Nos mercados de investimento altamente influenciados pelas condições econômicas e sociais, um mecanismo que maximize os retornos enquanto minimiza os riscos é indispensável. É aqui que se torna importante a construção de uma carteira de investimentos. Este artigo explica o papel, a importância, as etapas de construção e os pontos de gestão de uma carteira de investimentos.
O que é uma carteira de investimentos?
Uma carteira de investimentos é uma ferramenta para entender a composição de ativos que um investidor possui, incluindo dinheiro, depósitos, ações, imóveis e títulos. Resume os valores específicos e as proporções de alocação, e é utilizada como indicador para gerenciar riscos.
O termo "portfolio" é derivado do italiano "Portafoglio" (carteira/bolsa) e em inglês significa "pasta de documentos". No contexto financeiro e de investimentos, refere-se à própria estratégia de investimento que clarifica a alocação de ativos e diversifica os riscos.
Por que é tão importante construir uma carteira?
A importância da carteira se resume em três razões principais:
1. A alocação de ativos fica clara
Ao investir de forma diversificada em múltiplos produtos financeiros, é indispensável saber quantos ativos foram alocados em cada categoria. Como a distribuição de ativos muda com as flutuações do mercado, uma carteira permite verificar a situação atual imediatamente.
2. Riscos e retornos podem ser monitorados
Esclarecer os riscos e retornos de cada ativo permite responder com flexibilidade às fortes flutuações do mercado, evitando prestar atenção excessiva aos retornos enquanto se negligenciam os riscos, ou vice-versa.
3. A estabilidade é mantida diante da volatilidade do mercado
Como diz o ditado "não coloque todos os ovos na mesma cesta", diversificar os ativos em vários setores mitiga as perdas de outros ativos quando algum cai abruptamente. Ter uma alocação de ativos preestabelecida com riscos e retornos claros ajuda a evitar grandes perdas.
Quais são as etapas para construir uma carteira?
A construção de uma carteira é realizada em 4 etapas:
Etapa 1: Definir o retorno alvo
Defina um retorno alvo específico de acordo com o propósito do seu investimento. Se o objetivo é "garantir fundos para a aposentadoria", mire em 5% ou mais; se deseja "fazer crescer os ativos de forma moderada", escolha um retorno médio. É importante definir o objetivo levando em consideração os impostos.
Etapa 2: Definir a tolerância ao risco
A tolerância ao risco é determinada pelo "período de investimento", "tamanho da carteira", "existência de renda" e "idade". É importante julgá-la individualmente com base nas características e circunstâncias de cada pessoa, não apenas em porcentagens.
Decida a alocação de ativos (proporção de dinheiro em relação a ativos de risco) e revise-a de acordo com eventos de vida e mudanças na renda.
Etapa 3: Definir o período de investimento
Quanto mais longo for o período de investimento, maior será o risco de subidas e descidas repentinas, portanto é necessário considerar cuidadosamente o período de investimento para cada produto financeiro.
Etapa 4: Definir a proporção de ativos com alta liquidez
Decida antecipadamente quantos ativos de alta liquidez, que possam ser convertidos em dinheiro a qualquer momento, manter para se preparar para despesas inesperadas.
Quais são os 10 métodos de investimento que devem ser incluídos na carteira?
| Método de investimento | Características | Nível de risco |
|---|---|---|
| Investimento em ações | Método principal de lucro por diferenças de preço e dividendos | Médio~Alto |
| Fundos de investimento | Investimento diversificado a partir de pequenas quantias, gerenciado por profissionais | Baixo~Médio |
| Depósitos em moeda estrangeira | Expectativa de ganho por diferenças cambiais, gerenciado com fundos excedentes | Médio |
| Forex (FX) | Compra e venda de moedas com até 25x de alavancagem | Alto |
| Títulos do governo | Títulos emitidos pelo governo, risco de perda de capital extremamente baixo | Baixo |
| Criptomoedas | Grandes movimentos de preço em pouco tempo, existe risco de hacking | Alto |
| ETF (Fundos de índice negociados em bolsa) | Vinculados ao Nikkei e outros índices, taxas baixas | Baixo~Médio |
| Debêntures individuais | Capital e juros devolvidos no vencimento, existe risco de crédito empresarial | Baixo~Médio |
| Ouro | Ativo seguro universal, pouco influenciado por situações sociais | Baixo |
| Investimento imobiliário | Retornos estáveis através de receitas de aluguel | Médio |
Especialmente, a construção de carteiras que incluem imóveis está atraindo atenção pela perspectiva de cobertura contra a inflação e renda estável por aluguel.
Quais são os 2 pontos-chave na gestão da carteira?
Avaliar o desempenho periodicamente
Com o passar do tempo, não apenas os ativos mantidos mudam, mas também o desempenho necessário muda de acordo com o estágio de vida. Avalie o desempenho atual com base em suas características e circunstâncias, e revise a estratégia quando necessário.
Ajustar a carteira periodicamente
Para manter o retorno alvo e a tolerância ao risco independentemente das flutuações do mercado, é indispensável o ajuste periódico da carteira, aproveitando também a segunda opinião de especialistas. É importante não perder de vista as mudanças no mercado e na situação, e se adaptar com flexibilidade levando em conta o estágio de vida.
Perguntas frequentes (FAQ)
P: Que tipo de carteira os iniciantes em investimentos devem começar?
Recomenda-se começar com uma carteira diversificada centrada em produtos de baixo risco, como fundos de investimento e ETFs, combinando também títulos do governo e ouro. Em seguida, aumente gradualmente a proporção de ativos de risco à medida que adquire habilidades de investimento.
P: Com que frequência é adequado revisar a carteira?
Em geral, a cada 6 meses a 1 ano é uma diretriz, mas também é recomendável revisar quando houver grandes flutuações no mercado ou eventos de vida (casamento, nascimento de filhos, mudança de emprego, etc.).
P: Quais são os benefícios de incluir investimento imobiliário na carteira?
Os imóveis têm menos flutuações abruptas do que os produtos financeiros e oferecem estabilidade, além de fornecer renda contínua de aluguel. Também têm efeitos de cobertura contra a inflação e são eficazes como parte da diversificação de investimentos.