A reconstrução de apartamentos para locação é uma das decisões mais importantes na estratégia de gestão de ativos do proprietário. Se o momento da reconstrução for mal calculado, há o risco de acumular perda de oportunidades de receita, aumento dos custos de desocupação e desvantagens fiscais. Neste artigo, organizamos os critérios para decidir pela reconstrução a partir de quatro perspectivas: idade do imóvel, taxa de vacância, custos de reparo e tributação.
Como decidir o momento de reconstruir um apartamento para locação?
O princípio da gestão patrimonial não é decidir o momento da reconstrução apenas quando "a vida útil acabar", mas sim no ponto de virada da rentabilidade. Os três principais eixos de avaliação são os seguintes.
O parâmetro pela idade do imóvel é entre 20 e 30 anos
A vida útil fiscal de um apartamento de madeira é de 22 anos, mas a vida útil física pode ultrapassar esse período. No entanto, em muitos casos, entre 15 e 20 anos começam a surgir pontos que exigem grandes reparos, e entre 20 e 30 anos chega o momento em que a reconstrução deve ser considerada. No caso de estruturas de madeira, a renovação também é mais difícil e ainda se somam questões de resistência sísmica, por isso é prudente avaliar cedo.
Se a taxa de vacância ultrapassar 50%, inicie a desocupação
Para reconstruir, é necessário que os moradores atuais desocupem o imóvel. Se a desocupação for conduzida quando a taxa de vacância estiver em 30% a 40%, o custo das indenizações tende a ser alto e a negociação pode se alongar. O mais realista é iniciar o processo depois que os moradores tiverem diminuído naturalmente e a taxa de vacância ultrapassar 50%. O valor de referência da indenização por desocupação costuma ser de 3 a 6 meses de aluguel, mas varia conforme a situação, por isso recomenda-se atuar em conjunto com um advogado.
Considere a reconstrução quando os custos de reparo pressionarem a rentabilidade
Em imóveis onde reparos de alto valor ocorrem repetidamente e o envelhecimento da aparência dificulta elevar o aluguel, o prejuízo aumenta a cada nova intervenção. O momento em que o equilíbrio entre custos de reparo e receita se rompe é um sinal claro para considerar a reconstrução.
Benefícios de investimento que podem ser obtidos com a reconstrução
É possível esperar um grande aumento da receita de aluguel
Imóveis novos ou seminovos permitem definir aluguéis mais altos em comparação com imóveis da mesma região e planta. A barreira para buscar ocupação total diminui, e o efeito de melhoria do fluxo de caixa tende a ser significativo.
Benefícios fiscais por meio da depreciação
Com a reconstrução, novos custos de depreciação passam a ser lançados. Com base na vida útil fiscal de 22 anos para madeira e 47 anos para RC, é possível obter efeito de economia em imposto de renda e imposto residente ao reduzir a renda imobiliária tributável. Em muitos casos, do ponto de vista fiscal, é mais vantajoso reiniciar a depreciação por meio da reconstrução do que continuar mantendo um imóvel que já ultrapassou sua vida útil.
Melhoria da resistência sísmica e da durabilidade
Edifícios adequados aos padrões sísmicos mais recentes reduzem o risco de desastres naturais e contribuem para aumentar a sensação de segurança dos moradores e favorecer permanências mais longas.
Custos e riscos que exigem atenção ao reconstruir
Plano financeiro para demolição e construção
O custo de demolição de um apartamento de madeira costuma ficar entre 30 mil e 50 mil ienes por tsubo. Somado ao custo de construção, o valor se torna elevado, por isso em muitos casos utiliza-se financiamento imobiliário para apartamentos. Antes da reconstrução, é indispensável elaborar com precisão uma simulação de rentabilidade, incluindo receita de aluguel, custos operacionais e valor de amortização da dívida.
A dificuldade das negociações de desocupação
Do ponto de vista legal, a reconstrução nem sempre é automaticamente reconhecida como "motivo legítimo", e há o risco de as negociações se prolongarem caso o morador se recuse a sair. Recomendamos conduzir o processo desde cedo com o apoio de advogados e especialistas.
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FAQ
- P. Qual é a idade do imóvel que serve de referência para considerar a reconstrução?
- R. Em apartamentos de madeira, entre 20 e 30 anos é a referência mais comum. No entanto, essa decisão pode se antecipar ou se postergar conforme a taxa de vacância e a situação dos custos de reparo.
- P. Qual é o valor de referência da indenização por desocupação?
- R. O parâmetro costuma ser de 3 a 6 meses de aluguel, mas varia conforme a situação do morador e o histórico da negociação. Recomendamos consultar um advogado.
- P. É possível economizar impostos com a reconstrução?
- R. Ao lançar a depreciação do novo edifício, a renda imobiliária pode ser reduzida, o que permite esperar efeitos de economia no imposto de renda e no imposto residente.
- P. Não é recomendável iniciar a reconstrução quando ainda há poucas unidades vagas?
- R. Na fase em que a taxa de vacância está entre 30% e 40%, o custo das indenizações por desocupação tende a ser maior. Na prática, é mais viável iniciar depois que a taxa ultrapassar 50%.
- P. Quanto custa, em geral, uma reconstrução?
- R. O total corresponde à soma do custo de demolição (30 mil a 50 mil ienes por tsubo) e do custo de construção, e em muitos casos utiliza-se financiamento para apartamentos. A simulação prévia de rentabilidade é essencial.