel em comparação ao mesmo valor mantido em dinheiro. Mesmo com o mesmo valor patrimonial, existe uma diferença expressiva entre herdar em espécie e herdar um patrimônio reestruturado em apartamentos para locação. Na minha trajetória, conduzindo de forma integrada desde a aquisição até a administração de imóveis, já vi diversas famílias avançarem com esse planejamento sem compreender corretamente essa diferença de avaliação — e, paradoxalmente, corroerem o próprio patrimônio no processo. Neste artigo, explico com honestidade tanto o mecanismo quanto os pontos práticos, incluindo não só os benefícios, mas também os riscos.

Por que a gestão de apartamentos funciona como planejamento do imposto de sucessão

O motivo pelo qual a gestão de apartamentos reduz a carga tributária não é uma vantagem intuitiva e vaga, mas algo fundamentado nas próprias regras de avaliação do imposto de sucessão japonês. O dinheiro é avaliado pelo seu valor de face, mas o imóvel segue um método de avaliação diferente, o que abre espaço para que seu valor tributável fique abaixo do custo real de aquisição. É exatamente essa diferença de avaliação (hyōka-sa, 評価差) que constitui a essência do planejamento sucessório por meio da gestão de apartamentos. Diferentemente do Brasil, onde o ITCMD costuma ser calculado sobre um valor próximo ao de mercado, no Japão o valor tributável de um imóvel para fins sucessórios pode ficar consideravelmente abaixo do valor de aquisição, graças a regras específicas de avaliação. A seguir, organizamos, em ordem, os três mecanismos que sustentam essa economia tributária.

Redução na avaliação do terreno como “terreno com imóvel alugado” (kashiya-tsuke-chi, 貸家建付地)

O terreno onde se constrói um apartamento para locação é classificado, para fins fiscais, como kashiya-tsuke-chi (貸家建付地) — literalmente “terreno com prédio construído para aluguel” —, uma categoria de avaliação sem equivalente direto no sistema brasileiro, onde IPTU e ITCMD normalmente não distinguem terrenos alugados de terrenos vazios dessa forma. O valor tributável é calculado, em regra, pela fórmula “valor de terreno próprio segundo o rosenka (路線価, tabela oficial de preços por via pública, publicada anualmente pela Receita japonesa) × (1 − índice de direito de arrendamento de terreno [shakuchiken wariai, 借地権割合] × índice de direito de locação de imóvel [shakuyaken wariai, 借家権割合] × taxa de ocupação [chintai wariai, 賃貸割合])”, resultando em um valor inferior ao de um terreno vazio equivalente. O shakuchiken wariai varia por região, entre 30% e 90%, sendo de 60% a 70% em áreas residenciais típicas, enquanto o shakuyaken wariai é fixo em 30% em todo o território japonês. A lógica por trás dessa redução é que a presença de inquilinos restringe a liberdade do proprietário de dispor livremente do terreno, o que justifica, do ponto de vista fiscal, uma avaliação mais baixa. Para o investidor brasileiro, este é um ponto-chave de ganho de compreensão: o simples fato de alugar o imóvel já reduz sua base tributável de sucessão — algo que não ocorre automaticamente na legislação brasileira.

Redução pela norma especial para pequenos terrenos residenciais (shōkibo takuchi tō no tokurei, 小規模宅地等の特例)

O terreno onde está o imóvel alugado pode se enquadrar como kashitsuke jigyō-yō takuchi tō (貸付事業用宅地等, “terreno de uso empresarial de locação”) e, assim, tornar-se elegível à shōkibo takuchi tō no tokurei (小規模宅地等の特例), a “norma especial para pequenos terrenos residenciais” — um benefício fiscal sem paralelo direto no ITCMD brasileiro, que normalmente não prevê descontos automáticos conforme a destinação de uso do imóvel. Cumpridos determinados requisitos, é possível reduzir em 50% o valor tributável da parcela do terreno até 200 m². Há, porém, exigências detalhadas para sua aplicação: terrenos em que a atividade de locação foi iniciada nos aproximadamente três anos anteriores à abertura da sucessão ficam, em regra, fora do benefício — uma cláusula antiabuso que impede aquisições de última hora feitas apenas para reduzir o imposto. Para um investidor estrangeiro habituado a estruturas rápidas (como constituir uma holding patrimonial pouco antes de um evento sucessório), essa regra japonesa de “período de carência” é um lembrete de que o planejamento sucessório aqui exige horizonte de anos, não de meses. Por isso, o planejamento antecipado é indispensável.

Dedução de dívidas com base no financiamento (saimu kōjo, 債務控除)

Quando o apartamento é construído com recursos de financiamento, o saldo devedor do empréstimo ainda em aberto na data de abertura da sucessão pode, em regra, ser deduzido do patrimônio tributável — o que se chama de saimu kōjo (債務控除), “dedução de dívidas”. Como o prédio é avaliado pelo kotei shisan zei hyōka-gaku (固定資産税評価額, valor de avaliação do IPTU japonês), tipicamente inferior ao valor de mercado, enquanto o saldo do empréstimo é deduzido pelo valor integral, essa diferença comprime ainda mais a base tributável. Vale um alerta importante, na mesma linha de transparência que buscamos em toda a nossa atuação: isso não significa que “contrair dívida sempre compensa”. O pagamento do financiamento depende da receita de aluguel, e o empréstimo é, ao mesmo tempo, um instrumento de economia tributária e uma responsabilidade de longo prazo que recairá sobre a família por muitos anos. Um investidor brasileiro acostumado a comparar isso com o uso de dívida para alavancagem em fundos imobiliários (FIIs) deve ter em mente que, aqui, o compromisso é direto e pessoal, não diluído entre cotistas.

Simulação comparativa: herdar em dinheiro vs. herdar por meio da gestão de apartamentos

Como esses mecanismos são de difícil percepção apenas na teoria, vamos usar uma comparação simplificada para visualizar a diferença de avaliação na prática. Consideramos aqui um caso hipotético: um único filho herdeiro, sem cônjuge sobrevivente, recebendo um patrimônio de ¥50.000.000 (aprox. R$ 1.925.000, câmbio de referência de 26 JPY/BRL). É importante frisar que se trata apenas de uma aproximação didática para ilustrar o raciocínio — o valor real do imposto varia consideravelmente conforme o rosenka do terreno, sua área e o cumprimento dos requisitos das normas especiais mencionadas acima.

ItemHerdar ¥50.000.000 (R$ 1.925.000) em dinheiroHerdar reestruturado em apartamento (estimativa)
Valor tributável estimado¥50.000.000 (R$ 1.925.000) — valor de faceComprimido pela redução na avaliação do terreno e do prédio
Dedução básica (kiso kōjo, 基礎控除)¥30.000.000 + ¥6.000.000 × 1 herdeiro legal = ¥36.000.000 (aprox. R$ 1.155.000 + R$ 231.000 = R$ 1.386.000)
Base tributável estimadaAprox. ¥14.000.000 (aprox. R$ 539.000)Pode ficar abaixo da dedução básica, dependendo do caso
Imposto de sucessão estimadoAprox. ¥1.600.000 (aprox. R$ 61.600)Redução expressiva; a depender das condições, pode chegar a zero

Vemos que, mesmo com o mesmo valor de ¥50.000.000 (R$ 1.925.000), a carga tributária pode mudar significativamente conforme o patrimônio permaneça em dinheiro ou seja reestruturado em imóvel. Mas há uma contrapartida: reduzir a avaliação fiscal significa, na mesma medida, abrir mão de liquidez e de facilidade de conversão em dinheiro. Esse é um ponto que merece atenção redobrada de investidores brasileiros habituados à liquidez relativamente alta de FIIs negociados em bolsa, já que um apartamento físico no Japão não tem a mesma facilidade de venda rápida. Por isso, a decisão não deve se basear apenas no valor economizado em impostos: é essencial avaliar se a família realmente tem condições de assumir e continuar administrando o imóvel herdado.

Vantagens de usar a gestão de apartamentos como planejamento do imposto de sucessão

Facilidade de uso em uma ampla variedade de terrenos

Salvo em zonas industriais exclusivas (kōgyō sen'yō chiiki, 工業専用地域) e em parte das áreas de controle de urbanização (shigaika chōsei kuiki, 市街化調整区域), é possível construir apartamentos para locação na maior parte das zonas de uso do Japão — um sistema de zoneamento mais granular do que o brasileiro, com múltiplas categorias de yōto chiiki (用途地域) definidas pela lei japonesa de planejamento urbano. Optando por estrutura de madeira (mokuzō) ou de aço leve (keiryō tekkotsu-zō), é possível conter o custo de construção, o que torna essa alternativa viável mesmo em terrenos relativamente pequenos. Para um herdeiro brasileiro, a lógica é parecida com a de converter um terreno ocioso herdado em fonte de renda por meio de um pequeno empreendimento multifamiliar — mas, no Japão, a vantagem adicional é que essa conversão também atua diretamente sobre a base do imposto de sucessão, e não apenas sobre a rentabilidade. Deixar ocioso um terreno recebido em herança, em vez de transformá-lo em um ativo gerador de renda, é abrir mão de um benefício expressivo.

É possível conciliar economia tributária e receita de aluguel

Diferentemente de outros planejamentos sucessórios, que muitas vezes exigem apenas desembolso, a gestão de apartamentos oferece um efeito duplo: economia tributária e receita mensal de aluguel. O aluguel recebido pode ser destinado à reserva para reformas (shūzen tsumitate, 修繕積立金) ou à formação de capital para a próxima geração, transformando o próprio planejamento sucessório em um mecanismo contínuo de acumulação patrimonial — um ponto que interessa particularmente a investidores brasileiros habituados a comparar o custo de oportunidade entre imóveis físicos e aplicações financeiras.

A demanda é mais previsível do que em usos comerciais do terreno

Ao contrário de usos comerciais do terreno, como lojas ou escritórios — cuja rentabilidade depende fortemente da habilidade de atrair inquilinos corporativos —, a demanda residencial é menos sensível a oscilações do ciclo econômico e tende a ser relativamente mais estável, desde que a localização seja bem escolhida. Ainda assim, é arriscado presumir que “sempre haverá demanda por moradia”: é indispensável analisar com sobriedade a oferta e a demanda específicas de cada região — um cuidado tão relevante no Japão quanto em qualquer mercado imobiliário brasileiro sujeito a êxodo populacional, já que o envelhecimento demográfico é, no Japão, uma realidade estrutural em boa parte do país fora dos grandes centros.

Riscos e cuidados que não podem ser ignorados

Na INA&Associates, confiança e honestidade estão acima de qualquer outra coisa. É por isso que comunicamos os riscos com a mesma intensidade com que comunicamos os benefícios. Na prática, o planejamento sucessório via gestão de apartamentos costuma fracassar quando o investidor olha apenas para o valor do imposto economizado e negligencia a viabilidade do negócio em si.

Risco de vacância e queda no valor do aluguel

O efeito da redução na avaliação está diretamente ligado à taxa de ocupação: quanto mais vagas houver, menor o chintai wariai (賃貸割合) mencionado acima, e menor o benefício fiscal. Além disso, não é incomum que o aluguel caia com o envelhecimento do imóvel, desestabilizando o planejamento de pagamento do financiamento. Uma situação em que “o imposto de sucessão caiu, mas o fluxo de caixa mensal está no vermelho” inverte completamente a lógica do planejamento. A premissa básica é possuir um imóvel bem localizado, em uma região com demanda real, que continue sendo escolhido pelos inquilinos ao longo dos anos — um alerta que ecoa a experiência de muitos investidores brasileiros com imóveis mal localizados que, “no papel”, pareciam vantajosos.

Endividamento excessivo e ônus do pagamento após a sucessão

Contrair um financiamento acima da capacidade real apenas para reduzir impostos faz com que a família herdeira sofra com o pagamento. O empréstimo é, ao mesmo tempo, uma ferramenta de economia tributária e uma dívida que será transmitida à próxima geração. Em cenários de alta de juros — algo que o mercado japonês passou a enfrentar depois de décadas de taxas próximas de zero —, o peso do pagamento aumenta, tornando indispensável um planejamento financeiro com margem de segurança. Para o investidor brasileiro, habituado a um ambiente de juros historicamente mais altos, esse é um ponto de atenção redobrada: o financiamento imobiliário japonês costuma ter taxas muito mais baixas do que as praticadas no Brasil, mas isso não elimina o risco de alavancagem excessiva.

Como avaliar contratos de sublocação garantida (saburīsu, サブリース)

Por medo da vacância, muitos proprietários optam pelo saburīsu (サブリース) — um modelo de sublocação garantida em que uma administradora aluga o imóvel inteiro do proprietário e assume o risco de repassá-lo a inquilinos finais, algo sem equivalente exato no mercado brasileiro de locação residencial. Porém, o aluguel garantido costuma ser fixado abaixo do valor de mercado, reduzindo a rentabilidade. Também é comum haver cláusulas contratuais que permitem revisar o valor garantido ao longo do contrato. Antes de decidir, leia atentamente o contrato e avalie quanta rentabilidade você está disposto a abrir mão em troca dessa tranquilidade.

Pontos práticos para o sucesso do planejamento do imposto de sucessão

Escolher um apartamento de qualidade capaz de manter a taxa de ocupação

A redução na avaliação no momento da sucessão só produz todo o seu efeito quando o imóvel está praticamente lotado. Mais importante do que o custo de construção mais baixo no curto prazo é priorizar localização, planta e sistema de administração que continuem atraentes ao longo dos anos — o que, na prática, protege tanto a economia tributária quanto a rentabilidade. Essa é exatamente a visão de longo prazo (chōki-teki shiya) que norteia os valores da INA&Associates.

Terreno com capital próprio, construção com financiamento

Recorrer a financiamento até mesmo para a aquisição do terreno — que, por si só, não gera renda — tende a tornar o pagamento mais pesado. A estrutura clássica e mais equilibrada é adquirir o terreno com capital próprio e financiar apenas a construção, o que facilita equilibrar o pagamento do empréstimo com a receita de aluguel e o efeito de economia tributária. A proporção entre capital próprio e financiamento deve ser desenhada caso a caso, considerando as taxas de juros vigentes e a projeção de receitas e despesas.

Definir antecipadamente a partilha por meio de testamento

Diferentemente do dinheiro, um imóvel não pode ser dividido facilmente entre herdeiros, e a existência de múltiplos herdeiros costuma ser estopim de conflitos sobre a partilha. Deixar claro, por meio de um yuigon-sho (遺言書, testamento japonês) ou instrumento equivalente, quem ficará responsável pelo apartamento é a melhor forma de preservar a paz familiar. Vale notar que o sistema sucessório japonês, com sua figura de herdeiro legítimo (hōtei sōzokunin, 法定相続人) e cota mínima protegida (iryūbun, 遺留分), segue uma lógica própria, diferente do regime de herança do Código Civil brasileiro — por isso, um testamento redigido apenas com base na experiência prévia no Brasil pode não produzir o efeito pretendido no Japão. Se o objetivo é o bem-estar de todos os envolvidos, vale dedicar tempo ao desenho de uma sucessão harmoniosa tanto quanto à otimização do valor do imposto.

O caminho até a execução e o papel dos especialistas envolvidos

A gestão de apartamentos como planejamento do imposto de sucessão não é algo que se inicia por impulso. Errar a ordem das etapas pode significar perder o direito às normas especiais mencionadas ou comprometer o equilíbrio financeiro do empreendimento. O fluxo geral é o seguinte:

  1. Levantamento completo do patrimônio e estimativa do valor do imposto de sucessão (diagnóstico da situação atual)
  2. Estudo da localização, da oferta e demanda e das restrições legais do terreno em questão
  3. Elaboração do projeto de construção e simulação de longo prazo de receitas, despesas e pagamento do financiamento
  4. Verificação da elegibilidade e dos requisitos das normas especiais aplicáveis
  5. Desenho da política de partilha e sucessão (testamento, entre outros instrumentos)
  6. Início da obra, captação de inquilinos e início da operação

Esse processo exige conhecimento transversal de contadores especializados em tributação sucessória (zeirishi, 税理士), do mercado imobiliário, da construção civil e do setor financeiro. Decisões baseadas em apenas uma dessas especialidades tendem a gerar desequilíbrios — por exemplo, uma estrutura tributariamente ótima, mas inviável como negócio. Justamente por conduzirmos de forma integrada, internamente, desde a aquisição até a administração, acreditamos poder aconselhar com uma visão de otimização global, e não apenas de uma parte isolada do processo.

A visão da INA&Associates e considerações finais

Quando bem estruturado, o planejamento do imposto de sucessão por meio da gestão de apartamentos pode ser um instrumento poderoso para proteger o patrimônio e transmiti-lo às próximas gerações. Mas esse efeito depende de uma premissa: que a boa gestão da locação continue ao longo do tempo. Na minha visão, a economia tributária não deve ser o objetivo em si, e sim uma consequência de uma sucessão patrimonial saudável.

É por isso que não nos alinhamos a propostas que vendem apenas a redução do valor do imposto como argumento principal. Com a convicção de que as pessoas (jinzai, 人財 — termo que a INA&Associates usa deliberadamente no lugar do mais comum 人材, para enfatizar as pessoas como o maior patrimônio da empresa) são o maior ativo, acompanhamos de perto a composição familiar e os desejos de cada cliente, comunicando com honestidade tanto os benefícios quanto os riscos, para desenhar juntos uma forma de patrimônio que possa ser mantida com tranquilidade por muitos anos. Para uma visão mais ampla do mercado imobiliário e do sistema tributário japonês, consulte também a lista de categorias do ina-network.

Perguntas frequentes

Por que a gestão de apartamentos funciona como planejamento do imposto de sucessão?

O terreno onde está o apartamento é avaliado como kashiya-tsuke-chi, com valor inferior ao de um terreno vazio equivalente, e, cumpridos os requisitos, pode receber ainda uma redução de 50% sobre até 200 m² por meio da shōkibo takuchi tō no tokurei. Além disso, o prédio é avaliado pelo valor de IPTU japonês (kotei shisan zei hyōka-gaku), tipicamente mais baixo que o valor de mercado, e o saldo do financiamento é dedutível como saimu kōjo — fatores que, somados, tornam mais fácil comprimir o valor tributável de sucessão em comparação a manter o patrimônio em dinheiro.

Qual a diferença entre o índice de direito de arrendamento de terreno e o índice de direito de locação de imóvel?

O shakuchiken wariai é um percentual específico de cada região, definido no mapa oficial de rosenka para fins de imposto de sucessão, variando entre 30% e 90%. Já o shakuyaken wariai é, em regra, fixo em 30% em todo o Japão. No cálculo da redução para kashiya-tsuke-chi, esses dois índices são combinados com a taxa de ocupação (chintai wariai) mencionada anteriormente.

Em quais casos é possível aplicar a norma especial para pequenos terrenos residenciais?

Para terrenos classificados como kashitsuke jigyō-yō takuchi tō, cumpridos determinados requisitos, é possível obter redução de 50% sobre até 200 m². Há exceções, como o terreno cuja atividade de locação foi iniciada nos aproximadamente três anos anteriores à abertura da sucessão, que fica de fora, em regra. Além disso, é necessário formalizar a declaração fiscal mencionando a aplicação da norma especial dentro do prazo de 10 meses a partir da abertura da sucessão. Consulte sempre um zeirishi para os detalhes específicos do seu caso.

Optar pela sublocação garantida (saburīsu) traz tranquilidade como planejamento do imposto de sucessão?

Mesmo com saburīsu, o efeito da redução na avaliação é mantido, desde que a ocupação efetiva seja preservada. Porém, o valor do aluguel garantido costuma ser fixado abaixo do preço de mercado, reduzindo a rentabilidade, e normalmente existem cláusulas de revisão desse valor garantido ao longo do contrato. Entenda com clareza quanta rentabilidade você abre mão em troca dessa tranquilidade, e avalie com cautela o equilíbrio entre retorno e economia tributária.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
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