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Plantas recomendadas de imóveis para alugar por perfil familiar: de morar sozinho a uma família de quatro

1K e 1DK para morar sozinho, 1LDK e 2LDK para casais e 4LDK para uma família de quatro. Explica a escolha da planta por perfil, quando preparar o quarto infantil e os aluguéis por região.

Última atualização: Leitura de cerca de 5 min

Ao procurar um imóvel para alugar, a planta ideal varia bastante conforme a composição familiar. Como o tipo de imóvel adequado muda para quem mora sozinho, para casais e para famílias, é importante organizar essas informações com antecedência. Neste artigo, explicamos as plantas recomendadas para cada composição familiar e a faixa de aluguel por região.

Quais são os imóveis recomendados para quem mora sozinho?

Para quem mora sozinho, a planta mais adequada é a de 1K ou 1DK compacta, sem espaço excessivo. Um imóvel grande demais aumenta o aluguel e tende a gerar desperdício na circulação do dia a dia.

Por que escolher uma planta sem espaço sobrando

Ter espaço suficiente para colocar uma escrivaninha e uma cama sem sensação de aperto é um ponto importante para viver com conforto. Entendemos a vontade de caprichar na decoração, mas vale ter em mente que um ambiente funcional e sem excessos costuma ser mais fácil para viver.

Plantas e faixa de aluguel para morar sozinho por região

RegiãoPlanta principalFaixa de aluguel
Hokkaido1LDK45 mil a 60 mil ienes
Kanto1K a 1LDK60 mil a 110 mil ienes
Tohoku1K a 1LDKcerca de 50 mil ienes
Kanto-Koshinetsu e Hokuriku1Kcerca de 50 mil ienes
Tokai1DK e 1LDK50 mil a 60 mil ienes
Kinki1K a 1LDK50 mil a 70 mil ienes
Chugoku e Shikoku1K e 1LDK40 mil a 50 mil ienes
Kyushu e Okinawa1K e 1LDKcerca de 70 mil ienes

A faixa de aluguel varia conforme a região, mas, em todo o Japão, as plantas de 1K a 1LDK são as mais comuns. A orientação do imóvel e o fato de ser ou não uma unidade de esquina também influenciam bastante o conforto da moradia.

Quais são os imóveis recomendados para duas pessoas?

Quando um casal começa a morar junto por ocasião de namoro ou casamento, o padrão é buscar imóveis com 1LDK ou 2LDK ou mais. Muitos imóveis 1K são planejados para uma pessoa só, e não são raros os casos em que a moradia para duas pessoas não é permitida.

Por que 1K não é indicado para duas pessoas

O 1K é, em princípio, um imóvel voltado para uma pessoa, por isso em alguns casos a ocupação por duas pessoas nem sequer é permitida. Para começar a morar em casal no meio do contrato, é indispensável confirmar antes com o proprietário ou a administradora. Se a mudança for motivada por vida a dois ou casamento, escolha desde o início um imóvel entre 1LDK e 2LDK.

Plantas e faixa de aluguel para duas pessoas por região

RegiãoPlanta principalFaixa de aluguel
Hokkaido1LDK e 2LDK50 mil a 60 mil ienes
Kanto1LDK a 4LDKcerca de 200 mil ienes
Tohoku1LDK a 3LDK50 mil a 70 mil ienes
Kanto-Koshinetsu e Hokuriku2K e 2DK40 mil a 50 mil ienes
Tokai1DK e 1LDK50 mil a 60 mil ienes
Kinki1LDK a 4LDK50 mil a 60 mil ienes
Chugoku e Shikoku2DK e 2LDK40 mil a 50 mil ienes
Kyushu e Okinawa2K a 3LDK60 mil a 100 mil ienes

Os imóveis para duas pessoas oferecem uma faixa ampla de plantas, e é importante escolher considerando o plano de vida futuro. Em algumas regiões também há a opção de casas para alugar, o que merece consideração se a intenção for morar por um período longo.

Qual é a planta ideal para uma família de quatro pessoas no Japão?

A área recomendada fica em torno de 30 a 40 tsubo

Para a moradia de uma família de quatro pessoas, o intervalo adequado no Japão é de 30 a 40 tsubo. O tsubo (坪) é a unidade tradicional japonesa de área — 1 tsubo equivale a cerca de 3,31 m² — de modo que 30 a 40 tsubo correspondem, aproximadamente, a 99 a 132 m². Diferentemente do Brasil, onde o metro quadrado é a referência universal em anúncios e escrituras, no Japão o tsubo permanece dominante na conversa cotidiana sobre imóveis, e um investidor estrangeiro precisa fazer essa conversão mental para comparar áreas. Abaixo de 30 tsubo (cerca de 99 m²) a casa tende a parecer apertada; e, para garantir o número de cômodos com folga, o ideal é dispor de um terreno de 50 tsubo ou mais (cerca de 165 m²), levando em conta a taxa de ocupação do terreno (kenpeiritsu, 建蔽率, o percentual máximo do lote que a construção pode cobrir). Esse coeficiente urbanístico japonês cumpre função parecida com a taxa de ocupação prevista nos planos diretores brasileiros, mas costuma ser aplicado de maneira mais rígida e padronizada por zona, o que torna o dimensionamento do terreno um fator decisivo de investimento.

A planta 4LDK é a configuração ideal

Antes de tudo, convém explicar a notação: LDK é uma abreviação tipicamente japonesa que significa Living, Dining, Kitchen (sala de estar, sala de jantar e cozinha integradas), e o número à frente indica a quantidade de quartos independentes. Portanto, um 4LDK garante quatro cômodos: dois quartos infantis, o quarto do casal e um espaço de trabalho (ou quarto de hóspedes). Em contraste com o Brasil, onde um imóvel costuma ser anunciado pelo número de dormitórios (por exemplo, apartamento de 3 quartos), a fórmula japonesa separa explicitamente a área social integrada (LDK) dos quartos privativos — uma distinção que ajuda o investidor a ler a planta com precisão. Essa configuração também funciona bem quando o casal tem ritmos de vida diferentes e precisa de quartos separados, ou quando é necessário acomodar os pais idosos que venham a pernoitar. Para quem investe em imóveis de locação no Japão, o 4LDK é uma posição sólida: atende ao perfil de família que busca permanência longa, o que se traduz em menor rotatividade de inquilinos e maior estabilidade de renda.

Dá para viver em 1LDK ou 2LDK, mas garantir a privacidade das crianças vira um desafio

Enquanto as crianças são pequenas, é perfeitamente possível viver em uma planta menor. No entanto, ao pensar em garantir privacidade conforme elas crescem, ter um espaço de estudo independente e um lugar para receber amigos, o desejável é dispor de um número de cômodos com folga. Aqui aparece um traço cultural relevante: no Japão, muitos imóveis compactos incluem um washitsu (和室, um quarto de estilo tradicional japonês com piso de tatame), que pode ser fechado por portas de correr e reaproveitado como quarto extra. Diferentemente das casas brasileiras, em que os cômodos costumam ter uso fixo desde a planta, a flexibilidade dos ambientes japoneses — com divisórias móveis e cômodos multiuso — é uma característica que amplia a vida útil da planta e merece atenção do investidor, pois um mesmo imóvel consegue acompanhar diferentes fases da família.

Quando preparar o quarto das crianças?

Do bebê ao jardim de infância: o quarto próprio não é necessário

Nessa faixa etária, a criança precisa viver sempre dentro do campo de visão dos pais. Ter, ao lado da sala de estar, um espaço que possa ser dividido é prático para guardar brinquedos e o material de soneca. É comum que esse espaço seja justamente um washitsu com tatame: no Japão, as medidas dos cômodos são frequentemente expressas em jō (帖 ou 畳), ou seja, no número de esteiras de tatame — 1 jō equivale a cerca de 1,62 m². Assim, um washitsu de 6 jō corresponde a cerca de 9,7 m². Para o leitor brasileiro, acostumado a pisos de porcelanato ou carpete e a áreas em metro quadrado, essa contagem por esteiras de tatame é uma convenção genuinamente japonesa, sem paralelo direto, e revela como a própria linguagem da planta está enraizada na cultura habitacional do país.

Ao entrar no ensino fundamental, comece a preparação

Esse é o momento em que garantir um espaço de estudo passa a ser importante. Quando os irmãos vão dividir o mesmo quarto, é importante prepará-los ao mesmo tempo, para que não surja o sentimento de que o filho mais velho está sendo privilegiado. Também se diz que, nos primeiros anos do fundamental, estudar na sala (a chamada ribingu gakushū, リビング学習) ajuda a aumentar a concentração. Do ponto de vista de investimento, plantas que permitem essa transição gradual — de área compartilhada para quartos independentes — tendem a agradar famílias em fase de crescimento, um público que valoriza contratos de locação de longa duração.

A partir do ensino médio japonês, prepare um quarto independente

Ao chegar ao chūgakusei (中学生, o equivalente ao início do ensino médio japonês, por volta dos 12 aos 15 anos), a consciência sobre a privacidade aumenta e surgem ritmos próprios de estudo e de vida. Recomendam-se divisórias que assegurem a sensação de quarto individual, como portas de correr ou cortinas sanfonadas. Diferentemente da reforma estrutural que seria necessária em muitas casas brasileiras para subdividir um ambiente, no Japão essa flexibilização por meio de divisórias leves é comum e relativamente barata, o que reduz o custo de adaptar o imóvel às diferentes fases da família — um ponto favorável na análise de retorno de longo prazo.

Mesmo depois que os filhos saem de casa, mantenha a flexibilidade

O cômodo que ficou vago pode ser aproveitado como depósito, espaço de guarda ou área de trabalho; ainda assim, deixar um cômodo livre para que os filhos possam voltar e pernoitar a qualquer momento contribui para preservar os laços familiares. Essa visão de longo prazo, em que a planta acompanha o ciclo inteiro da família, alinha-se à filosofia da INA&Associates: pensar o imóvel não como um ativo de curto prazo, mas como um patrimônio que sustenta pessoas ao longo do tempo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é a planta mais comum para quem mora sozinho?

Em todo o Japão, o padrão mais comum é entre 1K e 1LDK. Há pequenas diferenças conforme a região, mas, em praticamente todas elas, essas plantas representam a maior parte dos imóveis voltados para quem mora sozinho.

É possível morar duas pessoas em um imóvel 1K?

Em alguns imóveis, a ocupação por duas pessoas é proibida. Primeiro, é necessário confirmar com a administradora ou com o proprietário. De modo geral, imóveis com 1LDK ou mais são mais adequados para duas pessoas.

Como agir quando a composição familiar muda?

Se a composição familiar mudar, por exemplo com o nascimento de um filho, vale considerar a mudança para uma planta de 2LDK a 3LDK ou maior, que permita reservar um quarto para a criança. Escolher o imóvel considerando o plano de vida futuro é fundamental.

Por que o conforto muda mesmo em imóveis com a mesma planta?

Isso varia bastante conforme a orientação solar (voltado para sul ou norte, por exemplo), o andar, o fato de ser ou não uma unidade de esquina e o entorno. Na visita ao imóvel, verifique sempre também a incidência de luz e o nível de ruído.

P. Um 3LDK é apertado para uma família de quatro pessoas?

Depende da idade e do estilo de vida das crianças. Se os filhos ainda estiverem no ensino fundamental ou abaixo, um 3LDK (três quartos mais a área social integrada de sala, jantar e cozinha) dá conta; mas, a partir do ensino médio japonês, a demanda por quartos individuais cresce, e por isso o 4LDK se torna o ideal.

P. Com dois filhos, preciso de dois quartos infantis desde o início?

Enquanto as crianças são pequenas, não há problema em compartilhar um mesmo quarto. Preparar um cômodo independente no momento em que elas entram no ensino médio japonês é a escolha mais realista.

P. O estudo na sala realmente funciona?

Estudar perto dos pais permite tirar dúvidas na hora sobre o que não se entendeu, o que aumenta a concentração. Diz-se que, sobretudo nos primeiros anos do ensino fundamental, esse hábito é especialmente eficaz.

Daisuke Inazawa, President & CEO of INA&Associates Inc.

Autor

Presidente e CEOINA&Associates Inc.

Presidente e CEO da INA&Associates Inc. Lidera a corretagem imobiliária, a locação e a gestão de imóveis na Grande Tóquio e na região de Kansai. Especializado em estratégia de investimento em imóveis de renda e consultoria para investidores de alto patrimônio.

Daisuke Inazawa é presidente e CEO da INA&Associates Inc., uma empresa imobiliária japonesa com sede em Osaka e filial em Tóquio. Ele lidera os três negócios centrais da companhia — corretagem imobiliária, locação e gestão de propriedades — na Grande Tóquio e na região de Kansai.

Suas áreas de especialização incluem estratégia de investimento em imóveis geradores de renda, otimização de rentabilidade em operações de locação, consultoria imobiliária para investidores de altíssimo patrimônio (UHNWI) e investidores institucionais, além de investimento imobiliário transfronteiriço. Presta consultoria de longo prazo, baseada em dados, a investidores no Japão e no exterior.

Sob a filosofia de gestão «o ativo mais importante de uma empresa são as suas pessoas», ele posiciona a INA&Associates como uma «empresa de investimento em capital humano» e está comprometido com a criação sustentável de valor corporativo por meio do desenvolvimento de talentos. Como executivo, também se manifesta publicamente sobre liderança e cultura organizacional em tempos de mudança.

Obteve onze qualificações profissionais japonesas: corretor imobiliário licenciado (Takken), Master certificado em consultoria imobiliária, gestor licenciado de condomínios, supervisor licenciado de gestão predial, profissional certificado em gestão de locação, gyōseishoshi (advogado administrativo), responsável certificado pela proteção de dados pessoais, gerente de prevenção de incêndio classe A, especialista certificado em imóveis arrematados em leilão, engenheiro certificado em manutenção de condomínios e supervisor licenciado de operações de crédito.

  • Corretor imobiliário licenciado (Takken)
  • Master certificado em consultoria imobiliária
  • Gestor licenciado de condomínios
  • Supervisor licenciado de gestão predial
  • Profissional certificado em gestão de locação
  • Gyōseishoshi (advogado administrativo)
  • Responsável certificado pela proteção de dados pessoais
  • Gerente de prevenção de incêndio classe A
  • Especialista certificado em imóveis arrematados
  • Engenheiro certificado em manutenção de condomínios
  • Supervisor licenciado de operações de crédito